Sistemas legado: Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira explica como eles podem gerar custos invisíveis para as empresas
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 22 de junho de 2026
Entenda como os sistemas legado podem esconder custos operacionais, gerar retrabalho e limitar a produtividade das empresas.
Os sistemas legado podem sustentar operações críticas em muitas organizações, mas também podem esconder perdas relevantes. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, diretor de tecnologia, frisa que o problema não está apenas na idade da tecnologia, mas na distância entre o sistema antigo e as necessidades atuais do negócio.
Esses ambientes costumam gerar custos que não aparecem de forma clara no orçamento, como retrabalho, dependência técnica, falhas de integração, riscos de segurança e queda de produtividade. Por isso, avaliar os sistemas legado exige olhar além da manutenção imediata. É preciso entender como eles afetam decisões, processos e resultados. Com isso em mente, a seguir, veremos como identificar esses custos antes que eles comprometam a competitividade da empresa.
Por que sistemas legado parecem baratos, mas custam caro?
Os sistemas legado muitas vezes permanecem ativos porque ainda funcionam. Essa percepção cria uma falsa sensação de economia, já que a empresa evita, no curto prazo, o investimento em modernização, migração ou substituição. No entanto, manter uma estrutura antiga pode exigir mais horas técnicas, mais ajustes manuais e mais esforço operacional do que uma solução atualizada.
O custo invisível aparece quando equipes precisam contornar limitações do sistema para concluir tarefas simples. Planilhas paralelas, conferências manuais, cadastros duplicados e processos fora do fluxo oficial tornam a operação mais lenta. Como destaca o especialista em tecnologia, software e inteligência artificial, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, esse tipo de perda raramente aparece como uma linha isolada no orçamento, mas afeta a produtividade, a qualidade e a tomada de decisão.
Ademais, sistemas antigos costumam dificultar mudanças estratégicas. Quando uma empresa precisa lançar um novo serviço, integrar canais digitais ou adaptar regras comerciais, o legado pode atrasar entregas. Nesse cenário, o custo não está apenas no suporte técnico, mas também nas oportunidades perdidas.
Como os sistemas legado aumentam o retrabalho?
O retrabalho é um dos efeitos mais comuns dos sistemas legado. Quando o sistema não conversa bem com outras plataformas, os profissionais precisam inserir as mesmas informações em ambientes diferentes. Essa repetição aumenta o risco de erro, consome tempo e reduz a confiança nos dados usados pela gestão.
Outro ponto relevante é a dificuldade de automatizar etapas. Sistemas antigos foram criados para uma realidade operacional diferente, muitas vezes baseada em processos lineares e pouco integrados. Com isso, tarefas que poderiam ser automáticas continuam dependentes de intervenção humana, validações manuais e controles paralelos.
De acordo com o CTO Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, o retrabalho também desgasta as equipes. Profissionais qualificados deixam de atuar em atividades analíticas e estratégicas para resolver problemas operacionais recorrentes. Assim, a empresa paga salários, ferramentas e horas de trabalho, mas parte desse investimento se perde em atividades que poderiam ser eliminadas com uma arquitetura mais moderna.
Quais riscos surgem com dependência de fornecedores e integrações frágeis?
A dependência de fornecedores é outro custo invisível associado a sistemas legado. Em alguns casos, poucas pessoas conhecem a tecnologia utilizada, a documentação é limitada e qualquer alteração depende de um prestador específico. Isso reduz o poder de negociação da empresa e cria um risco operacional caso o fornecedor deixe de atender ou aumente seus preços.
Inclusive, as integrações também costumam ser frágeis. Sistemas antigos nem sempre foram projetados para se conectar com plataformas modernas, APIs, ferramentas de análise de dados ou soluções em nuvem. Como resultado, a empresa precisa criar adaptações, conectores temporários e rotinas manuais para manter o fluxo de informação ativo.
Tendo isso em vista, entre os principais custos ocultos, destacam-se:
-Manutenção corretiva frequente: problemas recorrentes exigem suporte contínuo e consomem recursos técnicos.
-Integrações improvisadas: conexões frágeis aumentam falhas, atrasos e inconsistência de dados.
-Baixa flexibilidade: mudanças simples podem exigir esforço elevado de desenvolvimento.
-Dependência de especialistas raros: tecnologias antigas podem ter menos profissionais disponíveis no mercado.
-Dificuldade de escalar: o sistema pode não acompanhar o crescimento das empresas com segurança e desempenho.
Esses fatores demonstram que o custo real não se limita à licença ou à manutenção anual. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira analisa que a dependência tecnológica reduz a autonomia de uma empresa e limita sua capacidade de responder rapidamente a novas demandas do mercado.
Como a segurança entra nessa conta?
Os sistemas legado também podem ampliar riscos de segurança. Tecnologias antigas tendem a receber menos atualizações, podem operar com padrões ultrapassados de autenticação e, em alguns casos, não oferecem recursos adequados de rastreabilidade. Isso dificulta o controle de acessos, a identificação de falhas e a resposta a incidentes.
Aliás, uma baixa produtividade surge como consequência direta desse ambiente. Pois, quando o sistema é lento, pouco intuitivo ou incompatível com ferramentas atuais, os usuários gastam mais tempo para executar tarefas básicas. Esse impacto diário parece pequeno quando analisado isoladamente, mas se torna relevante quando multiplicado por meses, áreas e equipes.
Modernizar é uma decisão de gestão
Em última análise, os sistemas legado não devem ser substituídos apenas por serem antigos. A decisão precisa considerar criticidade, risco, custo total, impacto operacional e alinhamento com a estratégia das empresas. Em alguns casos, a modernização pode ocorrer por etapas, com integração gradual, revisão de processos e priorização das áreas mais afetadas.
No final das contas, o ponto central é tornar visível o que costuma ficar escondido. Quando a empresa calcula retrabalho, dependência, falhas de integração, riscos de segurança e perda de produtividade, a conversa sobre tecnologia deixa de ser apenas uma despesa e passa a ser uma decisão estratégica. Dessa maneira, modernizar com critério permite reduzir custos, aumentar eficiência e preparar a organização para crescer com mais segurança.
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