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A nova fronteira da TI: como acelerar com IA sem ampliar riscos
Por Divulgação

A nova fronteira da TI: como acelerar com IA sem ampliar riscos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 23 de abril de 2026

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para se consolidar como um dos principais vetores de transformação nas áreas de tecnologia. Ao encurtar ciclos de desenvolvimento, aprimorar a tomada de decisão e aumentar a precisão das entregas, a IA está redefinindo a forma como projetos de TI são planejados e executados dentro das organizações.

O que antes levava meses ou até anos para sair do papel, agora pode ser estruturado e entregue em prazos significativamente menores. Essa aceleração, no entanto, não vem sem desafios.

Dados recentes da Thomson Reuters mostram que 30% das empresas ainda adotam IA de forma lenta, enquanto 40% sequer possuem uma estratégia definida. O cenário revela um descompasso: ao mesmo tempo em que a tecnologia avança rapidamente, a capacidade de implementação estruturada ainda é incipiente em boa parte das organizações.

Essa lacuna ajuda a explicar por que muitos projetos de transformação digital continuam falhando. Segundo a McKinsey, uma parcela relevante dessas iniciativas não atinge os resultados esperados, principalmente devido a falhas na execução, desalinhamento estratégico e baixa integração entre sistemas.

Nesse contexto, a inovação deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a ser um fator crítico para a sobrevivência dos negócios.

Existe uma percepção de que a IA resolve, por si só, os desafios de velocidade e eficiência. Mas o que vemos na prática é que, sem uma base estruturada e uma operação preparada, ela pode até acelerar processos, mas também amplificar problemas.

Na prática, a verdadeira transformação não está apenas na adoção da tecnologia, mas na forma como ela é integrada ao negócio. Isso significa conectar estratégia, operação e tomada de decisão em um mesmo fluxo, garantindo que a velocidade não comprometa a qualidade.

IA não é apenas automação ou ganho de produtividade. É acelerar decisões, reduzir incertezas e permitir que as empresas avancem com mais segurança em ambientes cada vez mais críticos.

O avanço recente da IA generativa e dos chamados modelos agênticos amplia ainda mais esse potencial. Hoje, essas tecnologias já são capazes de acelerar etapas relevantes do desenvolvimento de sistemas, apoiar testes, antecipar falhas e aumentar a produtividade das equipes de tecnologia.

Ainda existem riscos importantes, como alucinações, inconsistências e possíveis exposições operacionais, que exigem governança, controle e maturidade técnica para serem mitigados. Sem isso, a mesma velocidade que impulsiona resultados pode também ampliar falhas e gerar retrabalho.

Por isso, o principal desafio das empresas não está apenas em adotar inteligência artificial, mas repensar profundamente a forma como seus projetos são estruturados. O equilíbrio entre velocidade, qualidade, segurança e governança passa a ser o novo centro das decisões tecnológicas.

As organizações que conseguem transformar o potencial da IA em eficiência real e vantagem competitiva. As empresas que, ao adotarem a tecnologia sem estrutura adequada, correm o risco de acelerar sua própria perda de relevância.

É nesse cenário que ganha força o papel de empresas especializadas em engenharia de tecnologia, capazes de transformar inovação em resultado concreto. Mais do que implementar ferramentas, o desafio está em construir ambientes tecnológicos resilientes, integrados e preparados para evoluir continuamente.

A inovação que gera valor não é a que aparece, mas a que sustenta a operação e permite que o negócio avance sem interrupções. A IA é um acelerador poderoso, mas precisa estar conectada a uma arquitetura sólida e a uma estratégia clara.

A nova fronteira da TI não está apenas em fazer mais rápidos, porém em fazer melhor, com consistência e segurança. É essa combinação que vai separar quem apenas adota tecnologia de quem, de fato, lidera a transformação.

Por Alexandro Barsi, CEO e fundador da Verity, consultoria brasileira especializada em tecnologia, estratégia digital e inovação. Com mais de 25 anos de experiência em gestão, negócios e tecnologia, atua como investidor-anjo em 15 startups.

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