Gestão de emissões de gases do efeito estufa (GEE) é ‘passaporte verde’ para acessar mercado global
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de junho de 2026
Empresas recorrem à verificação para assegurar inventários de GEE, qualificar projetos de reduções e remoções e garantir transparência, evitando a exclusão em um cenário internacional mais sustentável
Além da responsabilidade ética com a preservação do planeta, atuar em conformidade com padrões internacionais na gestão de emissões de gases do efeito estufa (GEE) surge como um “passaporte verde” para as empresas se protegerem da concorrência global e, também, acessarem mercados internacionais.
Com novas “cartas na mesa”, como o Acordo Mercosul-União Europeia (UE) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM), empresas brasileiras de inúmeros setores, como a indústria e o agronegócio, encontram na norma ISO 14064 – em paralelo com o Programa Brasileiro GHG Protocol – uma solução estratégica para manter a competitividade e promover um crescimento sustentável.
Superar o “funil” regulatório demonstra ser, até mesmo, um diferencial competitivo no atual “tabuleiro” do mundo dos negócios. No campo, o agronegócio brasileiro registrou recordes de exportações em 2025, com o montante de US$ 169,2 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Já a produção industrial acumula alta de 2,8% nos últimos 12 meses a partir de maio deste ano, conforme divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em meio aos atuais fatos políticos e econômicos mundiais, esses números também podem ser abalados pela falta de comprometimento ambiental. Entre as barreiras técnicas, a entrada em vigor do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (MACF) estabelecido pela UE. Por outro lado, a China divulgou a política agrícola, que prioriza a modernização produtiva alinhada à sustentabilidade.
Para as empresas brasileiras não perderem competitividade, os fatos atuam como indicativos sobre a urgência em aprimorar processos para garantir uma produção alinhada com as exigências internacionais. E isso passa exatamente pelo compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental, chancelado pela certificação.
A nova geopolítica do carbono
A descarbonização deixou de ser um discurso simpático em eventos empresariais para consolidar-se como um requisito obrigatório para o acesso a diferentes mercados. Ao bloquearem quem não se ajusta aos padrões rígidos, as normas internacionais incentivam a transição verde, assim como abrem um “mar de oportunidades” para aqueles que estão em conformidade. Para o Brasil, o risco de perder o “bonde da história” é real, caso as companhias não busquem por soluções adequadas.
Nesse contexto, a ISO 14064 surge como a linguagem universal. Enquanto o GHG Protocol fornece a metodologia para a elaboração do inventário corporativo, a ISO estabelece os requisitos para a quantificação e o relato dessas emissões.
Juntas, elas funcionam como o “balanço financeiro” do impacto climático de uma organização, permitindo que empresas de setores diversos, da siderurgia à produção de grãos, falem a mesma língua dos reguladores globais.
O valor da confiança
Outro parâmetro importante para ser levado em consideração é a credibilidade das informações, com o mercado elevando significativamente o rigor contra a divulgação de dados ambientais sem base sólida.
Por isso, a verificação por terceira parte para asseguração independente se transformou no elo entre o dado bruto e a confiança do investidor. Instituição com vasta experiência em normas técnicas e certificações, a Fundação Vanzolini tem desempenhado um papel central nessa transição, auxiliando as empresas nacionais a superarem os obstáculos.
Para o mercado, essa iniciativa reflete a transparência nas ações, assim como representa um alinhamento estratégico com os demais países com relação às boas práticas de ESG. Ao realizar a verificação independente baseada na ISO 14064, a instituição garante que as informações climáticas das organizações sejam transparentes e confiáveis.
Seja na indústria ou no agronegócio, a verificação independente ajuda a identificar gargalos de eficiência, assim como auxilia na implementação dos ajustes necessários para o aprimoramento constante. Em ambos os casos, a gestão eficiente também prepara as empresas para o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
Em conjunto, a tecnologia traz precisão para as empresas, assim como promove inúmeros outros benefícios. Como exemplo, a digitalização no monitoramento de emissões automatiza a captura e análise de dados, minimizando erros humanos e garantindo que cada tonelada de CO₂ equivalente (CO₂ e) seja contabilizada corretamente.
Solução estratégica
A conta para quem ignora essa nova realidade é alta, com a perda de espaço tanto no mercado interno quanto no externo. Por outro lado, empresas que adotam a ISO 14064 e o GHG Protocol conseguem demonstrar maior preparação para políticas climáticas e mecanismos de precificação de carbono.
A gestão de emissões, portanto, supera a responsabilidade socioambiental. Hoje, ela representa a ferramenta de blindagem de faturamento e o passaporte necessário para que o Brasil mantenha seu protagonismo no comércio global.
Portanto, a parceria com instituições certificadoras de renome, como a Fundação Vanzolini, é o que separa as empresas que apenas observam a mudança daquelas que lideram. Para mais informações, acesse: https://vanzolini.org.br.