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Integração via API elimina retrabalho manual no reporte de fundos estruturados a gestoras, avalia Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM
Por SAFTEC DIGITAL

Integração via API elimina retrabalho manual no reporte de fundos estruturados a gestoras, avalia Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de setembro de 2026

Conexão direta entre os sistemas da administradora fiduciária e as plataformas internas de gestoras reduz a dependência de planilhas e arquivos trocados manualmente para o acompanhamento diário de carteiras

A ID CTVM acompanha, na relação entre administradores fiduciários e gestoras de fundos estruturados, a substituição progressiva da troca manual de arquivos por integrações diretas via API, interface que, segundo Rodrigo Balassiano, permite que dois sistemas diferentes conversem entre si de forma automatizada. A ID CTVM identifica nessa mudança, conforme destaca Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, um dos avanços tecnológicos mais relevantes da infraestrutura fiduciária brasileira nos últimos anos, com efeito direto sobre a qualidade e a velocidade da informação disponibilizada a gestoras que administram carteiras de FIDCs, FIPs e demais fundos estruturados.

Modelo tradicional dependia de arquivos trocados manualmente

Antes da consolidação de integrações via API, era comum que administradores fiduciários disponibilizassem informações sobre a posição de um fundo por meio de arquivos gerados periodicamente, muitas vezes em planilhas ou relatórios em PDF, que precisavam ser baixados e importados manualmente pelos sistemas internos de cada gestora. Esse processo, além de consumir tempo da equipe operacional, criava uma janela de defasagem entre o momento em que uma informação era gerada pelo administrador e o momento em que ela efetivamente chegava a estar disponível dentro do sistema de gestão de uma gestora.

Esse modelo também elevava o risco de erro humano em cada etapa de transferência manual dos dados, desde a extração da informação original até sua reinserção em uma planilha ou sistema interno da gestora, processo repetido diariamente para cada fundo sob administração de uma mesma equipe.

Conexão direta entre sistemas elimina etapas intermediárias

Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a integração via API resolve esse problema ao eliminar a necessidade de qualquer intervenção manual na transferência de informações entre os sistemas do administrador fiduciário e da gestora:

“Quando dois sistemas se conectam diretamente por API, a informação sobre a posição de um fundo passa a estar disponível para a gestora praticamente no mesmo momento em que é processada pelo administrador fiduciário, sem que ninguém precise baixar um arquivo, abrir uma planilha e reinserir aqueles dados em outro sistema. Isso não é apenas uma questão de conveniência, é uma redução real de risco operacional, porque cada etapa manual eliminada é uma fonte a menos de erro humano”, explica o executivo.

Gestoras com múltiplos fundos sob diferentes administradores sentem mais o ganho

O benefício da integração via API se torna especialmente relevante para gestoras que administram um número elevado de fundos, muitas vezes distribuídos entre diferentes administradores fiduciários, cenário em que a padronização e a automação do fluxo de informação reduzem de forma proporcional o esforço operacional necessário para consolidar uma visão completa de toda a carteira sob gestão. Sem esse tipo de integração, uma gestora com fundos sob múltiplos administradores precisaria manter processos manuais distintos para cada relação, o que multiplica o risco de inconsistência entre as informações consolidadas internamente.

A automação também favorece a rapidez com que uma gestora consegue reagir a eventos relevantes na carteira de um fundo, como uma alteração significativa em algum indicador de risco ou o registro de um novo ativo, já que a informação chega ao sistema interno da gestora em tempo próximo ao real, e não apenas na próxima rodada de envio de relatórios periódicos.

Segurança da conexão exige controles próprios de autenticação

A adoção de integrações via API entre administrador fiduciário e gestora não elimina a necessidade de controles rigorosos de segurança da informação. Cada conexão precisa contar com mecanismos próprios de autenticação e autorização, que garantam que apenas sistemas devidamente credenciados consigam acessar os dados de um fundo específico, preservando a confidencialidade das informações de cada gestora mesmo em um ambiente tecnológico compartilhado por múltiplos participantes do mercado.

Esses controles de segurança se somam às demais camadas de proteção já consolidadas na infraestrutura de um administrador fiduciário, como o registro de auditoria de cada acesso realizado e a segregação de permissões conforme o perfil de cada usuário conectado ao sistema, de forma que a automação trazida pela integração via API não comprometa a rastreabilidade das informações movimentadas entre os sistemas.

Essa preocupação se torna ainda mais relevante à medida que cresce o número de gestoras conectadas simultaneamente à mesma infraestrutura de um administrador fiduciário, cenário em que uma falha isolada de segurança em uma única conexão poderia, em tese, comprometer a confidencialidade de dados de múltiplos fundos ao mesmo tempo. Por isso, administradores que investem em integração via API tendem a adotar, em paralelo, testes periódicos de vulnerabilidade e protocolos de resposta a incidentes específicos para esse tipo de conexão, tratando a segurança da informação como parte inseparável do próprio projeto de automação, e não como uma etapa posterior a ser resolvida depois que a integração já estiver em produção.

A ID CTVM, que já ultrapassou a marca histórica de R$ 53,48 bilhões em ativos sob administração e custódia, integrou a conexão via API ao restante de seu ecossistema de portais digitais, permitindo que gestoras conectadas a essa infraestrutura recebam informações operacionais de seus fundos de forma automatizada, sem depender de trocas manuais de arquivo para o acompanhamento diário de suas carteiras.

Perspectivas para a integração tecnológica entre gestores e administradores

Com o volume de fundos estruturados sob administração fiduciária crescendo continuamente no Brasil, a capacidade de integração via API tende a deixar de ser um diferencial competitivo pontual e se consolidar como exigência básica de gestoras que buscam eficiência operacional em escala. Para administradores fiduciários que ainda dependem de processos manuais de troca de informação, investir nesse tipo de conexão tecnológica deve se tornar, nos próximos anos, um requisito cada vez mais central para se manterem relevantes como parceiros de infraestrutura de gestoras de diferentes portes.

Sobre a ID CTVM

A ID CTVM é uma instituição especializada em infraestrutura para o mercado de capitais, com serviços de administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria e distribuição de fundos de investimento. Fundada em 2020, a companhia reúne atualmente mais de 550 fundos e mais de R$ 50 bilhões sob administração e custódia, com presença relevante em estruturas como FIDCs, FIPs e FIIs. Combinando tecnologia, governança, conhecimento regulatório e eficiência operacional, a ID oferece suporte a gestores, investidores, empresas e demais participantes do mercado, contribuindo para operações mais seguras, eficientes e transparentes.

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