Erros no currículo ainda derrubam candidatos antes da entrevista
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 28 de abril de 2026
Falta de clareza e dificuldade em destacar resultados seguem entre os principais motivos de desclassificação logo na triagem, alerta a Catho
O currículo continua sendo a principal porta de entrada para uma nova oportunidade profissional, mas também um dos maiores pontos de eliminação de candidatos. De acordo com Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora da Catho, plataforma gratuita de empregos, falhas na construção desse documento ainda são determinantes para que profissionais sejam descartados antes mesmo da primeira entrevista, especialmente em processos mais concorridos e para posições de maior senioridade.
Entre os erros mais frequentes, conforme a diretora, está a falta de objetividade. Currículos longos, com excesso de informações pouco relevantes ou descrições genéricas de atividades dificultam a leitura e não deixam claro o diferencial do candidato.
“Outro tópico que requer atenção é a apresentação dos resultados alcançados. Muitos profissionais descrevem as responsabilidades, mas não evidenciam conquistas, números ou impactos gerados ao longo da carreira, o que reduz significativamente a atratividade do curriculo ”, complementa Suzuki.
A desorganização também aparece como um fator crítico para a especialista. Informações pouco estruturadas, erros de português e falta de formatação comprometem a apresentação do profissional por meio do currículo e podem transmitir falta de atenção aos detalhes. Além disso, inconsistências entre experiências, datas ou cargos levantam dúvidas sobre a veracidade das informações.
“Junto a isso, o desalinhamento com a vaga também é um erro comum e prejudicial. Ao compartilhar currículos genéricos para diferentes oportunidades, o profissional tende a não performar bem nos processos seletivos. A ideia é ser objetivo compatível com o que o candidato está buscando na carreira”, destaca Patricia.
Dados da última Pesquisa de Jovens da Catho, realizada em 2025, reforçam esse cenário: 62% dos jovens afirmam ter dúvidas na hora de montar o currículo, o que evidencia a dificuldade em transformar experiências em uma apresentação clara, estratégica e atrativa para os recrutadores, seja no início da carreira ou para profissionais que buscam crescimento ou transição de área.
“O currículo precisa contar uma história coerente e orientada a resultados. Um erro comum é listar tarefas sem mostrar o impacto do trabalho realizado. O recrutador quer entender rapidamente qual foi a contribuição daquele profissional e como ela pode se conectar com a vaga em aberto, sem se esquecer de adaptar o currículo para cada oportunidade, destacando as experiências mais relevantes para aquela posição específica”, conclui a diretora de RH.
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