Conhecimento atualizado não é despesa, é infraestrutura: a leitura de Ricardo Brockveld sobre desenvolvimento contínuo de equipes
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 26 de outubro de 2026
Diretor da ArqCONAM, Ricardo Brockveld defende que investir de forma constante na capacitação das equipes é o que sustenta a capacidade de uma instituição de operar com segurança em um ambiente de exigências regulatórias em constante mudança
Em operações que dependem de conformidade permanente com exigências externas, a capacidade de uma equipe de acompanhar mudanças de regra, novos processos e exceções bem fundamentadas não é detalhe operacional — é o que garante que a instituição continue funcionando com a mesma qualidade, independentemente de quem esteja na linha de frente naquele dia. Ricardo Brockveld, diretor da ArqCONAM, trata o desenvolvimento contínuo de pessoas como um dos pilares centrais da sua gestão.
“O conhecimento de uma equipe precisa estar tão atualizado quanto a própria regulação que ela aplica. Isso não é meta de RH, é condição para a operação funcionar bem todos os dias”, afirma o executivo.
Uma convicção construída na prática de gestão
Bacharel em Ciências Contábeis, com trajetória em gestão e planejamento, Brockveld observa que equipes bem preparadas enxergam sinais de mudança antes que eles se tornem visíveis para o restante da organização. Para ele, essa sensibilidade não é natural — é resultado direto de investimento constante em formação.
“Equipe que está sempre estudando o próprio processo enxerga primeiro quando algo mudou. Isso é vantagem competitiva real, não apenas boa prática de gestão de pessoas”, pontua.
Formação como rotina, não como evento isolado
Na visão de Brockveld, o maior ganho de capacitação vem quando ela deixa de ser curso pontual e passa a fazer parte da rotina de trabalho. É essa lógica que sustenta, segundo ele, a estrutura própria de ensino a distância mantida pela ArqCONAM.
“Criamos uma plataforma interna de educação corporativa justamente para isso: manter conhecimento atualizado como parte do dia a dia, não como resposta a uma auditoria que está chegando. Quando a formação é contínua, ela vira reflexo — a equipe já sabe agir certo antes de precisar consultar o manual”, diz.
O retorno que aparece na qualidade da operação
Para o executivo, o efeito mais direto de investir continuamente em pessoas é a consistência: menos retrabalho, menos decisões tomadas sob pressão, mais previsibilidade em cada etapa do processo. É esse conjunto, segundo ele, que sustenta a confiança de parceiros financeiros e órgãos reguladores na operação.
“Uma equipe bem formada entrega o mesmo padrão de qualidade hoje, daqui a um ano e daqui a cinco. Essa consistência é o que um parceiro institucional realmente está comprando quando confia numa concessionária de registro”, avalia.
Formação como investimento em liderança futura
Há ainda um efeito que só aparece anos depois: equipes bem formadas se tornam, naturalmente, o berço de futuras lideranças internas, preparadas para assumir responsabilidades maiores sem exigir um período longo de adaptação. Quando uma posição estratégica fica vaga, a diferença entre ter alguém pronto internamente e precisar buscar fora costuma remontar a decisões de capacitação tomadas muito antes daquele momento específico de necessidade urgente.
“Quando uma posição estratégica precisa ser preenchida, a diferença entre ter alguém pronto internamente e precisar buscar fora vem de decisões de capacitação tomadas muito antes daquele momento. Investir em pessoas hoje é, na prática, garantir que a instituição tenha para onde crescer amanhã”, conclui.
Talvez esse seja, na visão de Ricardo Brockveld, o argumento mais convincente para tratar formação como prioridade permanente, e não como linha de custo revisável a cada ciclo orçamentário: o retorno não aparece no relatório do trimestre, aparece no dia em que a instituição precisa de alguém preparado e descobre que já tinha essa pessoa, formada internamente, ao longo do caminho percorrido junto com a organização.
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