Genética que vira lucro: dados comprovam a revolução da pecuária brasileira
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 11 de agosto de 2026
Engenheiro agrônomo Mauricio Velloso demonstrou, na InterTech Agro da 63ª EXPO Rio Preto, o salto de produtividade do rebanho brasileiro.
Diferente do que alguns imaginam, a criação do gado não se resume aos cuidados dos animais no pasto. Referência mundial, a pecuária brasileira colhe, em números, o resultado de décadas de investimento em manejo e, claro, aprimoramento genético.
Não se trata de uma conquista recente, mas de um trabalho contínuo colocado em prática no campo, sustentado por conhecimento técnico e científico, garantindo práticas cada vez mais eficientes e sustentáveis.
A transformação da genética em lucro foi tema de um dos painéis da InterTech Agro, ciclo técnico de palestras que ocorre na 63ª EXPO Rio Preto, maior feira agropecuária do Noroeste Paulista, que segue até o dia 16 de agosto.
“Muita gente cética saiu do jogo. Hoje a gente percebe que o aprimoramento no processo produtivo não é mais uma alternativa, é a sobrevivência”, afirma Mauricio Velloso. Considerado um dos principais especialistas brasileiros no assunto, o engenheiro agrônomo é pecuarista de corte e leite, e presidente da Associação Nacional dos Confinadores (ASSOCON).
Do pasto ao abate: o que a seleção entrega em números
O trabalho desenvolvido há décadas permitiu o Brasil assumir um lugar de destaque mundial na produção de carne bovina. Para ajudar a dimensionar o peso do processo de qualificação no resultado conquistado pelo produtor rural, Velloso apresenta alguns exemplos.
“Eu me deparei aqui no parque com um bezerro espetacular, um Nelore Mocho com 11 meses e 516 quilos. Ele não estava entupido de ração. É um animal que vem sendo conduzido principalmente a pasto e suplementado com tudo aquilo que a idade e a capacidade dele de resposta oferecem, e com uma carcaça pronta para receber carne”, diz.
O especialista também destaca o resultado conquistado por um produtor rural comercial com vacas Nelore bem selecionadas e com o manejo adequado, gerando bezerros desmamados com aproximadamente 370 quilos.
“Esses animais foram abatidos aos 18 meses com um pouco mais de 25 arrobas e um rendimento de carcaça de 59.2%. Bom, isso é vida real, é genética espetacular, um controle minucioso, obsessivo por perfeição, sem permitir desperdícios em cada passo do processo produtivo”, ressalta Velloso.
O avanço constante em manejo e seleção, exemplificado nos casos acima, encontra eco nas estatísticas oficiais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o abate de bovinos no país chegou a 42,94 milhões de cabeças em 2025, crescimento de 8,2% e o maior resultado da série histórica. Por sua vez, levantamento Benchmarking Confina Brasil 2025 indica ainda que a idade média de abate caiu para 19,9 meses nas fêmeas e 23,5 meses nos machos.
O que fazer na prática?
Para os pecuaristas que almejam conquistar resultados significativos com o aprimoramento genético, Velloso indica um caminho objetivo: identificar todos os animais da fazenda, um por um. “Não é média, não é rebanho, é um por um. Passar na balança, escrever a história de cada animal”, enfatiza.
Com todos os dados à disposição, o especialista explica que é possível eliminar o fator que mais prejudica a conquista dos resultados: o desperdício dentro da própria fazenda. “Quem mais lhe rouba não é o valor da arroba baixa, são principalmente os desperdícios”, conclui.
Maior feira agropecuária do Noroeste Paulista, a 63ª edição da EXPO Rio Preto segue até o dia 16 de agosto, no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto. Com o lema, “A EXPO é nossa. O Agro é de todos”, a feira conta com programação completa: área kids, gastronomia, shows ao vivo, palestras, pista de julgamento, leilões e espaço comercial.
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Serviço
63ª EXPO Rio Preto 2026
Data: até 16 de agosto de 2026
Local: Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto
Cidade: São José do Rio Preto (SP)
Entrada e estacionamento: gratuitos
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