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Quiosque em shopping: como escolher o ponto certo para seu negócio
Por PulseBrand

Quiosque em shopping: como escolher o ponto certo para seu negócio

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 16 de junho de 2026

Você já pensou em montar um negócio em shopping e logo imaginou um quiosque? Para entender o que realmente decide o sucesso desse modelo, conversamos com Walter Andrade, diretor da Dots Hunters e especialista em pontos comerciais, que há dez anos atua no setor de franquias e já realizou estudos de geomarketing para mais de 5.500 operações em todo o Brasil.

No varejo atual, o quiosque virou uma das portas de entrada mais inteligentes para o empreendedorismo, sobretudo no franchising. Em uma sociedade em que tempo é um ativo precioso e a conveniência manda no consumo, ele coloca produtos e serviços diretamente no caminho do cliente. Não à toa, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o formato já movimenta bilhões de reais por ano e ocupa uma fatia cada vez maior do setor.

Mais que uma loja em miniatura

Reduzir o quiosque à ideia de “loja pequena” é não compreender o modelo. Ele nasce de uma lógica própria: ocupar pouco espaço em pontos de grande circulação e converter passagem em venda. Sem as exigências de obra, estoque amplo e layout elaborado de um ponto tradicional, ganha agilidade e enxuga a estrutura ao essencial.

Essa configuração obriga a uma curadoria rigorosa de produtos. Em vez de variedade, o foco recai sobre os itens de maior giro e margem, o que tende a tornar a operação mais rentável por metro quadrado. Some-se a isso o custo reduzido de energia e pessoal, com o próprio dono à frente do negócio, e a mobilidade que o formato permite: realocar um ponto que não rende é uma manobra simples diante do peso de mudar uma loja inteira.

Há ainda uma vantagem pouco lembrada. O quiosque é uma ótima opção para quem deseja iniciar a operação antes mesmo de concluir toda a reforma e instalação de uma loja.

Onde instalar faz toda a diferença

No varejo, a máxima “localização, localização, localização” vale ainda mais para um quiosque. “É no ponto que o negócio nasce ou morre. Errar nessa escolha não é um tropeço, é uma sentença: você enterra o investimento antes mesmo de a operação respirar”, resume Andrade. Para ele, conhecer a cidade não basta: é preciso analisar dados de fluxo, perfil demográfico e comportamento de consumo antes de fechar o contrato.

O especialista recomenda visitar o shopping em dias e horários diferentes para observar não só quantas pessoas passam, mas como passam. Estão apressadas, usando o corredor só como passagem, ou em ritmo de passeio, abertas a novidades? Corredores que levam a praças de alimentação, cinemas e grandes lojas âncora costumam ter fluxo mais qualificado.

A posição no corredor pesa mais que a região do país. As áreas mais disputadas ficam perto da praça de eventos, da praça de alimentação e do corredor central, onde a locação varia, em média, de R$ 12 mil a R$ 16 mil por mês. Em um shopping de área nobre no Rio de Janeiro, o valor pode chegar a R$ 26 mil. Ainda assim, estar em área nobre não garante venda. “O mais importante é avaliar a estratégia de ancoragem e a sinergia com o fluxo predominante”, explica.

Os negócios que combinam (e os que não combinam) com o formato

Nem todo segmento se adapta a um quiosque. Setores que vão muito bem são o alimentício, perfumes e cosméticos e produtos pet, todos marcados pela compra por impulso e pelo alto giro.

Já agências de viagem, serviços de manicure e atividades consultivas tendem a não compensar, porque o consumidor busca atendimento personalizado e foco na experiência, algo que o ambiente de passagem dificilmente oferece.

Andrade reforça que tentar vender para todos é um erro clássico. “Não existe negócio capaz de atender da classe A à E ao mesmo tempo. Antes de pensar em vender, o empreendedor precisa saber exatamente para quem aquela unidade fala, qual é o público que circula e consome ali”, diz. Uma operação de cosméticos, por exemplo, tende a render mais perto de grandes lojas de departamento e moda, ou em corredores de beleza e autocuidado.

Para escolher o ponto ideal com base em dados, agende uma consultoria completa de escolha de ponto comercial no site da Dots Hunters.

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