Febraban Tech 2026 chega ao último dia com John Maeda e avanço dos investimentos em tecnologia
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 26 de agosto de 2026
Keynote speaker discute tecnologia, criatividade e inteligência artificial; painel sobre a “Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária” destacará a consolidação dos canais digitais no relacionamento entre bancos e clientes
São Paulo, 26 de agosto de 2026 – O terceiro e último dia do Febraban Tech 2026, nesta quarta-feira (26/08), coloca em perspectiva a próxima geração da transformação tecnológica do sistema financeiro. Entre os destaques da programação estão o keynote speaker John Maeda, referência internacional em tecnologia, design e inovação, e o debate sobre os resultados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, que revela o avanço da digitalização, o aumento dos investimentos em tecnologia e os novos desafios para os bancos brasileiros.
O painel sobre a pesquisa será realizado às 10h, no Auditório Febraban, com Francesco di Marcello, diretor-executivo de Tecnologia e CIO do Bradesco; Rodrigo Mulinari, diretor de Tecnologia do Banco do Brasil; e Sergio Biagini, sócio-líder para o setor de Banking & Capital Markets da Deloitte Brasil. A moderação será de Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban.
A discussão ocorre no contexto da divulgação dos novos dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte. O levantamento mostra que os investimentos dos bancos brasileiros em tecnologia devem alcançar R$ 50,4 bilhões em 2026, alta de 8% em relação a 2025 e de 58% nos últimos cinco anos.
Os números também dimensionam a consolidação dos canais digitais no relacionamento entre bancos e clientes. Em 2025, foram realizadas 240,8 bilhões de transações bancárias, das quais 83% ocorreram por canais digitais. O celular respondeu sozinho por 78% do total, enquanto o mobile banking alcançou 187,5 bilhões de transações, crescimento de 169% em cinco anos.
A digitalização também mudou o perfil de uso dos serviços financeiros. Segundo a pesquisa, 76% da base de usuários digitais é formada por heavy users, consumidores que realizam mais de 80% de suas transações em um único canal.
Entre as prioridades tecnológicas dos bancos, cloud e Inteligência Artificial Generativa aparecem empatadas, com 84% das instituições apontando cada uma delas entre os temas prioritários do orçamento. Ao mesmo tempo, cerca de 60% dos bancos ainda estão em fases iniciais de adoção de inteligência artificial, indicando que o setor vive uma etapa de experimentação e construção de casos de uso com potencial de expansão.
Após o painel da pesquisa, John Maeda subirá ao palco do Auditório Febraban, às 10h50. Professor do MIT Media Lab, ex-presidente da Rhode Island School of Design e autor de cinco livros, entre eles How to Speak Machine, Maeda discutirá a relação entre tecnologia e criatividade e os impactos da inteligência artificial sobre a forma como empresas e profissionais trabalham.
Sua apresentação fecha a agenda de keynotes internacionais do evento, que, ao longo de três dias, colocou a inteligência artificial no centro das discussões sobre o futuro do setor financeiro. No último dia, o debate avança para uma questão que ganha relevância à medida que a tecnologia se torna mais autônoma: como incorporar novas capacidades tecnológicas aos negócios sem perder de vista pessoas, cultura, governança e tomada de decisão.
O último dia também aborda a evolução dos ativos digitais, com debates sobre tokenização da economia e avanço das stablecoins, além dos desafios regulatórios e de governança necessários para ampliar sua adoção.
Os debates desta quarta-feira reforçam uma das questões que atravessam o Febraban Tech 2026: a próxima etapa da transformação financeira dependerá não apenas do avanço das novas tecnologias, mas da capacidade das instituições de integrá-las aos negócios, às pessoas e às necessidades de uma sociedade cada vez mais digital.
As discussões do Febraban Tech 2026 serão distribuídas em trilhas temáticas que abordam os principais desafios para o futuro do setor financeiro e da economia digital:
- Agentes de IA em rede: é o fim da Era dos Assistentes?
- Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA
- Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação
- A guerra invisível da cibersegurança
- Meios de Pagamento: quem paga a conta da inovação?
- Open Finance: segurança e privacidade vs. interoperabilidade
- Do big data ao real-time intelligent banking
- Inovação resiliente: cloud, data centers e a nova engenharia do setor
- O Drex e a corrida global pelas stablecoins
- Tecnologias em ascensão reprogramam os setores
- Finanças embarcadas e a convergência intersetorial
- Transition Finance: como o capital está moldando a Economia Verde
- A jornada das fintechs: maturidade, regulação e confiança
Além da programação de conteúdo, o Febraban Tech 2026 apresentará novidades em infraestrutura e experiência para participantes e expositores. O congresso contará com dez auditórios, estúdios, área de workshops e espaços dedicados ao bem-estar. Entre as novidades está o Auditório Imersão, que combinará recursos visuais avançados e cenografia interativa para integrar tecnologia e experiência humana.
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