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“A IA não vai roubar seu emprego”: especialista Eduardo Yto explica quem realmente corre risco

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 20 de julho de 2026

Fundador e CEO do Grupo Yto Nihon. Foto: Reprodução

Jornalista: Daiane de Souza | 0007147/SC

A Inteligência Artificial passou a ocupar espaço nas reuniões de diretoria, nas estratégias de transformação digital e até nas conversas sobre o futuro do trabalho. Em meio às previsões sobre profissões que podem desaparecer e novas carreiras que surgirão nos próximos anos, o educador Eduardo Yto apresenta uma visão diferente daquela que costuma dominar o debate.

Fundador e CEO do Grupo Yto Nihon, escola especializada em educação de dados, Business Intelligence e Inteligência Artificial, ele defende que a tecnologia não está substituindo pessoas, mas transformando a forma como elas trabalham. Para o especialista, o verdadeiro desafio não é aprender programação, e sim desenvolver habilidades para utilizar dados e IA como apoio às decisões do dia a dia.

Mais de duas décadas acompanhando a evolução da tecnologia

Muito antes da Inteligência Artificial se tornar um dos assuntos mais discutidos no ambiente corporativo, Eduardo Yto já acompanhava as mudanças provocadas pela tecnologia dentro das empresas. Há mais de 26 anos, iniciou sua trajetória dando aulas de informática e Microsoft Excel, quando planilhas eletrônicas começavam a se tornar ferramentas indispensáveis na rotina das organizações.

Ao longo dos anos, viu novas tecnologias surgirem, softwares desaparecerem e diferentes metodologias substituírem processos considerados inovadores em outras épocas. Essa experiência fez com que desenvolvesse uma visão bastante prática sobre inovação: ferramentas mudam a todo instante, mas a necessidade de aprender nunca deixa de existir.

Já vi inúmeras tecnologias nascerem e desaparecerem. O profissional que continua relevante não é o que decorou uma ferramenta, e sim aquele que desenvolveu a capacidade de aprender continuamente“, afirma.

O maior mito sobre Inteligência Artificial

Com a popularização de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Microsoft Copilot, Eduardo percebeu que muitos profissionais passaram a acreditar que precisariam se tornar programadores ou cientistas de dados para continuar competitivos.

Na avaliação do especialista, essa é uma das interpretações mais equivocadas sobre a evolução da Inteligência Artificial. Segundo Eduardo Yto, praticamente nenhuma profissão deixará de existir por causa da tecnologia. O que está mudando é a forma como essas atividades serão executadas.

O profissional de Recursos Humanos continuará sendo de RH. O financeiro continuará trabalhando com finanças. O engenheiro continuará sendo engenheiro. O que muda é que todos terão ferramentas muito mais inteligentes para apoiar suas decisões.

Essa mudança faz com que conhecimentos relacionados a dados e Inteligência Artificial deixem de ser exclusivos da área de tecnologia e passem a integrar praticamente qualquer profissão.

A IA amplia a capacidade das pessoas

Na visão de Eduardo, a Inteligência Artificial deve ser entendida como uma ferramenta de aumento de produtividade e não como substituta da capacidade humana. Enquanto algoritmos conseguem automatizar tarefas repetitivas, organizar grandes volumes de informações e identificar padrões rapidamente, continua sendo responsabilidade das pessoas interpretar esses resultados e decidir qual caminho seguir.

Por isso, competências como pensamento crítico, capacidade analítica e conhecimento do negócio se tornam ainda mais importantes. A tecnologia pode sugerir respostas, mas dificilmente compreenderá o contexto específico de cada organização da mesma forma que um profissional preparado.

Segundo ele, quem aprender a utilizar a IA como apoio terá ganhos significativos de produtividade, independentemente da profissão exercida.

Comprar tecnologia não significa inovar

Outro comportamento observado por Eduardo está relacionado ao investimento em plataformas de Inteligência Artificial sem o devido preparo das equipes. Segundo ele, muitas empresas acreditam que a simples contratação de ferramentas será suficiente para transformar seus resultados.

Na prática, essa expectativa costuma gerar frustração. Sem treinamento adequado e sem uma cultura orientada por dados, grande parte do potencial dessas soluções acaba sendo desperdiçada.

Não adianta comprar ChatGPT, Gemini ou qualquer outra plataforma se as pessoas não souberem utilizá-las. A tecnologia depende diretamente da capacidade dos profissionais de fazer boas perguntas, interpretar respostas e transformar essas informações em decisões.

Para o educador, a verdadeira transformação digital acontece quando tecnologia e desenvolvimento humano caminham juntos.

Excel e Power BI continuam mais importantes do que nunca

Entre os mitos que mais escuta em sala de aula está a ideia de que ferramentas como Excel e Power BI perderão espaço para a Inteligência Artificial. Eduardo afirma que acontece exatamente o contrário.

Segundo ele, essas plataformas continuam sendo fundamentais para empresas de todos os portes e, cada vez mais, passam a incorporar recursos baseados em IA. Hoje, já é possível solicitar que a tecnologia escreva fórmulas, explique cálculos, sugira dashboards, identifique tendências e automatize tarefas que antes consumiam horas de trabalho.

Dessa forma, permite que o profissional dedique mais tempo à análise das informações e menos às atividades operacionais, aumentando significativamente sua produtividade.

Saber fazer perguntas virou uma competência profissional

Se antes dominar uma ferramenta era considerado um diferencial competitivo, hoje Eduardo acredita que outra habilidade passou a ocupar esse espaço: a capacidade de formular boas perguntas.

Ferramentas de Inteligência Artificial generativa produzem respostas diretamente relacionadas à qualidade das instruções recebidas. Quanto mais claro for o contexto apresentado, maior tende a ser a utilidade das informações geradas.

Por isso, desenvolver pensamento lógico, capacidade de interpretação e visão estratégica passou a ser tão importante quanto aprender a utilizar novas plataformas tecnológicas.

Educação continua sendo o principal investimento

Depois de mais de 26 anos dedicados à formação de profissionais, Eduardo Yto afirma que existe uma característica comum entre aqueles que conseguem crescer independentemente das mudanças do mercado: a disposição para aprender continuamente.

Segundo ele, novas tecnologias continuarão surgindo, outras deixarão de existir e diferentes funções serão transformadas nos próximos anos. O conhecimento técnico precisará ser constantemente atualizado, mas a curiosidade, a capacidade de adaptação e o interesse por aprender continuarão sendo os principais diferenciais de qualquer carreira.

Para o fundador do Grupo Yto Nihon, o futuro do trabalho não será definido por quem conhece mais ferramentas, mas por quem consegue utilizá-las para resolver problemas reais. “A Inteligência Artificial não veio para substituir pessoas. Ela veio para ampliar a capacidade de quem está disposto a aprender. O profissional que nunca deixa de estudar continuará encontrando espaço, independentemente da tecnologia que surgir amanhã.”

Da sala de aula ao Grupo Yto Nihon

O desejo de formar profissionais preparados para acompanhar as transformações do mercado levou Eduardo a fundar o Grupo Yto Nihon. O que começou com cursos voltados ao Excel evoluiu para uma instituição especializada em educação de dados, oferecendo programas em Power BI, SQL Server, Python, Business Intelligence, IA Generativa e outras tecnologias utilizadas por empresas de diferentes segmentos.

Hoje, a escola reúne cursos online, formações completas, treinamentos corporativos e uma pós-graduação reconhecida pelo MEC. A proposta sempre foi ir além do ensino técnico, preparando profissionais para interpretar dados, resolver problemas e tomar decisões com base em informações confiáveis.

Segundo Eduardo, ensinar apenas o funcionamento de uma ferramenta nunca foi suficiente. Para ele, compreender a lógica por trás das análises é o que permite ao profissional acompanhar qualquer mudança tecnológica ao longo da carreira.

Mais de 120 mil profissionais capacitados

A trajetória construída ao longo de mais de duas décadas se reflete nos números alcançados pelo Grupo Yto Nihon. Atualmente, a instituição soma mais de 120 mil alunos formados, treinamentos realizados para mais de 200 empresas e estudantes distribuídos por mais de 50 países.

Além da atuação à frente da empresa, Eduardo também é instrutor na plataforma Udemy, onde seus cursos ultrapassam 40 mil alunos. Paralelamente, segue investindo na própria formação e atualmente cursa MBA em Data Science & Artificial Intelligence pela FIAP.

Para ele, esse movimento faz parte da responsabilidade de quem trabalha com educação. “Quem ensina também precisa estudar. O mercado muda rápido demais para acreditar que o conhecimento adquirido anos atrás será suficiente para o restante da carreira”, termina.

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