Levedura de alta resistência eleva eficiência da produção de etanol
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 10 de junho de 2026
Nova geração de levedura 2.0, desenvolvida por deep tech brasileira, reduz custos industriais e otimiza a conversão de açúcares no setor de biocombustíveis

Em um mercado altamente competitivo, o desenvolvimento de um “fungo” pode fazer a diferença para o Brasil na promoção de fontes de energia mais sustentáveis. A nova geração de leveduras tem a capacidade de otimizar a fabricação de etanol e aumentar a competitividade do biocombustível no cenário global.
Desenvolvida por cientistas brasileiros, a inovação foi licenciada para a BIOINFOOD. Agora, a deep tech brasileira tem a responsabilidade de aprimorar os estudos e transformar a descoberta científica em soluções escaláveis para as indústrias do setor. Para isso, a empresa contará com um financiamento de R$ 3 milhões, conquistado por meio do programa de apoio à Comercialização de Propriedade Intelectual.
Mais resistente, a levedura 2.0 suporta as altas temperaturas dos processos industriais, reduzindo custos e aumentando a produção por quilo de matéria-prima. Geneticista e cofundador da BIOINFOOD, Gleidson Teixeira explica que um dos diferenciais da nova cepa é conseguir converter em etanol determinados açúcares que os processos convencionais costumam desperdiçar.
Em testes de validação, a levedura superou a principal referência do mercado em três indicadores-chave de eficiência, demonstrando que a biotecnologia brasileira tem potencial para se destacar em um mercado hoje dominado por empresas estrangeiras e, até mesmo, grandes multinacionais.
“A descoberta tem capacidade imediata para contribuir nos segmentos de cana-de-açúcar e de milho, além do etanol de segunda geração (E2G), que converte resíduos como palha e bagaço em combustível”, destaca Teixeira.
Levedura e o biocombustível
A nova geração de leveduras em desenvolvimento pela BIOINFOOD surge em um momento estratégico para o mercado de biocombustíveis. A fragilidade da elevada dependência por combustíveis fósseis mais uma vez foi exposta com os recentes conflitos no Oriente Médio, com o preço do barril de petróleo chegando a flertar com a casa dos US$ 120.
A situação trouxe mais uma vez para o debate mundial a importância da maior diversificação das fontes energéticas, com a ampliação da utilização de combustíveis gerados por fontes renováveis.
Hoje, Estados Unidos e Brasil são responsáveis por aproximadamente 80% da oferta global de etanol, de acordo com dados da Renewable Fuels Association. Por sua vez, projeção divulgada pela Datagro, em maio, na New York Sugar and Ethanol Conference, estima uma produção brasileira recorde de 41,4 bilhões de litros de etanol na safra 2026/2027.
Nos próximos anos, esse número pode ganhar ainda mais impulso com a biotecnologia. Anteriormente restritas a setores tradicionais como panificação e cervejaria, as leveduras 2.0 têm o potencial de aumentar a competitividade do etanol brasileiro no mercado global, assim como rivalizar com soluções internacionais hoje adotadas pelo segmento.
Biotecnologia sob demanda
Fundada em 2018 por Gleidson Teixeira, Osmar Netto e Gabriel Galembeck, a BIOINFOOD se consolidou no mercado operando no modelo de biotecnologia sob demanda, conhecido como R&D as a Service. Atualmente, a deep tech brasileira converte o conhecimento científico gerado em universidades brasileiras em soluções escaláveis e de baixo impacto ambiental para os setores de alimentos, biocombustíveis e agronegócio.
Entre os diversos exemplos, a BIOINFOOD ressignificou a casca de aveia. A solução foi criada em parceria com a SL Alimentos, indústria responsável por cerca de 90% da aveia empacotada no país.
Nesse projeto, a deep tech desenvolveu um processo biotecnológico que transformou o resíduo – antes restrito à queima térmica ou nutrição animal de baixo valor – em xilitol, um adoçante natural de alto valor agregado.
Com investimentos contínuos em infraestrutura e uma equipe científica altamente qualificada, a BIOINFOOD posiciona a ciência brasileira para competir de igual para igual com grandes grupos internacionais. O lançamento da levedura 2.0 consolida a startup como um importante elo entre a pesquisa acadêmica de ponta e a eficiência exigida pela indústria moderna. Para mais informações, acesse https://bioinfood.com.