Estadão Blue Studio - Do impedimento semiautomático à análise de tomografias

Do impedimento semiautomático à análise de tomografias

Inteligência artificial híbrida da Lenovo permite soluções sob medida para vários tamanhos de clientes

15 de julho de 2026

Do impedimento semiautomático à análise de tomografias

A Lenovo, primeira parceira oficial de tecnologia da Fifa, transformou o torneio em uma vitrine para a inteligência artificial híbrida.

Ela permite, por exemplo, que a câmera do árbitro transmita imagens estabilizadas em tempo real ou então o impedimento semiautomático, capaz de identificar uma chuteira adiantada por poucos centímetros.

Avatares tridimensionais de todos os jogadores e uma plataforma de inteligência artificial que analisa mais de 2 mil parâmetros de cada partida também fazem parte das novidades.

Para viabilizar tudo isso, a empresa montou uma infraestrutura distribuída pelos 16 estádios da competição. Em vez de enviar todas as imagens para uma nuvem distante, boa parte do processamento ocorre dentro de cada arena.

O objetivo é simples: reduzir a latência. Entre a captura da imagem e sua disponibilização para as emissoras, passam menos de cinco segundos, tornando possível estabilizar vídeos, gerar reconstruções tridimensionais e abastecer sistemas de arbitragem praticamente em tempo real.

Segundo Valério Matheus, gerente-geral de Serviços e Soluções da Lenovo para a América Latina, essa arquitetura representa exatamente o conceito de IA híbrida.

“Não existe uma única forma de rodar inteligência artificial. Dependendo do caso, ela pode estar em um computador, em um smartphone, em um data center local ou em uma nuvem pública. O importante é escolher onde faz mais sentido executar aquele processamento”, afirma o executivo.

Na Copa, a resposta foi clara. O desenho da arquitetura de tecnologia priorizou levar a inteligência para perto da origem dos dados. É justamente essa lógica que diferencia a estratégia da Lenovo. Em vez de defender que toda aplicação seja executada na nuvem, a empresa propõe combinar diferentes ambientes de computação conforme a necessidade do negócio.

Embora a Copa seja o maior laboratório dessa estratégia, a Lenovo afirma que o objetivo não é vender apenas servidores ou notebooks, mas transformar tecnologias desenvolvidas para grandes operações em soluções acessíveis também para pequenas e médias empresas.

Segundo Matheus, o primeiro passo é entender o problema do cliente. Uma empresa de varejo, segundo ele, pode usar IA para analisar imagens de câmeras e otimizar estoques.

“Um operador logístico pode reduzir gargalos com visão computacional. Hospitais podem acelerar diagnósticos. Escritórios de advocacia podem utilizar modelos privados para organizar documentos sensíveis e assim por diante”, explica.

Clique aqui para ler a matéria completa, produzida pelo Estadão Blue Studio, com patrocínio de Lenovo.