NAvegue pelos canais

Setor de rochas ornamentais registra crescimento nas exportações e atrai atenção de investidores, aponta Diohn do Prado
Por SAFTEC DIGITAL

Setor de rochas ornamentais registra crescimento nas exportações e atrai atenção de investidores, aponta Diohn do Prado

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 15 de maio de 2026

Demanda internacional por mármores e granitos brasileiros impulsiona expansão do segmento e abre espaço para novos modelos de negócio

Diohn do Prado, diretor administrativo com atuação no segmento, frisa que o setor brasileiro de rochas ornamentais registrou crescimento consistente nas exportações nos últimos anos, com mármores, granitos e quartzitos brasileiros conquistando espaço em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia. Avalia-se que a combinação entre a riqueza das jazidas nacionais, os avanços no beneficiamento e a valorização global de materiais naturais coloca o Brasil em uma posição favorável para ampliar sua participação no comércio internacional de pedras ornamentais. O desempenho recente do setor tem despertado interesse crescente de investidores que enxergam nas rochas naturais um ativo com demanda estrutural e margens atraentes.

A diversidade geológica brasileira é um dos principais fatores que sustentam a competitividade do país no mercado externo. Com variedades exclusivas de mármore e granito que não existem em nenhuma outra região do mundo, o Brasil consegue ofertar produtos com alto valor agregado e baixa substituibilidade, características que reduzem a pressão competitiva por preço e permitem margens mais robustas ao longo da cadeia produtiva. Diohn do Prado indica que essa singularidade geológica representa uma vantagem estrutural que o Brasil ainda não explorou em todo o seu potencial no mercado global.

Exportações e desempenho do setor

Os dados mais recentes do setor apontam para um crescimento relevante no volume exportado de rochas ornamentais processadas, com destaque para as chapas de granito e as peças acabadas de quartzo, que agregam mais valor à cadeia do que os blocos brutos exportados em estágios anteriores de desenvolvimento do setor. Conforme analisa Diohn do Prado, a migração do modelo exportador de blocos para chapas e peças acabadas representa um salto qualitativo importante, pois retém mais valor dentro do país e fortalece a indústria de beneficiamento nacional. Esse movimento está alinhado com as estratégias de política industrial que buscam agregar mais etapas de processamento ao produto antes da exportação, aumentando o retorno econômico para o setor como um todo.

A demanda norte-americana por granitos e quartzitos brasileiros tem se mostrado particularmente aquecida, sustentada pelo ciclo de crescimento da construção civil residencial nos Estados Unidos e pela preferência de consumidores de alto padrão por materiais naturais com apelo estético e durabilidade comprovada. Diohn do Prado pontua que os exportadores brasileiros que conseguiram estabelecer relações comerciais estáveis com distribuidores americanos têm colhido resultados expressivos, e o mercado ainda apresenta espaço considerável para novos entrantes com produtos diferenciados e capacidade de atender volumes regulares com consistência de qualidade.

Perspectivas e movimentos do mercado

As perspectivas para o setor seguem positivas, sustentadas por tendências estruturais de longo prazo que favorecem os materiais naturais em detrimento dos sintéticos. A crescente preocupação ambiental dos consumidores, que passaram a valorizar materiais com menor pegada de carbono ao longo do ciclo de vida, beneficia diretamente pedras como o mármore e o granito, cuja durabilidade reduz a necessidade de substituição frequente e, consequentemente, o volume de resíduos gerados.

Diohn do Prado ressalta que comunicar esses atributos de sustentabilidade de forma clara e documentada será um diferencial competitivo crescente para os exportadores brasileiros nos próximos anos, especialmente nos mercados europeus, onde as exigências ambientais tendem a se intensificar com maior velocidade.

No mercado doméstico, o setor também apresenta sinais de expansão, impulsionado pelo aquecimento da construção civil e pelo crescimento do segmento de reformas residenciais, que tem absorvido volumes crescentes de mármores e granitos de médio e alto padrão. Diohn do Prado avalia que a combinação entre demanda interna aquecida e oportunidades externas em expansão configura um cenário favorável para empresas do setor que estejam estruturadas para crescer com eficiência operacional e gestão financeira disciplinada, aproveitando o momento sem comprometer a solidez construída ao longo dos anos de operação.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Saftec

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe