Em um departamento estadual de trânsito, quase 9 em cada 10 documentos avaliados por IA da Vert Analytics são aprovados sem intervenção humana
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 13 de julho de 2026
Empresa brasileira de inteligência artificial detalha, a partir de casos reais de estados atendidos pela companhia, como sistemas próprios já reduzem fila em serviços públicos e identificam irregularidades em contratos antes que se tornem prejuízo ao erário.
Renovar uma habilitação, transferir um veículo ou acompanhar a prestação de contas de um órgão público já são serviços que passam por inteligência artificial em alguns estados brasileiros, antes mesmo de qualquer análise humana. Num departamento estadual de trânsito atendido pela Vert Analytics, mais de 500 mil documentos de CNH e RG já foram processados com apoio de IA, com quase 9 em cada 10 avaliados aprovados sem qualquer intervenção humana, e cerca de mil pedidos de renovação de habilitação avaliados por dia.
A Vert Analytics, empresa brasileira de inteligência artificial com 28 anos de história e presença em seis estados, desenvolve e opera tecnologia própria voltada à administração pública. Boa parte do resultado não está em um único sistema isolado, mas na forma como diferentes áreas de um mesmo governo passam a compartilhar uma base de inteligência analítica comum, em vez de manter sistemas que não se comunicam entre si.
Trânsito é o serviço mais visível, mas não o único
No mesmo departamento de trânsito, sete em cada dez processos de transferência de veículo já são assistidos por inteligência artificial, o que reduz o tempo de espera para quem depende desse serviço. A análise automatizada de recursos de multa também acelerou a tramitação de processos e aumentou a arrecadação espontânea, enquanto um sistema de monitoramento de trânsito passou a identificar veículos roubados ou envolvidos em ocorrências criminais em tempo real.
São aplicações diferentes entre si, mas resolvem o mesmo tipo de problema: uma fila que crescia mais rápido do que a capacidade humana de processá-la manualmente. O ganho, nesses casos, não vem de substituir quem trabalha no órgão, e sim de redistribuir onde essa pessoa concentra atenção, deixando para a máquina o volume repetitivo e para o servidor os casos que exigem julgamento.
Compras públicas, um risco que raramente aparece em manchete
Numa secretaria de controle e transparência de outro governo estadual atendido pela empresa, a inteligência artificial atua na análise automática de editais e contratos, usando mineração de texto para apontar irregularidades e falhas antes que se tornem prejuízo ao erário. É o tipo de aplicação que não gera fila visível para o cidadão, mas evita que dinheiro público seja desviado antes mesmo de um contrato ser assinado.
Esse tipo de sistema só funciona bem se a base de dados por trás dele estiver organizada, o que exige diagnóstico prévio de quais dados existem, como estão estruturados e qual é a sua qualidade. Um governo com cadastros desatualizados e sistemas que não se comunicam entre si não obtém o mesmo resultado apenas contratando uma ferramenta pronta, sem esse trabalho de base feito antes.
O que separa um projeto que funciona de um que não sai do papel
A diferença entre um projeto de IA que funciona e um que não sai do papel raramente aparece no dia da inauguração do sistema. Aparece meses depois, quando o servidor confia ou não no resultado que a tecnologia produz, e quando o cidadão sente ou não diferença no tempo de resposta de um serviço. Nos casos descritos, a tecnologia não substituiu o servidor: redesenhou o que cada um faz, liberando parte da equipe para os casos que exigem mais atenção, em vez de tempo gasto em tarefa repetitiva.
Para governos estaduais e municipais que ainda avaliam por onde começar, a experiência acumulada pela Vert Analytics em projetos de missão crítica sugere um caminho direto: identificar o serviço que gera mais fila e mais frustração para o cidadão, mapear os dados disponíveis para resolver esse problema específico, e só então escolher a tecnologia, em vez de partir da ferramenta primeiro.
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