Huge Networks cria nuvem com proteção contra ataques DDoS nativa
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 1 de outubro de 2026
Na maior parte dos projetos de computação em nuvem, a segurança chega em uma segunda etapa. A empresa contrata a infraestrutura, coloca as aplicações no ar e só então avalia como protegê-las contra ataques. A Huge Networks, empresa brasileira de cibersegurança fundada em 2014, estruturou a HugeCloud, sua plataforma de computação em nuvem, a partir da lógica oposta: a proteção já faz parte do ambiente quando o primeiro servidor é criado.
Proteção incluída em todos os planos
A HugeCloud foi desenvolvida integralmente no Brasil e funciona dentro da mesma rede que a Huge usa para mitigar ataques DDoS (Distributed Denial of Service). Esses ataques tentam tirar sites e sistemas do ar com um volume de requisições superior ao que a estrutura consegue absorver. Na plataforma, a proteção anti-DDoS entra em todos os planos, sem contratação à parte.
“O caminho comum é a empresa contratar a nuvem e depois sair atrás de proteção. Aqui a ordem se inverte. O servidor já sobe dentro de uma rede que mitiga ataques todos os dias”, afirma Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.
A rede veio antes da nuvem
A base técnica da plataforma foi construída pela empresa desde a sua fundação. A rede de mitigação da Huge tem capacidade superior a 30 Tbps e protege mais de mil companhias. Dados de setembro de 2026 do bgp.tools, plataforma que monitora o roteamento da internet, colocam a empresa em quinto lugar no Brasil em AS Cone, indicador que mede quantas redes chegam à internet por meio de uma infraestrutura, com cerca de 1.400 sistemas autônomos no cone de clientes. No mesmo levantamento, ela aparece em quarto lugar no país em Known Peers, que contabiliza conexões diretas com outras redes.
“Passamos mais de uma década construindo uma rede para proteger empresas de ataques. A parte mais difícil de uma nuvem, que é a infraestrutura de rede, nós já tínhamos. Faltava colocar computação em cima dela”, diz Nascimento.
Avaliações independentes
A operação de segurança também passou por avaliações externas em 2026. Em setembro, a Huge recebeu da BSI (British Standards Institution) a certificação ISO/IEC 27001:2022, padrão internacional de gestão de segurança da informação. No mesmo ano, foi classificada como Product Challenger em XDR (Extended Detection and Response) pelo ISG Provider Lens, estudo da consultoria ISG (Information Services Group) que avalia provedores de tecnologia.
Estrutura e contrato
A HugeCloud opera com zonas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre, o que mantém os dados no país, sob a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). A cobrança é feita em reais, com o tráfego de saída incluído nos planos. O contrato prevê SLA (acordo de nível de serviço) e suporte 24 horas por dia, sete dias por semana, com engenheiros que atendem em português.
Para gestores de tecnologia, a proposta elimina uma etapa do projeto. Em vez de montar a nuvem e depois buscar fornecedores de proteção, a empresa começa a operar com a defesa contra ataques já ativa, apoiada pela estrutura sobre a qual a Huge construiu sua trajetória em cibersegurança.
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