Due diligence de terceiros: por que as empresas ampliaram o controle?
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 3 de junho de 2026
A diligência orienta investidores e evita que situações externas comprometam a imagem e as finanças de um negócio; tecnologia é o diferencial

Com a agenda ESG (Environmental, Social and Governance) norteando o mundo corporativo, o controle de fornecedores e parceiros ganhou uma relevância ainda maior. Indispensável para aqueles que procuram oportunidades de investimento, a due diligence de terceiros se conecta com a gestão de risco.
Ao trazer à luz possíveis irregularidades ou brechas processuais, a diligência evita que determinadas falhas comprometam a saúde financeira e reputacional de qualquer negócio. O dilema, porém, está em encontrar uma estratégia para “blindar” a companhia, garantindo a conformidade.
Realizada com 600 investidores em 35 regiões, pesquisa da KPMG sobre due diligence de 2024 constatou que 89% dos brasileiros entrevistados acreditam que as questões ESG permeiam a agenda de fusões e aquisições. No entanto, os dados globais demonstraram que 49% identificam a definição do escopo para uma diligência como é um dos principais desafios.
Portanto, embora o mercado reconheça o valor desta prática, a complexidade em fazer corretamente a análise exige encontrar métodos apropriados, com o suporte de ferramentas tecnológicas capazes de transformar dados brutos em segurança operacional.
O que é due diligence aplicada à gestão de terceiros?
Também chamada de diligência prévia de terceiros, este processo promove uma investigação profunda e sistemática sobre a integridade de fornecedores, prestadores de serviço e parceiros de negócio.
Na prática, trata-se de uma análise minuciosa para identificar riscos que, muitas vezes, não são facilmente visualizados, mas que podem causar grandes estragos, como fragilidades no processo de coleta, monitoramento e atualização da documentação.
Para os investidores, a due diligence oferece uma visão ampla e profunda, com dados indispensáveis para a decisão. Já para as companhias, funciona muitas vezes como um “xarope amargo”, mas necessário, evitando que problemas de terceiros se transformem em crises, litígios e prejuízos.
Diferença entre homologação básica e análise aprofundada
Ainda hoje, alguns gestores ainda confundem dois controles com características distintas. A homologação básica é um processo reativo. Funciona como um filtro inicial de documentos, como certidões negativas, CNPJ, licenças, entre outros. Em linhas gerais, avalia se parceiros e fornecedores estão habilitados para operar.
Por sua vez, a due diligence é proativa. Como um detetive, faz uma investigação profunda e bem detalhada e profunda sobre uma companhia, levantando e analisando detalhes sobre as empresas e seus sócios que possam comprometer a saúde financeira ou a imagem da marca.
A importância do processo está na identificação de riscos ocultos em fazer negócios com terceiros aparentemente regulares. Hoje, a falta de uma análise contínua compromete a segurança da instituição.
Para facilitar o entendimento, imagine um parceiro que entregou toda a documentação necessária e foi aprovado. Entretanto, após alguns meses, não renovou uma determinada licença ou falhou com as obrigações trabalhistas, por exemplo.
Como a homologação registrou apenas o “retrato” de um momento, a ausência de um controle ativo e permanente coloca a empresa em risco. O mesmo acontece com análises superficiais que dificilmente identificam riscos ocultos.
Consequências para a reputação e finanças
As falhas na gestão de terceiros cobram um preço alto. Na parte financeira, os impactos causam desde interrupções no fornecimento de insumos e na prestação de serviços até a cobrança de multas e litígios judiciais.
Mas os problemas não atingem somente o “bolso” da empresa. Dependendo do caso, pode também resvalar na imagem da marca, causando danos reputacionais severos. Um escândalo envolvendo um parceiro pode colocar a sua empresa no “olho do furacão”, gerando uma crise reputacional e financeira.
Por isso, a due diligence de terceiros se transformou em um “seguro” para proteger a governança de uma companhia e garantir a transparência nos atos, facilitando até mesmo a proteção necessária em possíveis crises.
Diante disso, muitos questionam: o que fazer para a diligência apresentar os resultados práticos desejados? A eficácia da due diligence de terceiros depende da integração entre a área de compliance e o departamento jurídico.
Dessa forma, enquanto o primeiro define parâmetros éticos e critérios de risco, o segundo determina cláusulas protetivas e desenvolve mecanismos de rescisão em caso de descumprimento das regras.
Com essa atuação conjunta, o trabalho proativo da due diligence de terceiros traduz a sinergia entre as áreas em ações rápidas para a identificação e a eliminação dos riscos.
Importância do monitoramento contínuo
Um equívoco na administração de fornecedores é tratar a due diligence como uma “fotografia estática”. Um parceiro em conformidade pode enfrentar crises financeiras ou mudanças de gestão que alterem seu perfil de risco.
Portanto, o monitoramento contínuo mantém a “guarda alta” durante todo o ciclo de vida da parceria, contribuindo para a construção de uma governança resiliente e se preparando para possíveis imprevistos que surgem pelo caminho.
O dilema aqui está na forma correta de fiscalizar. Como os processos manuais com planilhas simples se demonstraram falhos, o mercado recorreu à tecnologia para qualificar a capacidade de análise.
Desenvolvida pela Valide, a solução de gestão de terceiros exemplifica como inovação pode simplificar processos complexos. Na plataforma especializada, é possível reunir documentos e evidências de conformidade em um ambiente único e auditável.
A automação qualifica o controle, assim como cria históricos detalhados de cada fornecedor que facilitam auditorias futuras. Com o uso de dashboards para acompanhamento de riscos em tempo real, os gestores ganham visibilidade sobre toda a base de parceiros, identificando alertas antes que eles se tornem problemas críticos.
Mais do que uma barreira contra riscos, a due diligence de terceiros atua até mesmo como um diferencial competitivo. Afinal, atuar em conformidade fortalece a posição no mercado, conquistando clientes, parceiros e, também, investidores.
Alcançar essa maturidade na governança, portanto, exige uma estratégia apropriada e, claro, o suporte da tecnologia. Acesse https://validesolucoes.com.br e conheça outros benefícios em contar com a inovação para aprimorar a gestão e eliminar riscos.