Internet do Brasil ganha novo caminho até a Europa com a Huge Networks
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 13 de outubro de 2026
Um recorde que passa despercebido
O Brasil bateu, em 2026, um recorde de mais de 55 Tbps de tráfego agregado de internet, segundo o NIC.br, entidade que administra o IX.br, o conjunto de pontos de troca de tráfego do país, o tráfego agregado nesses pontos, atingiu em 2026 um pico recorde de 55 Tbps, dos quais cerca de 36 Tbps passaram apenas pelo IX.br São Paulo. Por trás desse número gigantesco existe uma pergunta que o usuário final nunca faz: por onde, exatamente, esses dados passam até chegar do outro lado do Atlântico? Até pouco tempo, a resposta era quase sempre a mesma, uma escala nos Estados Unidos antes de seguir para a Europa, herança de uma geografia de cabos submarinos concentrada historicamente na costa leste americana.
O novo mapa da conexão
A Huge Networks, empresa brasileira de infraestrutura digital, mudou essa rota para a própria rede. A empresa contratou capacidade no sistema de cabo submarino EllaLink, que liga Fortaleza, no Ceará, diretamente a Sines, em Portugal, sem passar pela América do Norte. Segundo dados da própria EllaLink, a latência nesse trecho é inferior a 60 milissegundos. Dali, o tráfego segue por infraestrutura terrestre até o ponto de presença da Huge Networks em Frankfurt, na Alemanha, fechando o trajeto Fortaleza, Portugal, Frankfurt. “Nossos clientes trocam cada vez mais tráfego com a Europa, e queríamos dar a eles o caminho mais curto e, principalmente, um segundo caminho”, conta Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.
Por que ter um segundo caminho importa mais do que parece
A rota pela Europa não substitui a que já existia pelos Estados Unidos, ela se soma a essa rota, formando um anel dentro da rede autônoma AS264409 da Huge Networks. Na prática, isso funciona como um plano B automático: se um dos caminhos falhar, o tráfego segue pelo outro sem que o usuário perceba a mudança. “Hoje temos duas rotas independentes para a Europa, uma pelos Estados Unidos e outra por Portugal. Se uma delas tiver um problema, o tráfego segue pela outra e o cliente nem percebe”, diz Nascimento. É esse tipo de engenharia, invisível para quem usa o serviço, que sustenta o backbone global de alta performance da empresa, hoje com pontos de presença em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt, Londres e diversas localidades do Brasil.
Quem está do outro lado da tela
Empresas brasileiras com clientes ou operação na Europa sentem esse ganho primeiro, assim como plataformas digitais e grupos com filiais no continente. O mesmo vale para empresas europeias que atendem usuários no Brasil e dependem de baixa latência para não perder qualidade de experiência. Provedores de internet e operadoras regionais que contratam trânsito IP da Huge Networks passam a entregar aos assinantes conteúdo hospedado na Europa por um caminho mais curto, com uma rota alternativa pronta para entrar em ação se algo falhar no meio do caminho.
A engrenagem por trás da rota
A ativação da rota europeia acontece dois meses depois de a Huge Networks ampliar sua estrutura no Brasil, com quatro novas interconexões em São Paulo e Miami e mais 2 Tbps de capacidade de trânsito somados com os provedores GTT, Cogent e Cirion, alcançando mais de 18 mil redes por meio de uma única interconexão em ponto de troca de tráfego. “A rede cresce em capacidade, em alcance e agora em diversidade de caminhos”, resume o executivo. Essa engrenagem também sustenta a linha HugeGuard de proteção contra ataques DDoS da empresa, já que tráfego limpo só cumpre sua função se chegar rápido e sem interrupções ao destino.
No fim, o que muda para quem está do outro lado da tela é simples de sentir e difícil de perceber: menos espera, menos chance de interrupção. Conheça a rede da Huge Networks e as rotas que conectam o Brasil ao mundo.
Sobre a Huge Networks
A Huge Networks é uma empresa brasileira de infraestrutura digital e cibersegurança. Opera a rede AS264409, com pontos de presença no Brasil e em Miami, Los Angeles, Nova York, Frankfurt e Londres, e oferece proteção contra ataques DDoS com a linha HugeGuard (Cloud, Wall e Hybrid), nuvem com o HugeCloud e trânsito IP. A empresa é certificada ISO 27001 e foi reconhecida no ISG Provider Lens 2026. Mais informações em https://www.huge-networks.com.
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