Grupo Stefanini reúne líderes para discutir como a velocidade da IA transforma modelos de negócio e acelera a geração de valor
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de junho de 2026
Executivos debatem no Data Summit 2026 como dados, cultura e agilidade se tornaram fatores decisivos para capturar valor com inteligência artificial
São Paulo, junho de 2026 – Com o tema “IA no centro da execução – o papel da liderança na decisão e no resultado”, o Data Summit 2026 do Grupo Stefanini, consultoria tech global com mindset AI-First, reuniu executivos de algumas das maiores instituições do país, como Itaú, Bradesco e Porto, para debater como a inteligência artificial avança rapidamente do uso operacional para influenciar decisões estratégicas, produtos e a forma como as empresas geram valor.
Para o Grupo Stefanini, o encontro com os líderes reforça seu posicionamento em apoiar organizações na transição da estratégia da adoção para a execução, em um momento do mercado no qual a inteligência artificial está no centro das decisões que definem resultados.
Na abertura, Marco Stefanini, CEO global do Grupo Stefanini, destacou que o ritmo da evolução da IA exige das lideranças uma mudança de mentalidade na forma de operar. “A maior barreira não é a tecnologia, ou, adotar a inteligência artificial. O desafio passa a ser muito mais a questão mindset, change management e estrutural, para construir organizações capazes de aprender continuamente, testar com rapidez e transformar ideias em execução”, afirma.
Itaú: da transformação digital à reinvenção com IA
No painel principal, com mediação de Marco Stefanini, o CIO do Itaú Unibanco, Ricardo Guerra, apresentou a trajetória do banco, que começou sua digitalização ainda nos anos 1990 e ganhou tração a partir de 2015, com foco em dados, agilidade e cloud. Hoje, a instituição opera com milhares de modelos de IA e utiliza GenAI em larga escala no dia a dia. “Falamos muito sobre AI, mas no fundo, a inteligência artificial é baseada em dados. Se essa base não estiver bem estruturada, a qualidade do resultado também fica comprometida”, afirmou Guerra.
Segundo o executivo, a grande virada do banco não foi tecnológica, mas estrutural e cultural. A necessidade de responder ao avanço do “boom” das startups e fintechs nos anos 2000 levou o Itaú a repensar seu modelo organizacional, aproximar tecnologia do negócio e priorizar velocidade como principal métrica de sucesso.
“A métrica principal é a velocidade. Porque, uma vez que você identifica um atrito do usuário, é preciso ter conhecimento para criar hipóteses e testar essas hipóteses em escala rapidamente, para o cliente absorver o valor”, explicou.
Ricardo Guerra também destacou que, apesar dos avanços, a jornada está longe de ser concluída, principalmente por conta da evolução recente da inteligência artificial generativa: segundo o CIO, o Itaú está nos 70% de sua modernização e deve seguir nessa trajetória até 2028. “Eu achava que a gente tinha cruzado a linha da execução com a inteligência artificial. Agora eu não acho mais. Porque a IA não é sobre melhorar o que já existe, mas sim sobre reinventar o mundo”, afirma.
Para ele, o maior desafio atual das empresas é ir além dos ganhos de eficiência e usar a IA para remodelar modelos, novas formas de interação com clientes e novas fontes de receita. “AI não veio para cortar custo. Veio para remodelar a forma como a gente gera valor, criar novos negócios e novas profissões. Se você usar só para eficiência, você está subestimando o impacto”.
O CIO também reforçou que, nesse cenário de incerteza e evolução constante, o papel da liderança é garantir flexibilidade organizacional para se adaptar continuamente. “A melhor preparação para o futuro é ter capacidade de aprender rápido e transformar esse aprendizado em valor o mais rápido possível”.
Bradesco e Porto: execução, velocidade e novos modelos
No segundo painel, mediado por Rodrigo Stefanini, CEO Latam e Espanha do Grupo Stefanini, executivos do Bradesco e da Porto reforçaram que o desafio não está mais em entender o potencial da IA, mas na execução.
Leandro Marçal, diretor de TI do Bradesco, destacou que a jornada do banco com inteligência artificial começou antes da atual onda de GenAI, com investimento em dados e IA tradicional. Segundo ele, a construção de um ambiente analítico robusto, desenvolvido de forma muito intensa dentro do banco desde o lançamento da BIA, há cerca de 10 anos, acabou se tornando um dos principais diferenciais da instituição.
De acordo com o executivo, a estruturação de dados, das plataformas e das capacidades analíticas ao longo desse período criou uma base sólida que hoje permite ao banco avançar com mais consistência no uso de IA generativa. Esse legado também viabilizou a evolução da própria BIA, que passou a incorporar modelos mais avançados, refletindo o amadurecimento tecnológico da organização.
Ainda, ele destacou que a velocidade de evolução tecnológica exige das empresas uma revisão constante de suas estratégias, principalmente na forma como desenvolvem soluções e capacitam talentos. Ele ressaltou que o papel do profissional de tecnologia está mudando rapidamente, com menos foco em codificação pura e mais em capacidade analítica e de formulação de problemas.
Já Marcos Sirelli, vice-presidente de Tecnologia, Dados e Atendimento da Porto, destacou que a companhia se conecta com o DNA inovador, além de entender o comportamento do cliente para oferecer soluções como parte da estratégia do negócio, com uso de dados para avaliar riscos, precificar produtos e estruturar serviços. De acordo com o executivo, esse contexto criou uma base que agora, com a inteligência artificial, acelera o uso dessas informações para ampliar o nível de sofisticação das experiências oferecidas.
O executivo ressaltou que, em um cenário em que as tecnologias já absorveram grande parte dos dados públicos disponíveis, a diferenciação competitiva passa pela qualidade e pela estruturação dos dados proprietários das empresas. Nesse contexto, a Porto vem avançando na organização dessas informações para gerar valor direto ao cliente, ao mesmo tempo em que amplia sua atuação para além do seguro tradicional, com um ecossistema que inclui banco, saúde e serviços, conectando diferentes ofertas em novas jornadas e serviços.
Ele enfatizou que a IA está ampliando o escopo de atuação das áreas de tecnologia, exigindo uma integração ainda maior com o negócio e com a experiência do cliente. Segundo ele, o uso da inteligência artificial não deve se limitar à automação, mas sim, para criar novos produtos, melhorar jornadas já existentes e provocar uma mudança real no setor.
O painel trouxe uma reflexão sobre o futuro da tomada de decisão com IA. Embora a tecnologia já avance em decisões cada vez mais complexas, fatores como confiança, contexto e percepção humana ainda têm peso, principalmente em situações críticas. Nesse cenário, a tendência é que a IA ganhe espaço progressivamente, começando por decisões mais reversíveis, enquanto decisões de maior impacto continuam sob supervisão humana, apoiadas por inteligência artificial.
Sobre o Grupo Stefanini
O Grupo Stefanini é uma consultoria tech global que domina o uso de Inteligência Artificial e cocria soluções sob medida para seus clientes progredirem em sua jornada digital, combinando presença global, ampla expertise técnica e um portfólio completo de serviços. Presente em 46 países, com 23 delivery centers em 5 continentes e mais de 35 mil colaboradores em todo o mundo, a consultoria organiza suas soluções em sete unidades de negócios: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Operations, Marketing e Manufacturing, formando um grande ecossistema de inovação que entrega resultados relevantes e duradouros aos seus clientes.
Com diversas plataformas proprietárias de Inteligência Artificial, organizadas principalmente na suíte SAI (Stefanini Artificial Intelligence), o Grupo Stefanini combina dados, automação e IA para impulsionar a transformação de ponta a ponta. O Grupo Stefanini tornou-se referência acadêmica com o case “Criando uma Estratégia de Ecossistema na Era da AI” pela INSEAD e até hoje é estudado em escolas de negócios globais. Para mais informações, acesse stefanini.com.
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