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Controle de perdas de água ganha importância com tecnologia e eficiência, explica a EBS  –  Empresa Brasileira de Saneamento
Por SAFTEC DIGITAL

Controle de perdas de água ganha importância com tecnologia e eficiência, explica a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 17 de agosto de 2026

Monitoramento, controle e uso estratégico de dados podem aumentar a eficiência dos sistemas de abastecimento e contribuir para a segurança hídrica das cidades, frisa empresa especializada no ramo.

Quase quatro em cada dez litros de água produzidos no Brasil são perdidos antes de serem efetivamente aproveitados. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA) indicam que 39,5% do volume produzido é perdido na distribuição, enquanto 39,1% não é faturado pelos prestadores. Os números colocam o controle de perdas entre os principais desafios para a eficiência dos sistemas de abastecimento.

O problema não se limita ao desperdício de um recurso natural. A água distribuída pelas redes passa por etapas que envolvem captação, tratamento, armazenamento, bombeamento, energia, equipamentos e equipes especializadas. Quando parte desse volume não chega adequadamente ao consumidor ou não é contabilizada, todo esse processo perde eficiência.

Para a EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, especializada em soluções para o setor de saneamento básico, o enfrentamento das perdas exige diagnóstico preciso, planejamento e conhecimento detalhado das redes de abastecimento. A identificação das causas permite direcionar os esforços para os pontos que efetivamente comprometem o desempenho do sistema.

Onde acontecem as perdas de água?

As perdas de água são classificadas, de maneira geral, em reais e aparentes. As perdas reais, também chamadas de físicas, ocorrem quando a água efetivamente escapa do sistema. Vazamentos em redes e ramais, rompimentos, problemas em reservatórios, tubulações deterioradas e pressões inadequadas estão entre os fatores que podem provocar esse tipo de ocorrência.

Já as perdas aparentes estão relacionadas à água que é consumida, mas não é corretamente registrada. Hidrômetros com problemas de medição, erros de leitura, falhas cadastrais, ligações clandestinas, fraudes e outros consumos não contabilizados estão entre as situações que podem contribuir para esse indicador.

Essa distinção é importante porque cada tipo de perda exige uma estratégia diferente. Um município que enfrenta principalmente vazamentos físicos terá necessidades distintas daquele que apresenta maior volume de perdas comerciais.

A EBS destaca que não existe uma solução única para todos os sistemas. O combate às perdas começa pela obtenção de informações confiáveis sobre a rede, pela identificação dos pontos críticos e pela definição de ações compatíveis com as características operacionais de cada localidade.

Tecnologia ajuda a transformar dados em eficiência

A redução das perdas depende cada vez mais da capacidade de conhecer o comportamento do sistema. Em redes extensas, identificar rapidamente alterações de pressão, vazamentos ou inconsistências no consumo pode fazer diferença na velocidade de resposta das equipes e na eficiência da operação.

Nesse contexto, a tecnologia pode atuar como ferramenta de apoio à gestão. Sistemas de monitoramento, instrumentos de medição e informações organizadas permitem acompanhar diferentes pontos da distribuição e identificar comportamentos que merecem investigação.

O uso de tecnologia, entretanto, precisa estar associado a processos de gestão e conhecimento técnico. Dados isolados não reduzem perdas. É necessário transformar as informações obtidas em diagnósticos, decisões operacionais, manutenção e ações de controle.

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento examina que tecnologia, planejamento e experiência operacional devem atuar de forma integrada, pois, a partir de informações confiáveis, os operadores podem compreender melhor o comportamento da infraestrutura e estabelecer prioridades para intervenções.

Esse modelo também contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos. Em vez de ampliar continuamente a produção para compensar volumes que não chegam ao consumidor, o controle das perdas permite avaliar quanto da água já captada e tratada pode ser efetivamente aproveitado pelo sistema.

Reduzir perdas pode ampliar a capacidade de abastecimento

Sistemas com índices elevados de perdas podem exigir uma produção maior de água para atender à mesma quantidade de consumidores. Isso aumenta a pressão sobre mananciais, estações de tratamento, sistemas de bombeamento e redes de distribuição.

A consequência é que o problema deixa de ser apenas operacional e passa a envolver também sustentabilidade e segurança hídrica. Quanto maior a quantidade de água desperdiçada no percurso, maior pode ser a necessidade de produzir novos volumes para manter o abastecimento. A redução das perdas, portanto, pode representar uma alternativa para melhorar o desempenho do sistema sem que toda a resposta dependa necessariamente da expansão da capacidade de produção.

Esse aspecto ganha relevância diante do crescimento das cidades. A demanda por água tende a acompanhar a expansão urbana, enquanto os recursos hídricos disponíveis precisam ser administrados de maneira responsável. Aproveitar melhor a água que já foi captada e tratada passa a ser uma estratégia de eficiência.

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento avalia que o controle das perdas também está relacionado ao planejamento de longo prazo dos municípios. A combinação entre manutenção das redes, controle operacional, tecnologia e acompanhamento dos indicadores pode contribuir para melhorar a capacidade de atendimento.

Eficiência operacional também é uma estratégia de sustentabilidade

Toda água que chega ao sistema de distribuição já passou por uma cadeia de processos. Quando esse recurso se perde, não é apenas o volume de água que deixa de ser aproveitado. Também são desperdiçados parte da energia, dos insumos, dos equipamentos e dos esforços empregados para tornar essa água adequada ao abastecimento.

Por isso, reduzir perdas significa melhorar o aproveitamento de uma estrutura que já existe. Em determinadas situações, recuperar água perdida pode contribuir para aumentar a eficiência do sistema sem depender exclusivamente da construção de novas estruturas de produção. O desafio está em estabelecer uma gestão capaz de acompanhar continuamente os indicadores e identificar onde estão os maiores gargalos. A análise dos dados precisa estar conectada à operação, permitindo que as informações gerem intervenções concretas.

No caminho para a universalização do saneamento, esse debate ganha ainda mais importância. O Brasil tem como objetivo alcançar, até 2033, 99% da população com acesso ao abastecimento de água potável. Para chegar a esse patamar, ampliar a produção não é a única possibilidade: também é necessário aproveitar melhor a água que já está disponível no sistema.

A EBS – Empresa Brasileira de Saneamento pondera que planejamento, tecnologia, controle e manutenção são elementos fundamentais para enfrentar o desafio. A redução das perdas transforma um problema de eficiência em uma oportunidade de melhorar o aproveitamento dos recursos, preservar os mananciais e fortalecer a segurança do abastecimento. Reduzir perdas de água, portanto, não significa apenas evitar desperdícios. Trata-se de fazer com que uma parcela maior da água captada e tratada cumpra sua finalidade, aumentando a eficiência da infraestrutura existente e contribuindo para um modelo de abastecimento mais sustentável.

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