Automação residencial vira critério de valorização no mercado imobiliário, avalia Daugliesi Giacomasi Souza
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 10 de agosto de 2026
Iluminação, climatização e segurança integradas por automação deixaram de ser diferencial e passaram a pesar na avaliação de imóveis.
A tecnologia deixou de ocupar apenas a tela do celular e passou a fazer parte da própria experiência dentro de casa. Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, acompanha essa transformação no design de interiores e considera a integração entre tecnologia, estética e funcionalidade um aspecto cada vez mais relevante nos projetos residenciais. Iluminação, climatização, cortinas, equipamentos eletrônicos e sistemas de segurança podem ser integrados para responder a comandos e rotinas definidas pelos moradores.
O que muda quando a tecnologia entra no projeto?
A automação residencial consiste na integração de equipamentos e sistemas para que determinadas funções possam ser controladas de forma centralizada ou programada. Em vez de tratar cada dispositivo como um elemento isolado, o projeto pode considerar como iluminação, temperatura, entretenimento e segurança irão funcionar em conjunto. Essa integração permite criar rotinas mais práticas e adaptar o funcionamento da casa aos hábitos e às necessidades de seus moradores.
Essa integração modifica também a maneira de pensar os interiores. Na visão de Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, a tecnologia precisa dialogar com a composição do espaço, já que equipamentos, painéis, tomadas e dispositivos fazem parte da experiência visual e funcional do ambiente. Assim, planejar a automação antes da execução pode evitar adaptações que prejudiquem o resultado final.
Como a automação pode melhorar a rotina?
Daugliesi Giacomasi Souza destaca que um dos principais benefícios está na criação de rotinas personalizadas. A iluminação, por exemplo, pode ser programada para diferentes momentos do dia, com níveis de intensidade adequados para atividades como leitura, trabalho ou descanso. Cortinas automatizadas também podem ser acionadas em horários determinados, enquanto sistemas de climatização podem ser ajustados conforme a necessidade dos moradores.
A praticidade aparece justamente na redução de tarefas repetitivas. Ao chegar em casa, uma única ação pode acionar diferentes equipamentos previamente configurados. No entanto, a automação só representa uma vantagem quando responde a necessidades reais. Incorporar recursos apenas porque estão disponíveis pode aumentar a complexidade do ambiente sem produzir uma melhoria proporcional na rotina. Por isso, a escolha dos dispositivos deve partir dos hábitos dos moradores e das atividades realizadas em cada espaço, priorizando soluções que realmente facilitem o dia a dia.
Tecnologia precisa aparecer no ambiente?
Nem sempre. Uma das mudanças mais interessantes proporcionadas pela automação é justamente a possibilidade de reduzir a presença visual dos equipamentos. Sensores, caixas de som, sistemas de iluminação e outros dispositivos podem ser planejados para se integrar ao projeto, evitando que a tecnologia se torne o elemento dominante da decoração. Dessa forma, os recursos tecnológicos podem cumprir suas funções sem interferir na identidade visual pensada para cada ambiente.
Esse cuidado envolve desde a posição dos comandos até a organização dos equipamentos. A passagem de cabos, a localização das tomadas e a instalação de dispositivos precisam ser consideradas durante o desenvolvimento do projeto. Quando essas decisões são deixadas para o final, aumenta a possibilidade de adaptações visíveis e soluções improvisadas. Antecipar essas definições também facilita a execução e permite distribuir os recursos de maneira mais organizada, preservando tanto a funcionalidade quanto a estética do espaço.
Para Daugliesi Giacomasi Souza, pensar o design de interiores diante desse cenário significa considerar que conforto e estética podem caminhar junto com a tecnologia. A casa do futuro, portanto, não depende da quantidade de equipamentos espalhados pelos cômodos, mas da capacidade de integrar recursos às necessidades de quem vive ali. Quando a automação é planejada desde o início, ela deixa de ser um acessório e passa a fazer parte da própria arquitetura da experiência doméstica.
A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência Saftec