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Monitoramento por ultrassom contínuo entra no Brasil em escala industrial e deve redefinir a rotina de manutenção nos próximos anos
Por Divulgação

Monitoramento por ultrassom contínuo entra no Brasil em escala industrial e deve redefinir a rotina de manutenção nos próximos anos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 2 de junho de 2026

Lançado em março pela Tractian, o Smart Trac Ultra Gen2 introduz no parque fabril brasileiro uma técnica que nos Estados Unidos já é disciplina estabelecida e cujo principal alvo são as falhas de lubrificação, responsáveis pela maior parte das quebras em equipamentos rotativos

Em março, a Tractian lançou o Smart Trac Ultra Gen2, primeiro sensor de monitoramento contínuo da empresa com canal ultrassônico de alta precisão integrado. Mais do que um lançamento de produto, o movimento marca a entrada do monitoramento por ultrassom contínuo no parque industrial brasileiro em escala — uma técnica que nos Estados Unidos já é parte do padrão de monitoramento por condição, mas que no Brasil ainda se restringia, quando praticada, a inspeções pontuais com coletores manuais.

A relevância da mudança está no que o ultrassom é capaz de antecipar. Estudos do setor de manutenção industrial estimam que a lubrificação inadequada está na raiz de aproximadamente 43% das falhas mecânicas, 54% das falhas de rolamentos, 50% dos danos em rolamentos de roletes e 70% das falhas de equipamentos.

Em pesquisas adicionais com fabricantes de componentes, a parcela de falhas de rolamento atribuível a problemas de lubrificação chega à faixa de 70% a 80%, e menos de 10% dos rolamentos atingem a vida útil de projeto.

O ultrassom captura o sinal acústico característico do contato metal com metal antes que a degradação seja detectável por análise de vibração. É a janela em que ainda há tempo para uma intervenção simples — uma relubrificação direcionada, por exemplo — em vez da substituição de um componente já comprometido.

“É a diferença entre sentir o cheiro de fumaça e ver o incêndio. Quando você vê o incêndio, as suas opções já são bem mais limitadas”, diz Igor Marinelli, cofundador e CEO Global da Tractian.

O que muda na rotina de manutenção brasileira a partir de agora

No Brasil, o monitoramento por ultrassom é feito, quando feito, com coletores manuais e inspeções periódicas. É um processo que não acompanha o ritmo de degradação real dos ativos e depende de uma equipe de manutenção que, na maioria das plantas, está cada vez menor.

A virada que a Tractian projeta para os próximos anos é a transição desse modelo manual e episódico para um padrão contínuo e automatizado, sem aumento da carga de trabalho do time. Em termos práticos, isso desloca a rotina do técnico de manutenção da rota de inspeção para a investigação direcionada e o profissional deixa de gastar horas confirmando se um problema existe e passa a atuar diretamente sobre o problema confirmado.

Tecnologia desenvolvida e destruída internamente

O Gen2 foi projetado, testado e validado no Tractian AI Center, o centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa em São Paulo, com 10.000 m² e R$ 60 milhões de investimento. É lá que os engenheiros da Tractian forçam equipamentos a falhar de todas as formas possíveis — sub-lubrificação, sobrecarga, desgaste acelerado — para garantir que a tecnologia funcione no mundo real antes de chegar a qualquer planta industrial.

Além do canal ultrassônico, o sensor incorpora magnetômetro embutido para medição de rotação e desbalanceamento em máquinas de velocidade variável. A inteligência artificial da Tractian detecta mais de 75 modos de falha via redes neurais. A instalação é feita por NFC, sem cabos, em segundos. A bateria dura cerca de três anos.

Resultados em campo

Clientes que já operam com a tecnologia da Tractian registram impacto direto na disponibilidade e no custo de manutenção. A Inpasa, maior produtora de etanol de milho da América Latina, alcançou 99,98% de disponibilidade industrial e reduziu o custo total de manutenção em 12%, mesmo durante uma fase de expansão com quase uma nova fábrica construída por ano.

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