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Competições de robótica preparam jovens para os desafios do futuro

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 30 de setembro de 2026

Nova temporada dos torneios First, promovidos pelo Sesi, terá desafios sobre biodiversidade e deve reunir cerca de 2,5 mil estudantes de todo o País

Estimular o interesse pelo aprendizado e criar oportunidades para que os alunos coloquem o conhecimento em prática com foco profissional pode parecer um grande desafio no atual sistema de ensino básico brasileiro, ainda mais diante da rápida transformação tecnológica do mundo.

No entanto, essa é uma realidade nas unidades de ensino do Serviço Social da Indústria (Sesi), que lança neste mês a temporada 2026/2027 do torneio de robótica First Brasil. Parte de uma estratégia de aprendizagem ativa, em que o aluno aprende fazendo, tentando, corrigindo erros e aperfeiçoando, a competição traz, na nova edição, desafios inéditos inspirados no tema da biodiversidade.

A expectativa é de que cerca de 2,5 mil estudantes das cinco regiões do País participem dos torneios promovidos no Brasil, classificatórios para o mundial da First, realizado nos Estados Unidos.

Paulo Mól, diretor-superintendente do Sesi, explica que a robótica não se resume a montar e programar robôs, é preciso pesquisar, criar estratégias, testar possibilidades, lidar com erros e trabalhar em equipe, o que contribui para desenvolver a capacidade crítica e analítica dos estudantes. “O que o Sesi faz, e que acaba sendo muito conectado com a robótica, é estimular cada vez mais os nossos alunos a identificarem problemas e buscarem resoluções. É programação com intenção”, destaca.

Oportunidade para todos

O método aplicado pelo Sesi indica que o ensino prático de disciplinas conhecidas em inglês pela sigla Steam (ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática) impacta diretamente a formação integral dos alunos.

O método coloca o jovem como protagonista, ajuda a reduzir a desigualdade de acesso ao conhecimento tecnológico e desperta o interesse por essas áreas. As competições, por sua vez, buscam fortalecer a conexão entre educação, economia, mercado de trabalho e indústria.

O intuito, de acordo com a instituição, é impulsionar a inovação na educação brasileira para que o País acompanhe as principais economias do mundo. “Nosso objetivo é fazer com que projetos como esse sejam cada vez mais popularizados, cada vez mais inseridos nas comunidades, em todos os lugares”, diz Mol.

A experiência do Sesi mostra que focar educação tecnológica é também investir na capacidade de inovação do País. “Temos um potencial gigante e, quando os alunos são devidamente estimulados, temos condições de potencializar o crescimento da ciência. Quando investimos corretamente e colocamos os recursos para desenvolver esses jovens no Brasil, o retorno acontece.”

A trajetória do Sesi com a robótica começou em 2006, quando a instituição passou a implementar o programa de forma pioneira em suas escolas. Em 2012, assumiu a operação oficial dos programas da First no Brasil e passou a promover os festivais da organização internacional no País.

Desde então, mais de 45 mil estudantes de escolas da rede Sesi e de outras instituições públicas e privadas participaram dos torneios de robótica, colocando seus estudos e conhecimentos à prova. A cada temporada, mais equipes entram na disputa, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo uma comunidade nacional dedicada à ciência, à tecnologia e à inovação.

Legado de conquistas

De 2013 até hoje, os brasileiros conquistaram mais de 190 prêmios internacionais, dentre eles, três títulos mundiais, somente na First Lego League Challenge (FLLC), modalidade que utiliza robôs de Lego e atualmente contempla estudantes de 9 a 15 anos de idade. Com ela, os jovens podem ter contato com a robótica e a educação tecnológica desde cedo, criando uma trajetória de aprendizagem que pode acompanhar diferentes etapas da vida escolar. “O que a gente percebe, com relação aos competidores lá fora, é que, principalmente nas categorias de base, a delegação brasileira chega como franca favorita aos torneios. O Brasil hoje é considerado uns dos países mais bem preparados na construção e na formação de futuros engenheiros e futuros programadores”, conta o diretor-superintendente.

FRASE DE DESTAQUE

“O que o Sesi faz, e que acaba sendo muito conectado com a robótica, é estimular cada vez mais os nossos alunos a identificarem problemas e buscarem resoluções. É programação com intenção”
Paulo Mól, diretor-superintendente do Sesi

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