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Mercado de capitais amplia espaço no financiamento do agro e exige empresas mais preparadas
Por Pressfoto no Magnific

Mercado de capitais amplia espaço no financiamento do agro e exige empresas mais preparadas

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 5 de novembro de 2026

Fiagros e CRAs já representam 33% do crédito do agronegócio no mercado, em meio à maior seletividade dos investidores em agtechs, transparência financeira e governança ganham importância para atrair recursos

O mercado de capitais vem ampliando seu papel no financiamento do agronegócio brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), a participação conjunta de Fiagros e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no crédito rural em mercado passou de 19%, em 2021, para 33% ao fim de 2025. No primeiro semestre de 2026, ambos movimentaram R$ 16,4 bilhões em novas ofertas. O avanço amplia as alternativas ao crédito rural tradicional, mas também reforça a importância das empresas estruturarem suas finanças e apresentarem informações confiáveis a investidores e parceiros.

Para o Grupo BLB, especializado em auditoria, consultoria empresarial, tributos, governança e finanças corporativas, a preparação financeira é um fator importante para empresas que buscam captar recursos, atrair sócios ou negociar uma operação de fusão e aquisição (M&A). Rodrigo Barbeti, CEO e sócio-fundador do grupo, explica como a qualidade das demonstrações financeiras, a organização dos controles internos e a gestão de riscos influenciam a avaliação de um negócio e a confiança de potenciais investidores. Essa preparação é especialmente relevante para empresas que pretendem financiar a expansão ou acessar novas fontes de capital.

O desafio fica evidente no mercado de tecnologia agrícola. Levantamento do Itaú BBA aponta que as agtechs brasileiras receberam cerca de R$ 562 milhões em investimentos em 2025, distribuídos em 26 rodadas, uma queda de aproximadamente 50% no volume investido em relação ao ano anterior. Em um ambiente mais seletivo, a auditoria independente pode reforçar a confiabilidade das demonstrações financeiras e dar mais transparência às informações usadas na avaliação de uma empresa. “Não basta demonstrar potencial de crescimento, a empresa precisa sustentar suas projeções com informações financeiras consistentes e evidências que permitam ao investidor avaliar os riscos da operação”, afirma Barbeti.

Além da captação, a preparação financeira também é relevante em operações de M&A, que podem viabilizar expansão, sucessão ou consolidação de negócios no setor. “Antes de negociar uma participação ou buscar investidores, a empresa deve revisar suas demonstrações financeiras, mapear passivos, fortalecer controles internos e reunir informações que permitam avaliar seu valor com maior segurança. A combinação entre números confiáveis, governança e clareza sobre os riscos ajuda a reduzir incertezas durante a negociação e a preparar o negócio para crescer de forma sustentável”, conclui o CEO do Grupo BLB.

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