O Vesúvio mantém atividade fumarólica na cratera, e Antonella Giancoli explica por que a Benarrivati combina a subida ao vulcão com as vinhas do Lacryma Christi
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de outubro de 2026
Acima do Golfo de Napoli, o percurso até o Gran Cono aproxima o visitante de um vulcão em quiescência desde 1944. Nas encostas, vinhedos dão origem aos diferentes estilos da DOC Vesuvio, denominação criada em 1983
Visto de Napoli, o Vesúvio parece uma presença imóvel na paisagem do golfo. Na cratera, porém, sinais discretos lembram que o vulcão permanece ativo. Desde a última erupção, ocorrida em 1944, ele está em uma fase de quiescência caracterizada por baixa sismicidade e atividade fumarólica, segundo o Osservatorio Vesuviano. Atualmente, o nível oficial de alerta é verde.
É essa relação entre destruição, transformação geológica e ocupação humana que Antonella Giancoli, da Benarrivati, procura apresentar ao combinar a subida ao Gran Cono com uma passagem pelas áreas vitivinícolas das encostas. O mesmo sistema vulcânico responsável pela erupção de 79 d.C., que devastou cidades romanas como Pompeia e Herculano, também moldou os terrenos onde hoje crescem videiras, pomares e outras culturas agrícolas.
A subida ao Gran Cono
O Vesúvio está protegido por um parque nacional criado oficialmente em 5 de junho de 1995. Entre seus percursos, o mais conhecido é o Sentiero n. 5, que leva ao Gran Cono e começa no Piazzale di Quota 1000, em Ercolano.
O acesso atualmente é controlado por horários e exige ingresso adquirido antecipadamente pela internet. Os visitantes entram em grupos acompanhados por guias, e o número de pessoas admitidas por hora é limitado. No trajeto linear mais curto, a visita completa não pode ultrapassar duas horas entre ida e volta.
A subida acontece sobre terreno vulcânico e alcança a borda do cone, de onde é possível observar parte da cratera e, quando a visibilidade permite, o Golfo de Napoli e diferentes pontos da costa campana. O percurso pode ser alterado ou suspenso por razões meteorológicas, ambientais ou de segurança.
A presença de fumarolas não significa que o vulcão esteja em processo eruptivo iminente. O Vesúvio é monitorado continuamente pelo INGV, por meio do Osservatorio Vesuviano, instituição fundada em 1841 e considerada a mais antiga do mundo dedicada ao estudo dos vulcões.
Das erupções às vinhas
A relação entre o vulcão e a agricultura aparece de maneira particularmente clara nas encostas. O próprio Parque Nacional do Vesúvio destaca a fertilidade dos terrenos formados por materiais vulcânicos e a presença de cultivos tradicionais como videiras, damascos, cerejas e tomates.
É nesse território que se encontra a DOC Vesuvio, aprovada em 1983 e posteriormente atualizada. Lacryma Christi não é uma denominação independente, mas uma das menções previstas dentro da DOC, utilizada em diferentes versões de vinhos produzidos na área delimitada ao redor do vulcão.
No disciplinar tradicional, os brancos utilizam principalmente Coda di Volpe, conhecida localmente também como Caprettone, além de outras variedades autorizadas. Nos tintos e rosados, o Piedirosso ocupa posição central, acompanhado por uvas como Sciascinoso e, em determinadas proporções, Aglianico. A regulamentação passou por nova atualização europeia em 2025, ampliando e reorganizando algumas tipologias da denominação.
O vinho e a lenda das lágrimas
O nome Lacryma Christi, literalmente “lágrima de Cristo”, é cercado por diferentes versões de uma lenda popular. Uma das mais difundidas conta que Cristo teria chorado ao contemplar a beleza do Golfo de Napoli e que, onde suas lágrimas tocaram a terra, nasceram as videiras.
A narrativa pertence ao imaginário local, não à origem histórica comprovada da viticultura vesuviana. Ainda assim, tornou-se inseparável da maneira como o vinho é apresentado e lembrado, acrescentando uma camada religiosa e popular a uma produção cuja relação com o território é documentada pelo próprio disciplinar da denominação.
Para Antonella, essa passagem da geologia à agricultura é justamente o que torna interessante unir as duas visitas.
“Subir ao Vesúvio e depois chegar às vinhas muda a maneira de entender o lugar. Primeiro você está diante da cratera de um vulcão que transformou profundamente essa região ao longo da história. Algumas horas depois, encontra plantações crescendo nas mesmas encostas. É essa continuidade entre o vulcão, a terra e a vida ao redor dele que faz sentido mostrar em um mesmo dia”, explica Antonella Giancoli.
Por que a Benarrivati combina as duas experiências
Nos roteiros da Benarrivati, a subida ao Gran Cono e a visita a uma propriedade vitivinícola podem ser organizadas no mesmo dia quando horários, condições meteorológicas e disponibilidade permitem. A escolha da cantina considera as experiências efetivamente abertas ao público, sem pressupor encontros exclusivos com proprietários ou acesso a áreas normalmente fechadas.
A combinação também ajuda a contextualizar uma visita posterior a Pompeia ou Herculano. Depois de observar a cratera e conhecer as encostas cultivadas, os sítios arqueológicos deixam de aparecer apenas como ruínas isoladas e passam a fazer parte de uma história territorial ainda marcada pela presença do Somma-Vesúvio.
Para Antonella Giancoli, essa é a razão para não tratar o vulcão apenas como pano de fundo de Napoli. Entre a atividade fumarólica do Gran Cono, a memória das erupções e os vinhedos da DOC Vesuvio, a montanha continua interferindo na maneira como a região é estudada, cultivada e percorrida.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
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