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Executivo Haroldo Augusto Filho analisa aumento de conflitos societários em fusões e aquisições
Por SAFTEC DIGITAL

Executivo Haroldo Augusto Filho analisa aumento de conflitos societários em fusões e aquisições

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 2 de outubro de 2026

Disputas entre sócios ganham espaço em operações de M&A no Brasil, exigindo estruturas de negociação mais sofisticadas para preservar valor e continuidade dos negócios.

Especialista em negociação empresarial da Fource Consultoria, Haroldo Augusto Filho, examina de perto um movimento que preocupa gestores e investidores: o crescimento das operações de fusões e aquisições no Brasil, impulsionado por consolidações setoriais, tem vindo acompanhado de um aumento proporcional nos conflitos entre sócios. Divergências sobre valuation, governança pós-fusão e distribuição de poder decisório se tornaram pontos recorrentes de atrito em negócios que, à primeira vista, pareciam consolidados.

Esse cenário exige preparo técnico específico. Operações de M&A costumam ser tratadas apenas sob a ótica financeira e jurídica, deixando em segundo plano a dimensão relacional entre os envolvidos. Essa lacuna, quando não endereçada, tende a se transformar em impasses que atrasam ou até inviabilizam negócios já avançados.

Governança pós-fusão como ponto de tensão

Um dos momentos mais sensíveis de uma fusão ocorre depois da assinatura do contrato, quando as partes precisam definir como o poder será exercido no dia a dia da nova estrutura. Diferenças de cultura organizacional, estilos de liderança e expectativas sobre autonomia decisória frequentemente vêm à tona nessa fase.

Ao acompanhar processos desse tipo na Fource Consultoria, Haroldo Augusto Filho nota que a definição prévia de papéis e limites de atuação reduz consideravelmente o risco de conflitos futuros. A ausência de regras claras sobre governança compartilhada é, na avaliação dele, uma das causas mais comuns de desgaste entre sócios recém-associados. Esse desgaste tende a se intensificar quando não há um canal estruturado para tratar divergências antes que elas se agravem.

Negociação como ferramenta estratégica, não emergencial

Outro ponto observado no setor é a tendência de tratar a negociação apenas como resposta a crises já instaladas. Empresas costumam acionar mediação ou renegociação de termos somente quando o conflito já compromete a operação, o que reduz as opções disponíveis e eleva os custos envolvidos.

Antecipar mecanismos de negociação estruturada desde a fase de due diligence, esclarece Haroldo Augusto Filho, tende a preservar relações e acelerar decisões. Cláusulas de resolução de impasses, quando pensadas antes da assinatura do acordo, funcionam como um mapa de decisão para momentos de divergência, evitando que a operação dependa exclusivamente da boa vontade das partes.

Cultura organizacional e integração de equipes

Além da governança formal, a integração cultural entre as empresas envolvidas também aparece como fator determinante para o sucesso de uma fusão. Diferenças na forma de tomar decisões, na comunicação interna e nas prioridades estratégicas podem gerar ruídos que se refletem diretamente na produtividade das equipes.

Negligenciar essa dimensão humana é, para o executivo Haroldo Augusto Filho, um erro recorrente em processos de fusões e aquisições. Por outro lado, quando a integração cultural é tratada como parte da negociação, e não como consequência dela, as empresas conseguem reduzir a rotatividade de lideranças e manter a continuidade estratégica do negócio.

Perspectivas para o mercado corporativo

Diante do avanço contínuo das operações de fusão e aquisição no país, a tendência é que a estruturação de negociação e gestão de conflitos deixe de ser um recurso de contingência e passe a integrar o planejamento estratégico das empresas desde as primeiras conversas entre as partes. Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla no ambiente corporativo, em que a complexidade das relações entre sócios exige abordagens cada vez mais técnicas.

Nesse contexto, Haroldo Augusto Filho, com atuação em negociação empresarial e ambientes corporativos complexos, frisa que empresas que investirem em estrutura preventiva de negociação tendem a reduzir custos de transação e preservar valor ao longo de todo o processo de integração.

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