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Ecodust Ambiental acompanha avanço do mercado de valorização energética de resíduos no Brasil
Por SAFTEC DIGITAL

Ecodust Ambiental acompanha avanço do mercado de valorização energética de resíduos no Brasil

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 21 de julho de 2026

Biogás, biometano e outras formas de aproveitamento energético de resíduos sólidos ganham espaço em carteiras de investimento em infraestrutura ao redor do mundo. A empresa brasileira de tecnologia ambiental monitora como esse movimento chega ao país.

O mercado de valorização energética de resíduos sólidos vem ganhando espaço em carteiras de investimento voltadas a infraestrutura e energia limpa. Tecnologias como biogás e biometano, obtidas a partir de resíduos orgânicos, urbanos e agroindustriais, já compõem parte relevante da matriz energética em países que enfrentam escassez de área para aterros sanitários. A Ecodust Ambiental, empresa brasileira de tecnologia para tratamento sustentável de resíduos sólidos, observa esse movimento com atenção ao potencial que o mercado brasileiro ainda tem para explorar.

Um mercado com origem dupla: resíduos urbanos e agroindustriais

Diferente de outras fontes de energia renovável, a valorização energética de resíduos tem duas portas de entrada no Brasil. Uma vem do resíduo sólido urbano, gerado nas cidades e ainda majoritariamente destinado a aterros sem qualquer aproveitamento energético. A outra vem do resíduo agroindustrial, como dejetos de produção animal e resíduos de processamento agrícola, um volume expressivo em um país com a escala de produção do agronegócio brasileiro.

Essa combinação coloca o Brasil em posição peculiar. O volume de matéria-prima disponível para biogás e biometano é grande, tanto na ponta urbana quanto na rural, mas a capacidade instalada de aproveitamento energético ainda está distante do potencial total, segundo avaliação da Ecodust Ambiental sobre o setor.

Por que biometano tem ganhado espaço como ativo de infraestrutura?

Biometano, versão purificada do biogás com especificações semelhantes ao gás natural, permite uso em matriz energética já existente, incluindo veicular e industrial, sem necessidade de nova infraestrutura de distribuição. Essa compatibilidade técnica tem atraído atenção de fundos de infraestrutura e investidores que buscam ativos de transição energética com tecnologia já validada em outros mercados.

“O biometano tem uma vantagem prática que outras fontes renováveis não têm: ele entra na infraestrutura de gás que já existe, sem exigir reinvestimento em distribuição. Isso reduz barreira de entrada para o investidor e acelera o retorno do projeto”, explica o Eng. Marcello José Abbud, Diretor de Operações da Ecodust Ambiental.

O que diferencia biogás de biometano na cadeia de valorização energética de resíduos? Biogás é o gás bruto obtido da decomposição de matéria orgânica, composto principalmente por metano e dióxido de carbono. Biometano é o biogás purificado até atingir especificações semelhantes às do gás natural, permitindo uso direto em redes de distribuição, veículos e processos industriais já existentes.

O que ainda limita a escala desse mercado no Brasil

Apesar do potencial, o aproveitamento energético de resíduos no país ainda enfrenta barreira de escala. Projetos de biogás e biometano exigem volume mínimo de matéria orgânica concentrada para viabilizar economicamente uma planta de processamento, o que favorece regiões com forte atividade agroindustrial ou grandes centros urbanos com coleta seletiva de orgânicos já estruturada. Fora desses contextos, a viabilidade financeira do projeto fica mais difícil de sustentar.

Segundo a Ecodust Ambiental, esse é um dos motivos pelos quais consórcios entre municípios, ou entre municípios e produtores rurais próximos, tendem a ganhar relevância como modelo de viabilização desse tipo de projeto no país, reunindo volume suficiente de matéria-prima para justificar o investimento em uma planta de processamento.

Segurança energética como argumento adicional

Para além do retorno financeiro, a valorização energética de resíduos também é discutida sob a ótica de segurança energética. Gerar energia a partir de resíduos já existentes reduz dependência de fontes externas e agrega resiliência à matriz energética local, um argumento que vem ganhando peso em discussões sobre planejamento energético de médio e longo prazo no país.

A avaliação da Ecodust Ambiental é que o mercado brasileiro de valorização energética de resíduos deve seguir uma trajetória de crescimento nos próximos anos, acompanhando o movimento já consolidado em mercados internacionais mais maduros, à medida que investidores identificam no país volume de matéria-prima disponível e ainda pouco explorado.

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