Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, mercado mais exigente empurra empresas rumo à governança estruturada
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 21 de setembro de 2026
Especialista liga crescimento, sucessão e reforma tributária à necessidade de decisões mais metódicas
Bancos, investidores e o próprio mercado têm cobrado das empresas brasileiras práticas de gestão mais estruturadas. Nesse cenário, segundo Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a governança corporativa deixou de ser um diferencial e passou a ser vista como um requisito para quem pretende crescer com segurança, seja negociando com bancos, atraindo sócios ou se preparando para uma eventual sucessão.
Crescimento acelerado exige mais do que intuição
Empresas que vivem um ritmo forte de expansão costumam esbarrar em decisões mais complexas do que aquelas enfrentadas no dia a dia operacional. Para lidar com esse salto de complexidade, cresce a procura por conselhos consultivos, capazes de reunir profissionais de áreas como finanças, direito, tecnologia e estratégia em torno das prioridades da empresa. A função dessas instâncias, reforça Carlos Padilha, não é decidir no lugar dos sócios: “O objetivo é trazer visão externa, experiência e método para decisões que muitas vezes são tomadas apenas com base na rotina operacional”, afirma.
Sucessão e novos investidores pedem preparo prévio
Entre os temas que mais se beneficiam desse acompanhamento estão a sucessão familiar, a entrada de investidores e eventuais reorganizações societárias. “Empresas que discutem estratégia com regularidade e método conseguem se adaptar com mais rapidez e menos risco”, afirma Carlos Padilha, para quem esse tipo de rotina reduz a probabilidade de decisões tomadas sob pressão.
O fator reforma tributária entra na equação
A esse cenário se soma a reforma tributária, que Carlos Eduardo Rosalba Padilha descreve como um convite à antecipação. “Não basta esperar a mudança acontecer. As empresas precisam entender como o novo sistema afeta seus custos e margens”, diz. Segundo ele, companhias que já contam com estruturas de governança e apoio estratégico tendem a atravessar esse tipo de transição com menos sobressaltos, porque já têm o hábito de discutir cenários e alternativas antes que as mudanças se tornem urgentes.
Carlos Padilha reforça que esse modelo de gestão mais estruturada não é exclusividade de grandes grupos. Negócios de médio porte, contanto que tenham organização mínima e objetivos claros, também encontram no conselho consultivo um caminho viável para ganhar previsibilidade em meio às transformações do ambiente de negócios.
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