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Da dor ao método: vivência constrói uma nova abordagem terapêutica

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 1 de junho de 2026

Para desenvolver o Método Aprofundar, especialista neurodivergente combina experiência e conhecimento para transformar a vida das famílias

Juliana Zorzi desenvolveu o Método Aprofundar a partir da união entre experiência pessoal e conhecimento clínico.
Juliana Zorzi desenvolveu o Método Aprofundar a partir da união entre experiência pessoal e conhecimento clínico. Foto: Divulgação

O que acontece quando uma profissional da área da saúde vive dentro da própria casa aquilo que estuda na teoria? Para Juliana Zorzi, essa condição lhe permitiu trilhar da dor ao método, transformando positivamente a vida dela e, posteriormente, de inúmeras outras famílias. 

Diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e altas habilidades, a terapeuta possui duas filhas com TDAH e um filho dentro do espectro autista. 

Durante a jornada de conhecimento, ela constatou de forma empírica que o desenvolvimento não segue uma única “receita de bolo” e, por isso, compreensão e estratégia são indispensáveis para ajustar as técnicas de acordo com a realidade de cada um. 

Ao combinar conhecimento clínico e científico com a vivência, Juliana preencheu as lacunas que faltavam para compreender e reorganizar as estruturas necessárias. Essa mudança de olhar construiu uma nova abordagem e gerou resultados positivos. Hoje, essa experiência se traduz no Método Aprofundar, criado para traduzir emoções complexas em linguagem acessível, prática e aplicável.

A história de Juliana representa a realidade de inúmeras famílias no Brasil e no mundo. Os números demonstram a relevância de abordar o tema. Divulgado em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo Demográfico 2022 constatou 2,4 milhões de brasileiros com diagnóstico de TEA, o que representa 1,2% da população. 

Nos Estados Unidos, estudo publicado em periódico científico identificou um aumento relativo de 450% entre 2011 e 2022 na quantidade de adultos entre 26 e 34 anos diagnosticados com TEA. Outro estudo divulgado em 2025 pela revista The Lancet Psychiatry estimou que 1 em cada 127 pessoas no mundo estava dentro do espectro autista em 2021.

Por sua vez, nove em cada dez mães apresentaram algum sintoma de burnout parental no Brasil, segundo pesquisa da B2Mamy em conjunto com a Kiddle Pass. Entre os adolescentes, 28,9% dos estudantes de 13 a 17 anos de escolas públicas e privadas entrevistados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) em 2024 responderam que sentiram tristeza “sempre” ou na “maioria das vezes” em um período de 30 dias.

Vivência e conhecimento em conjunto

Os dados colocam um holofote sobre a importância de auxiliar as famílias no tratamento do sofrimento emocional para a conquista da qualidade de vida desejada em meio a uma sociedade que hoje convive com o excesso de estímulos. Mas o que fazer na prática? É aqui que teoria e prática se unem, demonstrando que entendimento e estratégia podem transformar a dinâmica de uma família inteira.

Ao invés da perfeição, a trajetória de Juliana foi construída sobre a transformação. A base clínica e científica da profissional foi construída por meio da psicopedagogia, da arteterapia, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), da psicoeducação parental, dos estudos em desenvolvimento emocional, funções executivas e comportamento humano, integrados à vivência prática diária em clínica com crianças, adolescentes, adultos e famílias. 

Mais do que desafios, as experiências profissionais e pessoais construíram o terreno no qual Juliana aprendeu, na prática diária e de forma profunda, sobre regulação emocional, funcionamento executivo, sensibilidades sensoriais e os caminhos possíveis de comunicação entre cérebros que processam o mundo de maneiras distintas. 

E é exatamente isso que move o meu trabalho: mostrar para outras famílias que existe caminho, existe reorganização, existe cura emocional possível e existe desenvolvimento quando há compreensão, direção, estratégia e acolhimento.

Direção para o desenvolvimento 

No dia a dia, a intersecção entre conhecimento técnico e experiência demonstrou para Juliana três pilares importantes para a conquista das mudanças desejadas: estratégia, direção e consistência. 

Hoje, famílias inteiras adoecem quando não compreendem o que está por trás do comportamento. A malcriação de uma criança pode representar um pedido de ajuda. A procrastinação de um adolescente pode não ser preguiça. Assim como o conflito recorrente em um casal neurodivergente não necessariamente significa falta de afeto.

A experiência e o conhecimento demonstraram para Juliana a necessidade de aprender a ler o que está por trás do comportamento para encontrar as respostas necessárias. 

Por isso, o Método Aprofundar foi criado para traduzir emoções complexas em linguagem acessível, prática e aplicável, permitindo que crianças, adolescentes, adultos, pais, mães e escolas consigam compreender padrões, reorganizar relações e desenvolver consciência emocional sem perder a humanidade no processo. “Não se trata de eliminar o desconforto emocional. Trata-se de ensinar crianças, adolescentes e adultos a atravessá-lo”, finaliza Juliana Zorzi.

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