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Pernas pesadas: dor e fadiga podem indicar problemas circulatórios, hormonais ou articulares
Por Divulgação

Pernas pesadas: dor e fadiga podem indicar problemas circulatórios, hormonais ou articulares

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de junho de 2026

Da doença arterial periférica até lipedema, artrose e menopausa, entenda por que as dores nas pernas precisam de avaliação médica

Nem sempre o cansaço nas pernas está ligado apenas ao excesso de esforço ou à má circulação. Quando a dor, a sensação de peso, as câimbras ou o inchaço aparecem com frequência, o sintoma pode sinalizar desde doenças vasculares e alterações ortopédicas até quadros inflamatórios, metabólicos e hormonais.

“Se o cansaço é algo mais rotineiro, ele pode significar um problema de saúde, com quadros circulatórios ou outras condições médicas específicas, por isso ele precisa ser avaliado”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “Existem vários tipos de dores musculares (mialgia) e o mais comum é que ela aconteça após algum tipo de esforço físico, nesse caso dos músculos da perna. A dor do pós-treino é sentida durante ou após a execução do exercício, até 24h depois, e pode se manifestar com dificuldade de extensão e flexão dos músculos da perna, fadiga e câimbras. Essa dor muscular pós-treino acontece pelo acúmulo do ácido lático nos músculos ou pode estar associada a microlesões nos músculos. É geralmente autorresolutiva, quando ocorre o descanso necessário. Mas se esse tipo de dor for frequente, o mais indicado é procurar um médico para verificar alguma alteração circulatória ou musculoesquelética importante ou dosar o volume de treino”, completa a médica.

Se fazer exercício físico pode resultar em dor, não fazer é muito pior, já que uma das principais causas do cansaço nos membros inferiores é justamente a inatividade. “O sedentarismo é o nosso novo cigarro. O ser humano foi desenhado para estar em movimento e o imobilismo está relacionado a várias doenças, dentre elas a trombose. É importante manter um dia ativo, independente da prática de exercícios físicos. Praticar uma hora de exercícios por dia é bom, mas se você fica sentado todo o restante do tempo, isso continua sendo perigoso”, alerta a Dra. Aline Lamaita.

A dor, nesse caso, tem relação com a fraqueza muscular e a diminuição da circulação, conforme a cirurgiã vascular. Segundo o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, é interessante notar se o cansaço não vem acompanhado de inchaço no tornozelo.

“Normalmente todo inchaço do tornozelo deve ser adequadamente investigado, pois raríssimas vezes não guarda relação com nenhum problema de saúde. Ou seja, quase sempre que observamos o inchaço do tornozelo temos alguma doença envolvida. Quando relacionado às questões ortopédicas, ele melhora com medidas como compressas de gelo, repouso, em algumas vezes imobilizações e até uso de medicação anti-inflamatória. Nas causas circulatórias e cardiovasculares o uso de meias elásticas pode ajudar, mas sempre é muito importante procurar auxílio do médico especialista”, diz o médico. Dores causadas pela artrite e artrose também podem afetar a mobilidade, segundo o médico. “A artrite é uma inflamação das articulações, enquanto a artrose é uma condição degenerativa que resulta do desgaste da cartilagem nas articulações. Ambas podem causar dor e limitação de movimento, com consequente cansaço nos membros inferiores, mas suas causas subjacentes são diferentes. Ou seja, a osteoartrite é um tipo específico de artrite que está relacionada ao desgaste da cartilagem das articulações”, explica o Dr. Marcos Cortelazo.

Quando as pernas doem ao caminhar, principalmente quando se trata de pouca distância, pode ser sinal de doença arterial periférica (DAP). “A doença arterial periférica prejudica a circulação do sangue e provoca, entre outras coisas, dor na hora de caminhar. Na maior parte das vezes, a obstrução ocorre quando há acúmulo de placas de gordura e perda de flexibilidade nas paredes dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue para nutrir as extremidades como braços e pernas, sendo mais comuns nos membros inferiores”, explica a médica Dra. Aline. A doença apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima de 55 anos, aumentando a incidência progressivamente de acordo com a idade. Cerca de 70 a 80% dos portadores são assintomáticos, fato que pode retardar ou dificultar o diagnóstico precoce, fundamental para o início do tratamento o mais rápido possível, melhorando as chances de um tratamento eficiente. O quadro, segundo a Dra. Aline, sinaliza que há algo de errado com outros vasos do corpo.

“Indivíduos com DAP correm risco 60% maior de entupimentos nas artérias que irrigam o cérebro e o coração, trazendo perigo de infarto e AVC”, alerta. Os sinais principais que você deve ficar atento são: fadiga e fisgadas na perna, principalmente na panturrilha; sensação de cãibra ao caminhar ou se exercitar; perda de pelos nas pernas; unhas dos pés enfraquecidas; coloração esbranquiçada dos membros inferiores e infecções recorrentes nos pés.

Outras condições vasculares também podem estar envolvidas. Lipedema, trombose e varizes também guardam relação com o cansaço nas pernas. “A sensação de peso e cansaço nas pernas é comum nessas condições vasculares por algumas causas distintas. Na trombose, um coágulo se forma e causa dor e inchaço na perna afetada. No caso das varizes, a sensação de cansaço é geralmente sentida ao final do dia e ocorre pela dificuldade do sangue retornar ao coração. Esse acúmulo confere a sensação de peso e pernas cansadas”, diz a Dra. Aline Lamaita. “O lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nos membros inferiores, causando dor, comprometimento funcional e redução da qualidade de vida”, explica o cirurgião plástico Dr. Rafael Erthal, fundador da Blue, clínica especializada em lipedema e cirurgia plástica. O tratamento do lipedema, segundo o cirurgião plástico, envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir: alimentação com dieta de padrão anti-inflamatório, atividade física regular, terapias compressivas, drenagem linfática e, em casos indicados, cirurgia especializada. “Entre as opções cirúrgicas, técnicas modernas como a Lipedefinition têm ganhado destaque por tratar não apenas o volume, mas também o contorno corporal, respeitando as características da doença. É uma cirurgia funcional, porque ajuda na diminuição do volume e da dor por retirar o máximo de gordura doente, mas ao mesmo tempo devolve uma forma harmônica para a paciente”, detalha o cirurgião plástico Dr. Rafael.

Quanto à causa hormonal, segundo a ginecologista Dra. Patricia Magier, formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mulheres no climatério precisam de avaliação hormonal, já que a mulher que não pratica atividade física, que não tem um banco de músculos construído ao longo da sua vida, pode ter a sensação de peso nas pernas, dor, especialmente no final do dia. “Então é importante investigar tanto as causas circulatórias quanto metabólicas”, comenta. “E para mulheres na menopausa, a reposição hormonal também vai ajudar na parte circulatória e na prevenção de doenças cardiovasculares, principalmente o hormônio estrogênio, que está relacionado à produção de óxido nítrico, que faz com que você tenha esse tônus vascular funcionante”, comenta a Dra. Patricia.

Por fim, a Dra. Aline Lamaita destaca que existem outras causas para o cansaço nas pernas, como neuropatias e até anemia. “No geral, bons hábitos de vida são importantes para diminuir a sensação de cansaço nas pernas. Atividade física, boa alimentação e, em alguns casos, uso de meias elástica orientadas pelo médico cirurgião vascular são dicas importantes”, finaliza a Dra. Aline.

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