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Conheça o chateau.ia: Um dos projetos de tecnologia mais ambiciosos do setor de restaurantes nasce em Pernambuco criado  pelo engenheiro de software e empresário Anderson Henrique

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 3 de junho de 2026

Anderson Henrique, criador do chateau.ia. Foto: Divulgação chateau.ia

O Chateau.ia usa inteligência artificial para levar a gestão de uma rede grande ao restaurante de bairro; piloto começou em maio e o lançamento comercial iniciou agora em junho.

Reconhecido como uma das principais referências em inteligência artificial em Pernambuco, o engenheiro de software Anderson Henrique passou mais de oito anos desenvolvendo tecnologia para grandes empresas e governos no Brasil e no exterior antes de mirar um dos setores mais tradicionais — e mais carentes de tecnologia — do país: o de restaurantes.

O descompasso do setor é conhecido por quem trabalha nele. Se a gastronomia brasileira é reconhecida pela técnica e pela criatividade, a gestão de boa parte dos estabelecimentos de pequeno e médio porte ainda é feita com caderno na cozinha, planilhas e sistemas que não conversam entre si. O efeito aparece na margem: desperdício, decisões tomadas no improviso e gestores sobrecarregados.

Foi para atacar esse cenário que Anderson criou o Chateau.ia, uma plataforma de gestão para restaurantes construída com inteligência artificial em todas as camadas. O sistema reúne cozinha, controle financeiro, reservas, delivery e atendimento em um único ambiente, acessível pelo navegador no celular, no tablet ou no computador, sem necessidade de equipamento adicional. A ambição é grande: entregar ao restaurante de pequeno e médio porte um nível de gestão até aqui restrito às grandes redes.

Da tecnologia de larga escala ao food service

A trajetória de Anderson ajuda a explicar a aposta. Ao longo da carreira, participou da construção de algumas das maiores plataformas de comércio eletrônico do Brasil, lidando com volumes elevados de transações diárias, e atendeu clientes nos Estados Unidos e no Reino Unido, liderando equipes técnicas internacionais. No setor público, desenvolveu um aplicativo institucional para a estrutura de governo de Honduras. Também atuou em sistemas de gestão hospitalar e em ferramentas digitais para profissionais de saúde.

Paralelamente, investiu em formação. Acumula cursos e especializações em instituições como a Università Bocconi, na Itália — onde estudou gestão de empresas de alimentação e bebidas —, a Duke University e as universidades da Califórnia em Irvine e San Diego, com foco em ciência de dados, gestão de projetos e big data. É certificado pela Amazon Web Services e pela Google Cloud, com especializações recentes em desenvolvimento com inteligência artificial. Foi o curso de food & beverage na Bocconi, segundo ele, que despertou seu interesse pelo universo dos restaurantes.

“O setor evoluiu muito na qualidade dos produtos e na experiência gastronômica, mas ainda enfrenta gargalos importantes na gestão. Muitos gestores precisam decidir rápido sem ter informações organizadas ou indicadores claros”, afirma.

A IA como parte da operação

A diferença que Anderson aponta em relação a outros sistemas é o lugar que a inteligência artificial ocupa: em vez de recurso complementar, ela está embutida na operação. O exemplo mais concreto é o Kitchen Pass. Antes de o prato ir à mesa, o funcionário aponta a câmera do celular para a montagem, e a tecnologia compara a imagem com o padrão definido pelo restaurante, sinalizando inconsistências. A proposta é manter a consistência dos pratos independentemente do dia ou de quem está na cozinha.

Na área financeira, a plataforma monta um demonstrativo de resultados que pode ser alimentado por digitação, por leitura de notas fiscais ou por comando de voz, devolvendo análises em linguagem simples. O sistema inclui ainda checklists com verificação visual, controle de equipe por níveis de acesso, central de alertas operacionais, reservas integradas ao salão, delivery conectado aos principais marketplaces e um cardápio em realidade aumentada, em que o cliente visualiza os pratos em três dimensões antes de pedir.

Piloto, modelo de negócio e expansão

O Chateau.ia entrou em fase piloto em maio de 2026, com um grupo restrito de restaurantes parceiros — entre eles a rede Forneria 1121, presente em Recife, Natal e Goiânia. O onboarding é acompanhado de perto, modelo escolhido para amadurecer o produto com clientes reais antes da abertura comercial, prevista para junho. A cobrança segue o modelo de assinatura mensal por restaurante (SaaS).

Para o segundo semestre, a empresa planeja ampliar integrações com marketplaces e desenvolver recursos voltados a redes regionais. A internacionalização está prevista para 2027, com estudos iniciais voltados a México, Argentina e Portugal — algo que a arquitetura da plataforma, preparada para diferentes moedas e regiões, já comporta.

Para Anderson, o objetivo de fundo é de acesso. “Durante muito tempo, apenas as grandes redes tiveram acesso a processos sofisticados de controle, análise e tomada de decisão. A inteligência artificial permite mudar esse cenário”, diz. “A tecnologia deve assumir o trabalho repetitivo de monitoramento e auditoria, para que o empresário tenha tempo de criar experiências, desenvolver produtos, liderar pessoas e fazer o negócio crescer.

Saiba mais: chateauia.com · Instagram @chateauia.oficial

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