Quando as velas antecedem a ópera em Verona: Antonella Giancoli escolhe a Arena para os roteiros da Benarrivati
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de novembro de 2026
Desde 1913, o anfiteatro romano recebe uma das temporadas líricas mais tradicionais da Itália e preserva, em algumas noites, o rito das pequenas chamas acesas pelo público antes do espetáculo
Em algumas noites de ópera na Arena de Verona, há um instante em que o público também passa a fazer parte do espetáculo. Antes das primeiras notas, pequenas velas são acesas nas arquibancadas e pontos de luz se espalham pelo anfiteatro romano. O gesto faz parte de um rito histórico da Arena e é uma das razões pelas quais Antonella Giancoli, fundadora e CEO da Benarrivati, inclui o festival nos roteiros pelo Veneto. Hoje, a própria organização prevê a distribuição das velas em determinadas apresentações, como noites de abertura e galas.
Construída no século I d.C., a Arena é um dos anfiteatros romanos mais bem preservados e continua em uso quase dois mil anos depois. Sua fachada foi erguida com calcário da Valpolicella em tons brancos e rosados. Do antigo anel externo, resta apenas o trecho conhecido como Ala; parte da estrutura foi desmontada ao longo dos séculos para o reaproveitamento das pedras.
De anfiteatro romano a palco de ópera
A história lírica da Arena começou em 10 de agosto de 1913, quando Aida, de Giuseppe Verdi, foi apresentada para marcar o centenário do nascimento do compositor. A montagem deu origem à temporada de ópera ao ar livre que se tornaria uma das principais tradições culturais de Verona.
Desde então, o festival atravessou mais de um século de história, com interrupções principalmente durante as guerras mundiais. O tamanho da Arena permite ainda produções de escala difícil de reproduzir em teatros convencionais, com grandes cenários, coros, orquestra e centenas de profissionais envolvidos em cada temporada.
O ritual das velas
As pequenas velas são um dos elementos mais reconhecíveis dessa experiência, mas não devem ser apresentadas como parte obrigatória de todas as noites. O regulamento atual da Fondazione Arena di Verona informa que elas podem ser entregues ao público em determinadas apresentações para celebrar o rito histórico de acendê-las nas arquibancadas antes do espetáculo.
Esse momento ajuda a aproximar também quem nunca frequentou uma ópera. Na curadoria da Benarrivati, a escolha do espetáculo e dos lugares leva em conta o perfil da família, a idade dos viajantes e a programação disponível durante a estadia.
“Gosto da Arena porque ela muda a percepção de quem acha que a ópera precisa ser uma experiência distante ou excessivamente formal. Estar ao ar livre, dentro de um anfiteatro romano, e perceber o público participando daquele ritual antes da música começar cria uma memória muito própria de Verona. Quando faz sentido para a família, conhecer a Arena durante o dia e voltar para o espetáculo à noite ajuda a perceber ainda mais essa transformação”, afirma Antonella Giancoli.
A visita diurna, porém, precisa considerar o calendário de espetáculos. Entre abril e outubro, estruturas de palco e eventos podem limitar o acesso a determinadas áreas do monumento, e os horários mudam nos dias de apresentação.
Verona pode ainda ser combinada a outros pontos do Veneto, como Vicenza e Pádua, ou servir de passagem para o Lago di Garda. Na Arena, no entanto, a experiência se concentra em uma sobreposição difícil de encontrar em outro lugar: arquitetura romana, música e um ritual de luz que continua envolvendo o público mais de um século depois da primeira Aida.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
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