NAvegue pelos canais

Paulo Narcélio Simões Amaral,  economista, aponta  que governança corporativa se torna condição de longevidade empresarial
Por PressWorks

Paulo Narcélio Simões Amaral, economista, aponta que governança corporativa se torna condição de longevidade empresarial

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 24 de abril de 2026

Economista analisa como transparência, controles e compliance impactam acesso a crédito e atração de investimentos

A governança corporativa tem deixado de ocupar um espaço secundário nas estratégias empresariais para se consolidar como um dos principais fatores de sustentação dos negócios no longo prazo. Em um cenário de juros elevados, maior rigor regulatório e investidores mais criteriosos, práticas como transparência, controles internos e compliance passaram a influenciar diretamente o custo de capital e a capacidade de expansão das companhias.

O economista Paulo Narcélio Simões do Amaral, formado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações internacionais, afirma que a governança deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma exigência do mercado.

Com mais de 30 anos de experiência como CEO e CFO em setores como telecomunicações, mídia, tecnologia e energia, ele atua em reestruturação empresarial e gestão de investimentos. “Empresas que não adotam boas práticas de governança enfrentam mais dificuldade para acessar crédito e atrair investidores, especialmente em ambientes de maior aversão ao risco”, diz.

Governança e custo de capital

Dados do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) indicam que companhias com estruturas consolidadas de governança tendem a apresentar menor volatilidade e maior resiliência em momentos de crise. Já levantamento da PwC mostra que investidores institucionais consideram critérios de governança determinantes na alocação de recursos.

Segundo Narcélio, esse movimento tem efeito direto sobre o custo de capital. “Quanto maior a transparência e a previsibilidade, menor tende a ser a percepção de risco por parte de credores e investidores”, afirma. Na prática, isso pode resultar em condições mais favoráveis de financiamento, tanto no sistema bancário quanto no mercado de capitais.

Transparência e qualidade da gestão

Além do impacto externo, a governança corporativa também altera a dinâmica interna das empresas. Para Narcélio, a adoção de processos estruturados melhora a qualidade das decisões e reduz riscos operacionais. A governança melhora a qualidade da informação, fortalece a tomada de decisão e reduz riscos operacionais e financeiros”, diz. Ele destaca que controles mais rigorosos e políticas claras contribuem para maior previsibilidade de resultados e eficiência na gestão.

Avanços regulatórios e pressão do mercado

No Brasil, o fortalecimento da governança está associado a mudanças regulatórias e à maior exigência de investidores. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central têm ampliado normas relacionadas à transparência, prestação de contas e gestão de riscos.

Ao mesmo tempo, investidores estrangeiros passaram a demandar padrões mais elevados, alinhados a práticas internacionais. Esse cenário tem levado empresas de diferentes portes a rever suas estruturas e processos.

Expansão entre empresas de médio porte

De acordo com Narcélio, a governança deixou de ser uma agenda restrita a grandes companhias. Empresas de médio porte, especialmente aquelas em fase de crescimento ou em busca de novos investimentos, também passaram a adotar essas práticas.

“A governança não é mais exclusiva de grandes corporações. Ela se tornou um instrumento essencial para empresas que querem escalar com consistência e reduzir vulnerabilidades”, afirma.

Tendência de consolidação

Estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que boas práticas de governança estão associadas ao desenvolvimento dos mercados financeiros e ao aumento da confiança dos investidores.

No Brasil, esse cenário se reflete no desempenho de empresas listadas em segmentos com regras mais rígidas, como o Novo Mercado da B3. Para Paulo Narcélio, a tendência é de consolidação desse movimento. “Não se trata mais de uma escolha estratégica, mas de uma condição para a sobrevivência e longevidade das empresas”, conclui.

Sobre Paulo Narcélio Simões Amaral

Paulo Narcélio Simões Amaral é economista formado pela UERJ, com MBA em Finanças e especializações em INSEAD e Wharton. Com mais de 30 anos de experiência, atuou como CEO e CFO em empresas de telecomunicações, mídia, tecnologia e energia. Dedica-se à reestruturação empresarial, gestão de investimentos e consultoria em tecnologia e logística portuária.

A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da PressWorks

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe