Tarifa dinâmica reacende debate sobre preços em transporte intermediado por aplicativo; setor lidera alta do IPCA em 2025
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 25 de março de 2026
SÃO PAULO, 25 de março de 2026 /PRNewswire/ — O transporte intermediado por aplicativos foi o item com maior aumento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025. Segundo dados consolidados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços subiram 56,08% em todo o país no último ano. Em São Paulo, a alta foi de 46,51%, acompanhando o movimento nacional que colocou o serviço como o que mais encareceu para o consumidor no período. Essa alta expressiva no valor das corridas por aplicativo em 2025 reacendeu o debate sobre os modelos de precificação adotados pelo setor. Em meio ao avanço da tarifa dinâmica nas principais plataformas, empresas como a inDrive, que operam em formatos alternativos de preços combinados entre passageiro e motorista parceiro, ganham ainda mais relevância.
Um dos principais fatores por trás dessa disparada é a chamada tarifa dinâmica no cálculo do índice, evidenciando como os preços das viagens passaram a variar de forma mais intensa e imprevisível, especialmente em horários de pico, grandes eventos, mudanças climáticas ou momentos de alta demanda. Criada há mais de uma década, ela surgiu com o objetivo de equilibrar oferta e demanda dentro dos aplicativos. “Quando há mais passageiros do que motoristas parceiros disponíveis, por exemplo, o preço sobe para reduzir a demanda e incentivar mais parceiros a aceitarem corridas naquela região”, explica Stefano Mazzaferro, General Manager da região Sul da América Latina na inDrive.
Mas, segundo o executivo, o modelo inicialmente era mais transparente: “O aumento pago pelo passageiro era quase proporcional ao ganho do motorista parceiro. Hoje, os algoritmos mudaram, se tornaram altamente baseados em IA e machine learning, e operam como uma caixa preta que define automaticamente valores e corridas”, explica. Isso porque nos últimos anos, empresas do setor passaram a utilizar o preço dinâmico também como ferramenta de otimização de receita, e não apenas de reequilíbrio do marketplace. O resultado tem sido um aumento de questionamentos tanto por parte dos usuários, que relatam pagar até duas ou três vezes mais pelo mesmo trajeto, enquanto motoristas parceiros nem sempre veem o repasse integral desse aumento.
A imprevisibilidade de preços, somada às variações no tempo de espera e cancelamentos, impactam diretamente a confiança do consumidor. “Quando o aplicativo vira a principal forma de deslocamento, o usuário espera consistência e previsibilidade. O que temos visto é um aumento de atrito na experiência”, destaca o executivo.
Modelo alternativo sem tarifa dinâmica
Nesse contexto de forte pressão no bolso do consumidor, a inDrive se consolida como um contraponto ao modelo dominante do setor. A plataforma não utiliza tarifa dinâmica nem definição unilateral algorítmica de preços ou corridas. No aplicativo, o usuário sugere o valor da viagem dentro de uma faixa recomendada e combina diretamente com o motorista parceiro antes de começar. Ele pode então aceitar, recusar ou apresentar uma contraproposta, e o passageiro escolhe com quem quer viajar com base em informações como avaliação, modelo do veículo e distância. “A tecnologia continua sendo essencial, inclusive para sugerir uma faixa de preço com base em oferta, demanda e geolocalização. Mas o acordo final é sempre construído entre as duas partes”, explica.
IA, gestão algorítmica e regulação
A discussão sobre precificação também se conecta a um debate mais amplo sobre o uso de inteligência artificial na gestão das plataformas. De acordo com Mazzaferro, a adoção de IA é irreversível, mas levanta questionamentos sobre o que especialistas chamam de “subordinação algorítmica”, quando algoritmos passam a exercer funções típicas de gestão, como definição de tarefas, remuneração e avaliação de desempenho. Diante do cenário de encarecimento acelerado do transporte intermediado por aplicativo, a polêmica sobre modelos de precificação, transparência e equilíbrio entre consumidor e motorista parceiro tende a ganhar ainda mais relevância em 2026.
Para a inDrive, o avanço da regulação precisa considerar a diversidade de modelos existentes no mercado e preservar a autonomia de todos. “O debate deve avançar com equilíbrio e responsabilidade. Defendemos regras claras, que reconheçam as diferenças entre os modelos de negócios da plataforma e preservem a autonomia dos nossos parceiros. É fundamental garantir liberdade de escolha, transparência e relações justas, em um ambiente sustentável tanto para quem gera renda, quanto para o mercado e os usuários, que dependem do nosso serviço no dia a dia”, conclui Mazzaferro.
Sobre a inDrive:
A inDrive é uma plataforma global de mobilidade e serviços urbanos. Seu aplicativo foi baixado mais de 400 milhões de vezes e foi o segundo de mobilidade com mais downloads pelo quarto ano consecutivo. Além da intermediação de transporte individual de passageiros por aplicativo, a inDrive oferece uma lista crescente de serviços urbanos, incluindo intermediação de transporte individual de passageiros intermunicipal e de entregas. Em 2023, a empresa lançou o New Ventures, um braço de empreendimentos e fusões e aquisições.
A inDrive opera em 1065 cidades em 48 países. Impulsionada por sua missão de combater as injustiças, a empresa está comprometida em causar um impacto positivo na vida de um bilhão de pessoas até 2030. Ela busca atingir esse objetivo tanto por meio de seu negócio principal, que apoia comunidades locais com um modelo de preços justos, quanto pelo trabalho de seus programas de impacto.
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FONTE inDrive

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