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Imposto sobre cigarros: 78% dos brasileiros veem alta tributária como incentivo ao mercado ilegal, diz pesquisa encomendada pelo FNCP

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de abril de 2026

Maioria dos brasileiros enxerga que comércio clandestino financia o crime organizado e é questão de segurança pública

SÃO PAULO, 14 de abril de 2026 /PRNewswire/ — O aumento da carga tributária sobre cigarros, anunciado pelo Governo Federal nesta semana, reacende uma preocupação já apontada pela população: 78% dos brasileiros acreditam que elevar impostos no setor incentiva a ilegalidade, ao encarecer o produto formal e ampliar o espaço para alternativas clandestinas mais baratas. O dado é da pesquisa do Instituto Locomotiva, divulgada recentemente pelo Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

O excesso de taxação é visto como principal vetor de expansão do mercado de cigarros ilegais pela maioria dos brasileiros (52%). Especialistas alertam que a medida do governo pode estimular a migração do consumidor para o mercado ilegal, que não recolhe tributos e financia o crime organizado.

A desinformação contribui para o problema. Sete em cada dez brasileiros afirmam ter dificuldade para diferenciar produtos legais e ilegais, enquanto mais da metade (53%) desconhece a existência do preço mínimo para cigarros estabelecido em lei. Na prática, isso facilita a circulação de mercadorias irregulares, muitas vezes vendidas abertamente.

“A população já percebe que políticas baseadas exclusivamente no aumento de impostos tendem a ter efeito limitado sobre o consumo e acabam fortalecendo mercados paralelos”, afirma Edson Vismona, presidente do FNCP.

A pesquisa mostra, ainda, que a população não acredita na efetividade do enfrentamento à ilegalidade no país. Apenas um em cada dez brasileiros entende que o comércio ilegal de cigarros é bem fiscalizado, indicando um ambiente favorável à expansão desse mercado.

O Decreto publicado em 07 de abril pelo Ministério da Fazenda eleva a alíquota do IPI de 2,25% para 3,5% e o preço mínimo da cartela de cigarros de R$ 6,50 para R$ 7,50. A medida faz parte de um pacote para compensar a perda de arrecadação com a isenção de tributos sobre combustíveis como biodiesel e querosene de aviação.

Financiamento do crime organizado

A pesquisa do Instituto Locomotiva também aponta que 9 em cada 10 brasileiros associam o comércio ilegal de cigarros ao financiamento do crime organizado, evidenciando que o tema vai além da esfera econômica. Sete em cada dez entrevistados reconhecem que a falsificação e o contrabando são problemas graves de segurança pública no Brasil e um risco para a sociedade.

Para Vismona, “o combate ao mercado ilegal de cigarros é uma agenda estratégica de segurança pública, que exige integração entre fiscalização e políticas tributárias equilibradas para combater a ilegalidade”.

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FONTE FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade)

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