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Indústrias e distribuidoras faturam mais mas lucram menos: agentes de IA prometem reverter a equação
Por PressWorks

Indústrias e distribuidoras faturam mais mas lucram menos: agentes de IA prometem reverter a equação

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 17 de julho de 2026

Consultoria paulistana desenvolve “colaboradores digitais” que assumem o back-office de empresas do middle market e projeta aumento médio de 15% na margem de lucro em três meses

Uma indústria com R$ 50 milhões de faturamento anual pode ter um ERP moderno, um CRM implementado e mesmo assim manter vinte pessoas dedicadas a controlar pedidos, conferir notas fiscais, acompanhar entregas e alimentar planilhas. O sistema existe, mas o processo ainda depende de gente. E gente custa, erra, tira férias e não trabalha às três da manhã.

Esse paradoxo é o terreno em que a Beyond the Bytes, consultoria de tecnologia sediada em Pinheiros, São Paulo, passou a atuar de forma prioritária. A empresa desenvolve agentes autônomos de inteligência artificial para assumir funções inteiras de back-office em indústrias, distribuidoras e empresas de serviços tradicionais, e projeta um aumento médio de 15% na margem de lucro de seus clientes dentro de três meses de trabalho.

“Essas empresas já investiram em tecnologia. O problema é que a tecnologia que compraram organiza dados, mas não executa processos”, afirma Luca Dillenburg, CEO e cofundador da Beyond the Bytes. “Alguém ainda precisa pegar a informação do ERP, cruzar com o pedido, ligar pro fornecedor e atualizar a planilha. Esse alguém é caro, e é exatamente onde os agentes entram.”

Os agentes desenvolvidos pela consultoria não funcionam como assistentes que ajudam um colaborador a trabalhar mais rápido. Eles assumem fluxos operacionais completos de ponta a ponta, integrando os sistemas já existentes na empresa e operando de forma contínua, sem interrupção. Na prática, a Beyond the Bytes os descreve como colaboradores digitais: executam tarefas de análise de crédito, faturamento de pedidos, emissão de notas fiscais, compras, controle logístico e rotinas administrativas sem gerar encargos trabalhistas, sem precisar de treinamento recorrente e sem depender de supervisão constante. Também não demandam processo seletivo, equipamentos dedicados, licenças de software individuais nem plano de progressão de carreira, custos indiretos que pesam especialmente em operações com alto turnover.

O impacto direto é sobre a margem. Empresas do middle market com estruturas de back-office pesadas costumam ver boa parte do faturamento consumida por folha e custos operacionais fixos. Ao automatizar essas camadas, a Beyond the Bytes aposta que é possível crescer receita sem crescer estrutura, o que na prática significa mais lucro por real faturado.

Além da automação de processos, a consultoria unifica os dados de CRM, ERP e outros sistemas em um painel centralizado, eliminando decisões tomadas com base em informação fragmentada ou desatualizada. O efeito colateral, segundo a empresa, é igualmente relevante: sócios e diretores que hoje gastam horas no operacional passam a ter visibilidade real do negócio e capacidade de atuar estrategicamente.

“O empreendedor de indústria ou distribuidora não abriu a empresa para aprovar pedido de compra ou resolver problema de entrega”, diz Dillenburg. “Mas é isso que ele faz todos os dias, porque sem ele a operação trava. Quando a operação roda sozinha, ele volta a ser o dono do negócio.”

O cenário tem contexto. Segundo a Pesquisa de Inovação Semestral do IBGE, realizada em parceria com a ABDI e a UFRJ, o número de empresas industriais brasileiras que utilizam IA saltou 163% entre 2022 e 2024, chegando a 41,9% do setor. Mas o avanço esconde uma contradição: apenas 5% das companhias pesquisadas utilizam tecnologias digitais de forma integrada, e menos de 23% afirmam ter infraestrutura de dados adequada. Ou seja, a maioria adotou ferramentas, mas não reorganizou os processos ao redor delas. Pesquisa da Abiacom aponta que 72% das empresas brasileiras ainda estão nos estágios iniciais ou experimentais de adoção de IA, com baixa maturidade estratégica.

“A empresa comprou o ERP, implantou o CRM, treinou a equipe em ferramentas de IA, e no final do mês ainda tem dez pessoas recebendo pedidos, emitindo nota fiscal, fazendo análise de crédito e alimentando sistema manualmente”, diz Luca Dillenburg, CEO da Beyond the Bytes. “O problema nunca foi falta de tecnologia. Foi não redesenhar o processo que a tecnologia deveria substituir.”

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