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Mais de um terço das empresas no topo do Google Maps em Curitiba não tem site próprio, mostra levantamento

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 9 de outubro de 2026

A Lab Growth analisou as 200 primeiras empresas que o Google mostra em dez segmentos da cidade. A reputação é alta (nota média de 4,8), mas o caminho do cliente costuma parar no perfil: falta site ou o site demora para abrir no celular e poucas páginas trazem os dados que as ferramentas de inteligência artificial usam para indicar empresas.

Aparecer no topo do Google Maps não basta para que o cliente encontre o que precisa para escolher uma empresa. 

Um levantamento da Lab Growth, agência de marketing digital de Curitiba, mostra que 11 das 30 empresas exibidas em primeiro, segundo ou terceiro lugar em dez segmentos da cidade não têm site próprio. 

Na amostra completa, de 200 empresas, a nota média no Google é de 4,8. Ainda assim, uma em cada quatro não oferece um endereço próprio na internet onde o cliente possa conferir serviços, preços ou área de atendimento.

O levantamento acompanhou o caminho que o consumidor faz hoje: a busca no celular, o mapa, o site da empresa e, cada vez mais, a resposta de uma ferramenta de inteligência artificial. Em cada etapa, os dados mostram onde o cliente de Curitiba é bem atendido e onde a informação se perde.

Onde a busca começa: no celular e no mapa

Curitiba tem 1.773.718 moradores, pelo Censo 2022 do IBGE, e recebeu 10.060.155 visitantes em 2024, segundo a pesquisa de demanda turística do Instituto Municipal de Turismo. 

Para quase todos, a escolha de um serviço passa pelo smartphone. A PNAD TIC 2024, do IBGE, mostra que 98,8% dos brasileiros que usam a internet se conectam pelo celular. Ao pesquisar “dentista em Curitiba” ou “advogado em Curitiba”, a primeira coisa que essa pessoa vê é o mapa com as empresas próximas.

Quem aparece nesse mapa depende, segundo o próprio Google, de três fatores: relevância, distância e destaque, este último medido em parte pelas avaliações. 

O site não é condição para estar no topo, e o levantamento confirma isso. Entre as 30 primeiras colocadas, 37% não têm site próprio, proporção maior que a das empresas entre a 11ª e a 15ª posição (18%). O mapa abre a porta, mas a decisão do cliente depende do que ele encontra depois dela.

No perfil, reputação alta e informação nem sempre atual

As empresas de Curitiba cuidam bem da nota. Das 200 analisadas, 181 (90,5%) têm nota de 4,5 ou mais, e 46 somam mais de 500 avaliações. O ponto fraco é a atualização. 

Em 107 perfis (53,5%), nenhuma das avaliações que o Google exibe em destaque foi publicada nos últimos três meses. 

Uma pesquisa da BrightLocal feita nos Estados Unidos em 2026 indica que 74% dos consumidores procuram avaliações desse período; sem elas, a boa nota perde força como argumento.

O nome do perfil também chama atenção. 55 empresas (27,5%) usam no nome o serviço junto com “Curitiba”, como “advogado de família em Curitiba”, prática que as diretrizes do Google vetam quando não faz parte do nome real da empresa. 

Nesta amostra, o recurso não aparece como vantagem: a posição média dessas empresas no mapa foi 11, contra 10,3 das demais. Em advocacia e contabilidade, metade dos perfis usa esse formato.

Do mapa para o site, o caminho se interrompe

O passo seguinte do cliente é tocar em “site” para saber mais, e é aí que o caminho costuma se interromper. 

Das 200 empresas, 36 não informam nenhum site e 17 usam um perfil de rede social (9 no Instagram) ou uma página de links no lugar dele. Outras 10 cadastraram um endereço que leva a uma página de erro ou que não abre.

A diferença entre os segmentos é grande. Entre serviços profissionais, como advocacia, imobiliárias, arquitetura, contabilidade e escolas de idiomas, 92% têm site próprio. 

Entre serviços de bairro, como oficinas mecânicas, academias, consultórios de dentistas, clínicas de estética e restaurantes, são 55%. As oficinas mecânicas têm o menor índice: 14 das 20 não têm site. 

Ao mesmo tempo, os serviços de bairro são os mais avaliados, com média de 249 avaliações por perfil, contra 101 nos serviços profissionais.

Os perfis sem site também tendem a ser menos ativos. A nota média deles é de 4,54, contra 4,82 das empresas com site, e só 32% têm avaliação recente em destaque, contra 52%. 

O dado não indica que o site produza avaliações. Indica que as empresas que cuidam de um canal costumam cuidar dos outros.

Quando há site, ele demora para abrir no celular

Ter site resolve só parte do problema. Os 133 sites que funcionaram foram testados no PageSpeed Insights, ferramenta do Google que simula o acesso por celular. 

Em 121 dos 132 medidos (92%), o conteúdo principal levou mais de 2,5 segundos para aparecer, limite que o Google considera bom. O tempo médio foi de 6,2 segundos.

Os dados de visitantes reais confirmam a tendência. Entre os 54 sites com medições do navegador Chrome, 30 (56%) ficam acima do limite. 

Um estudo do próprio Google, de 2016, já apontava que 53% das visitas em celular são abandonadas quando a página leva mais de 3 segundos para carregar. Para quem chegou ao site a partir do mapa, a espera é o momento em que o contato pode se perder.

O que a inteligência artificial consegue ler

A etapa mais nova do caminho é a pergunta feita a uma ferramenta de inteligência artificial. 

A mesma pesquisa da BrightLocal registrou que 45% dos consumidores americanos já usaram IA para encontrar empresas locais, contra 6% um ano antes. Essas ferramentas montam a resposta com o que conseguem ler nos sites, nos perfis e em outras fontes.

Quase nenhum site de Curitiba bloqueia essa leitura: só 4 dos 133 (3%) impedem robôs como o GPTBot, da OpenAI, ou o ClaudeBot, da Anthropic.

O problema está no conteúdo. Só 28 sites (21%) trazem dados estruturados de empresa local, um código que informa tipo de negócio, endereço, horário e serviços de forma padronizada. 

Nos outros 79%, a ferramenta precisa deduzir essas informações pelo texto, e 21 sites (16%) nem citam Curitiba na página inicial.

“O empresário de Curitiba já entendeu o valor da avaliação no Google. O que os dados mostram é que o cliente, e agora a inteligência artificial, precisa de um passo seguinte: uma página rápida, com o nome real da empresa, os serviços e os bairros atendidos. É isso que transforma a nota alta em contato”, alega Verônica Knaut, sócia e head de conteúdo da Lab Growth.

O que os dados indicam para as empresas da cidade

Os números apontam quatro cuidados que dependem apenas da própria empresa:

  • Ter um site próprio ligado ao perfil, mesmo que simples, com serviços, bairros atendidos e contato, para que o cliente não pare no mapa.
  • Medir a velocidade no celular, já que 92% dos sites testados passaram do limite recomendado pelo Google.
  • Descrever a empresa de forma padronizada, com dados estruturados e nome, endereço e telefone iguais no site e no perfil, para que buscadores e ferramentas de IA identifiquem o negócio.
  • Manter as avaliações em dia, pedindo a opinião de todos os clientes e usando o nome real da empresa no perfil.

Resultados por segmento

SegmentoSem site próprioNota 4,5 ou maisAvaliação recente em destaqueSites com dados de empresa local*
Oficinas mecânicas14 de 2018 de 207 de 200 de 5
Academias11 de 2015 de 209 de 200 de 5
Dentistas10 de 2019 de 207 de 201 de 9
Clínicas de estética6 de 2020 de 2014 de 201 de 13
Restaurantes4 de 2018 de 2017 de 205 de 15
Arquitetura3 de 2019 de 203 de 202 de 17
Contabilidades2 de 2017 de 204 de 203 de 15
Advocacia1 de 2020 de 2013 de 203 de 18
Imobiliárias1 de 2016 de 2016 de 207 de 19
Escolas de idiomas1 de 2019 de 203 de 206 de 17

*Entre os sites que abriram.

Conclusão

Estar no topo do Google Maps é, sem dúvida, uma vantagem. Mas é apenas o começo.

Depois de encontrar no mapa, o cliente quer saber quem é a empresa, o que ela oferece, onde atende, se outras pessoas tiveram uma boa experiência e se as informações que encontrou continuam fazendo sentido ao navegar pelo site, ou ao conversar com uma ferramenta de inteligência artificial.

Por isso, o desafio não é apenas conquistar uma boa posição no Google Maps. É construir uma presença digital que sustente essa posição quando o cliente decidir pesquisar mais. 

Uma nota alta pode chamar a atenção, mas é a qualidade, a velocidade e a consistência das informações que ajudam a transformar essa atenção em contato.

Sobre a Lab Growth

A Lab Growth é uma agência de marketing digital de Curitiba, fundada em 2008. Já atendeu mais de 250 empresas e gerenciou mais de R$ 8 milhões em mídia, com trabalhos em SEO, tráfego pago, criação de sites, conteúdo e redes sociais. As reuniões com clientes são presenciais ou on-line.

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