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IA torna a construção de reputação profissional mais complexa

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 8 de maio de 2026

Especialista em LinkedIn, Carolina Dostal comprova que algoritmo ficará cada vez mais rigoroso e ensina como desenvolver autoridade neste novo cenário

A inteligência artificial auxilia profissionais na construção da reputação. Fonte: Lab Persona

Tanto para o desenvolvimento profissional quanto para o fortalecimento da marca que representam, os profissionais C-levels reconhecem a relevância e o impacto da reputação na conquista dos resultados. Nesse cenário, a construção de autoridade tem na inovação uma grande aliada, com as redes sociais como palco e a inteligência artificial (IA) como ferramenta facilitadora. 

Conhecimento aprofundado, conteúdos relevantes, constância, estratégia de publicação e, para muitos, o alcance orgânico das publicações simplesmente segue estagnado. Mas por que isso acontece? Muitas vezes, a causa está antes mesmo da publicação do primeiro artigo. Assim como traz facilidades, a IA qualifica as plataformas, sofisticando o processo de construção de reputação. 

Rede com o maior ecossistema profissional do mundo, o LinkedIn cruza diversas informações para verificar a credibilidade e a expertise do usuário. Em linhas gerais, é possível dizer que a combinação de inúmeros fatores determina o maior ou menor alcance orgânico de uma publicação.   

Em artigo publicado em seu perfil na rede social, a LinkedIn Top Voice, Carolina Dostal, explicou: “o algoritmo avalia quem você é antes de decidir para quem vai entregar o seu conteúdo. Desde o final de 2025, esse processo ficou radicalmente mais sofisticado”.

Basicamente, isso demonstra que a relevância não está mais somente na qualidade do conteúdo publicado, mas na coerência do discurso em alinhamento com a consistência de quem o executivo realmente é. Resumindo: é preciso convencer o algoritmo que a autoridade por trás da tela é real. Mas será que conteúdos perfeitos gerados por máquinas conseguem fazer isso?

IA e a reputação profissional

Longe de ser considerada como vilã da história, a inteligência artificial já faz parte do dia a dia das companhias. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que o uso pelas empresas industriais desta tecnologia digital avançada subiu de 16,9% para 41,9% entre 2022 e 2024. 

Por sua vez, pesquisa de 2026 da Intelligenzia apurou que 70% das companhias no Brasil adotaram alguma ferramenta de IA no marketing, principalmente em tarefas operacionais, como a produção de conteúdo. Mas, apesar de 89% dos entrevistados constatarem aumento na produtividade, apenas 5% identificaram melhoria real na qualidade do material.   

Os números comprovam o que muitos sabem, mas alguns ainda relutam em aceitar: a IA é uma ótima ferramenta para a reduzir o tempo de produção de textos, mas ela não substitui o ponto de vista do autor.

Ferramentas podem reduzir drasticamente o tempo de produção. Mas o que diferencia dois posts gerados com IA é o que está por trás deles: experiência verdadeira, dados de primeira mão, perspectiva que só você tem. O famoso POV (point of view)”, explicou Carolina Dostal em seu artigo. 

Portanto, o diferencial está em como utilizar a inteligência artificial para a produção de conteúdo relevante, autêntico e autoral. 

Como exemplo, é possível destacar o Google AI Edge Eloquent. Lançado no início do ano, a solução transforma falas informais em textos profissionais e estruturados. Como todos possuem acesso à ferramenta, publicar um texto “bem escrito” não é um diferencial. “O critério que separa quem é distribuído de quem some na confusão não é mais a escrita, mas a profundidade da autoridade por trás dela“.

Segundo a especialista, o diferencial agora reside no POV (point of view). Ou seja, na perspectiva única, nos dados de primeira mão e na experiência concreta que a IA não pode fabricar.

O cérebro por trás da rede

A autenticidade do texto, porém, é apenas um dos elementos. Afinal, a plataforma avalia a sua reputação antes mesmo da publicação do texto. Portanto, entender esse elemento faz toda a diferença. Mas como isso ocorre?

Divulgado em 2025, um paper técnico da própria equipe de IA do LinkedIn demonstrou que o modelo de 150 bilhões de parâmetros mudou as regras do jogo. Diferente dos algoritmos antigos, que avaliavam posts isoladamente, o atual utiliza uma arquitetura unificada que cruza, em tempo real, as informações do perfil do usuário — como headline, seção ‘Sobre’ e experiências — com o tema do conteúdo postado.

Em uma explicação simples, perfil e comportamento do usuário são avaliados em conjunto com o conteúdo publicado. Em caso de contradição, o alcance do post fica mais limitado. “O sistema valida sua expertise. Quando o perfil e o conteúdo contam a mesma história, a distribuição é ampliada. Quando há contradição, você é classificado como fora do seu domínio“, explica Dostal.

Essa, claro, é apenas uma explicação básica sobre a complexidade da análise do algoritmo. Entretanto, é possível imaginar que a construção de autoridade no ambiente digital exige uma estratégia bem definida e capaz de promover a harmonia entre perfil e conteúdo para a conquista do espaço desejado. 

Mas como fazer isso? A LinkedIn Top Voice ensina que a estratégia deve ser baseada em objetividade e constância, fugindo de “hacks” temporários. Entre as dicas para alinhar perfil e conteúdo, Carolina Dostal recomenda trabalhar de dois a três temas centrais por um período de 60 a 90 dias, trabalhando assim a consistência temática. “O sistema começa a associar seu perfil a um cluster de expertise específico. Quando isso acontece, seus posts passam a ser sugeridos para pessoas fora da sua rede que têm interesse no mesmo tema”. 

Outra recomendação é evitar reações genéricas na rede social, dedicando tempo apenas para comentar de forma técnica e contextualizada em posts de referências do setor. 

Além disso, é importante lembrar que a IA é uma ferramenta eficaz para dar forma ao conteúdo, agilizando o processo de produção. Entretanto, ela não faz todo o trabalho. “O algoritmo e o leitor vão sempre perceber a diferença entre quem demonstra expertise real e quem apenas a imita”, conclui Carolina Dostal.Certamente, a construção da reputação profissional no ambiente digital conta com o auxílio da inovação. Mas o alinhamento do perfil e do discurso passa obrigatoriamente pelo toque pessoal do autor. Afinal, o profissional é quem realmente detém o conhecimento diferenciado. Quer saber mais sobre o assunto? Então acompanhe o perfil da LinkedIn Top Voice.

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