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Rolando Bonaccorsi mostra como a cultura ágil pode sustentar operações de tecnologia em ciclos de inovação
Por SAFTEC DIGITAL

Rolando Bonaccorsi mostra como a cultura ágil pode sustentar operações de tecnologia em ciclos de inovação

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de setembro de 2026

Estratégias que promovem a colaboração entre equipes, práticas de DevOps, gestão de mudanças e métricas auxiliam empresas a garantir previsibilidade durante seu crescimento.

Adotar métodos ágeis em uma equipe pequena costuma ser relativamente simples. O desafio surge quando a empresa cresce e precisa preservar os mesmos princípios entre diferentes times, áreas de negócio e fusos horários. Em operações de tecnologia, esse processo ganha ainda mais relevância quando a expansão aumenta a quantidade de sistemas, integrações e demandas simultâneas. Nesse cenário, atrasos de entrega, falhas de comunicação e prioridades mal coordenadas podem elevar custos e ampliar riscos operacionais.

A escalabilidade da cultura ágil depende, portanto, de mais do que a adoção de cerimônias, frameworks ou ferramentas. O crescimento exige que as lideranças estabeleçam critérios comuns para priorização, acompanhamento e tomada de decisão, criando uma estrutura capaz de acomodar diferentes equipes sem transformar a agilidade em uma sequência de processos burocráticos.

Rolando Bonaccorsi, engenheiro de computação com MBA executivo e Diretor de Operações da Vert Analytics, trabalha com operações, delivery e gestão de tecnologia e estrutura modelos que buscam aproximar planejamento, execução e acompanhamento de resultados. Nesse contexto, a cultura ágil passa a ser tratada como parte do modelo operacional, e não apenas como uma metodologia utilizada pelas equipes de desenvolvimento.

DevOps aproxima desenvolvimento, operação e entrega

A separação entre desenvolvimento e operação continua sendo uma fonte recorrente de atrito em empresas que precisam entregar mudanças com velocidade sem comprometer a estabilidade dos ambientes. Quando cada área trabalha com objetivos, indicadores e responsabilidades diferentes, o aumento do volume de demandas pode criar filas, retrabalho e dificuldades para identificar a origem dos problemas.

A adoção de práticas de DevOps contribui para reduzir essa distância ao aproximar as equipes envolvidas no ciclo de desenvolvimento, implantação e sustentação. Automação de testes, integração contínua, monitoramento e processos mais padronizados ajudam a diminuir atividades manuais e tornam o fluxo de entrega mais previsível.

Na estruturação de operações de tecnologia, Rolando Bonaccorsi utiliza essa integração como parte de uma abordagem voltada à eficiência operacional. Em vez de tratar desenvolvimento e operação como etapas isoladas, o modelo busca conectar as áreas desde o planejamento até a disponibilização das soluções. A consequência é uma visão mais ampla do ciclo de entrega, permitindo identificar gargalos e agir antes que eles comprometam prazos ou a experiência do usuário.

Essa integração também ajuda a estabelecer responsabilidades mais claras. Quando desenvolvimento e operação compartilham informações sobre desempenho, estabilidade e qualidade, torna-se possível avaliar uma entrega não apenas pela velocidade com que foi concluída, mas também pela capacidade de permanecer estável depois da implementação.

Gestão de mudança coloca as equipes no centro da transformação

A tecnologia é apenas uma parte da transformação ágil. Mudanças em processos e modelos de trabalho alteram rotinas, responsabilidades e formas de tomada de decisão, o que pode gerar resistência mesmo quando a solução técnica está bem estruturada.

Por isso, a gestão de mudança precisa acompanhar a transformação desde as etapas iniciais. Explicar os motivos da alteração, estabelecer objetivos compreensíveis e mostrar como o novo modelo interfere no trabalho cotidiano são medidas que ajudam a reduzir incertezas.

Rolando Bonaccorsi incorpora esse componente humano à gestão de operações ao estruturar mudanças, considerando não apenas ferramentas e processos, mas também a capacidade de adaptação dos times. A preparação das equipes permite que a transformação deixe de ser percebida como uma imposição isolada e passe a fazer parte de uma evolução operacional planejada.

Outro ponto importante é evitar mudanças simultâneas sem critérios de prioridade. Quando uma organização tenta alterar processos, ferramentas e estruturas ao mesmo tempo, a quantidade de variáveis pode dificultar a identificação do que efetivamente trouxe resultado. Uma evolução gradual, acompanhada por indicadores, oferece melhores condições para corrigir desvios ao longo do caminho.

Indicadores transformam a agilidade em capacidade operacional

A manutenção da cultura ágil também depende da forma como a empresa mede sua evolução. Contar tarefas concluídas ou acompanhar a quantidade de reuniões realizadas não necessariamente demonstra se a operação está entregando mais valor. Indicadores precisam estar relacionados aos objetivos que a organização pretende alcançar.

Tempo de ciclo, previsibilidade das entregas, frequência de mudanças, estabilidade dos ambientes e volume de retrabalho podem fornecer uma visão mais concreta sobre a eficiência do fluxo operacional. O objetivo não é transformar cada indicador em uma meta isolada, mas criar uma base para identificar tendências e orientar decisões.

Na gestão de operações da Vert Analytics, Rolando Bonaccorsi estrutura o acompanhamento de métricas para que os dados sejam utilizados como instrumentos de decisão. A leitura periódica desses indicadores permite localizar gargalos, revisar prioridades e ajustar processos antes que pequenos desvios evoluam para atrasos mais significativos.

Essa abordagem também evita que a agilidade seja confundida com velocidade a qualquer custo. Uma operação verdadeiramente ágil precisa responder rapidamente às mudanças, mas sem perder controle sobre qualidade, estabilidade e riscos. A capacidade de entregar mais depressa só representa ganho quando vem acompanhada de previsibilidade e sustentabilidade operacional.

À medida que as empresas ampliam seus times e aumentam a complexidade dos negócios, a cultura ágil deixa de depender exclusivamente da autonomia de pequenas equipes. Ela passa a exigir integração entre áreas, clareza de prioridades, automação, gestão de mudanças e indicadores capazes de mostrar o desempenho real da operação.

Nesse cenário, a atuação de Rolando Bonaccorsi na gestão de operações e delivery de tecnologia concentra esses elementos em um modelo que busca equilibrar agilidade e controle. A combinação permite que organizações avancem em ciclos de inovação sem transformar o crescimento em perda de previsibilidade, conectando a evolução dos processos às necessidades concretas do negócio.

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