Márcio Velho da Silva: como a tecnologia está transformando a gestão de frotas e resíduos em operações de infraestrutura e saneamento
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 26 de junho de 2026
Gestor e consultor técnico especializado em resíduos sólidos, ele mostra como rastreamento, telemetria e dados em tempo real estão mudando a eficiência operacional do setor.
A gestão de operações de saneamento e resíduos sólidos sempre dependeu de processos intensivos em mão de obra, com controle manual de rotas, registros físicos de manutenção e decisões tomadas com base em informações que chegavam com horas ou dias de atraso. Esse modelo funcionou dentro de suas limitações, mas gerou ineficiências conhecidas: frotas subutilizadas, rotas de coleta mal dimensionadas, manutenções realizadas depois que a falha já aconteceu e custos operacionais que crescem sem que os gestores consigam identificar exatamente onde o dinheiro está sendo perdido.
Esse cenário está mudando de forma acelerada. A incorporação de tecnologias de rastreamento, telemetria e análise de dados nas operações de resíduos e frota está transformando a forma como essas atividades são planejadas, executadas e monitoradas. Márcio Velho da Silva, gestor e consultor técnico especializado em gestão de resíduos sólidos urbanos e gestão de frota, acompanha essa transformação de perto e nota que as empresas que adotaram essas ferramentas com consistência já operam em outro patamar de eficiência em relação às que ainda dependem de processos manuais.
Rastreamento de frota: do controle reativo ao gerenciamento em tempo real
Durante anos, o controle de frotas em operações de coleta de resíduos e obras de saneamento foi essencialmente reativo. O gestor sabia onde o caminhão estava quando o motorista ligava para informar, sabia que houve um problema quando o veículo não voltou no horário esperado e sabia que a rota foi cumprida quando o relatório manual chegava no fim do dia. Esse modelo deixava lacunas operacionais que se traduziam em custos invisíveis acumulados ao longo do tempo.
Márcio Velho da Silva observa que sistemas de rastreamento em tempo real eliminaram essa opacidade operacional de forma estrutural. Gestores que acompanham a localização, a velocidade e o comportamento de cada veículo da frota em tempo real conseguem identificar desvios de rota, tempos ociosos excessivos e comportamentos de direção que aumentam o consumo de combustível e o desgaste dos veículos. Cada um desses dados, isoladamente, parece um detalhe. Somados ao longo de uma frota de dezenas de veículos operando diariamente, representam uma economia relevante e uma melhora significativa na confiabilidade das operações.
Telemetria e manutenção preditiva: o fim das paradas surpresa
A telemetria veicular, que coleta dados em tempo real sobre o desempenho mecânico de cada equipamento, está transformando a forma como empresas de saneamento e gestão de resíduos gerenciam a manutenção de suas frotas. Sensores que monitoram temperatura do motor, pressão dos pneus, nível de fluidos e padrões de consumo de combustível permitem identificar sinais de desgaste antes que se tornem falhas.
Para Márcio Velho da Silva, a transição de um modelo de manutenção corretiva para um modelo preditivo baseado em dados é uma das mudanças com maior impacto financeiro disponíveis para operadores de frota no setor de resíduos e saneamento. Uma parada não programada de um caminhão de coleta em dia de operação não é apenas um custo de reparo. É uma rota não cumprida, um município com lixo acumulado e um contrato que começa a acumular pontos de não conformidade. Evitar essa situação com manutenção preditiva custa uma fração do que custa gerenciar suas consequências.
Roteirização inteligente e redução de custos operacionais
A otimização de rotas de coleta de resíduos é uma das aplicações de tecnologia com retorno mais imediato e mensurável em operações de saneamento urbano. Algoritmos de roteirização que consideram variáveis como volume de resíduos por ponto de coleta, capacidade dos veículos, condições de tráfego e janelas de horário permitidas em cada via conseguem reduzir significativamente a quilometragem percorrida por cada veículo sem comprometer a cobertura do serviço.
Márcio Velho da Silva ressalta que reduções de quilometragem se traduzem diretamente em menor consumo de combustível, menor desgaste de veículos e menor emissão de carbono, três métricas que impactam simultaneamente o resultado financeiro da operação e os indicadores de sustentabilidade que municípios e concessionárias precisam reportar a reguladores e financiadores. A roteirização inteligente não é uma melhoria incremental. É uma mudança estrutural na eficiência operacional de qualquer sistema de coleta de resíduos de médio e grande porte.
Dados como base para decisões que antes eram feitas no feeling
A digitalização das operações de resíduos e frota está gerando um volume de dados operacionais que, quando bem estruturado e analisado, transforma a qualidade das decisões de gestão. Quanto custa por tonelada coletar resíduos em cada região da cidade? Qual veículo da frota tem o pior custo por quilômetro rodado? Em que período do dia a produtividade da coleta é mais alta? Essas perguntas raramente tinham respostas precisas quando a gestão dependia de registros manuais.
Como destaca Márcio Velho da Silva, gestores que operam com base em dados confiáveis e atualizados tomam decisões mais precisas sobre dimensionamento de frota, alocação de equipes e planejamento de expansão de serviços. Essa capacidade de decidir com base em evidências, e não em estimativas, é o que diferencia operações de resíduos e saneamento que crescem com eficiência das que crescem acumulando custos que ninguém consegue explicar com precisão.
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