Ergonomia policial ganha espaço na transformação de viaturas e muda projetos para forças de segurança
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 14 de julho de 2026
Mais do que instalar equipamentos, a transformação veicular já observada em mercados internacionais deve proporcionar segurança operacional e redução da fadiga dos policiais
Por muitos anos, a transformação de viaturas esteve concentrada na incorporação de equipamentos como sinalizadores, compartimentos, sistemas de comunicação e blindagem. Agora, uma nova tendência começa a ganhar espaço no setor: projetar os veículos a partir da experiência de quem passa horas dentro deles. Inspirada em soluções adotadas em mercados internacionais, a indústria de transformação automotiva tem incorporado conceitos de ergonomia, acessibilidade e funcionalidade para tornar as viaturas mais eficientes e seguras durante as operações.
Segundo Jonatas Matos, presidente do Grupo Raytec, referência nacional em transformação automotiva, o veículo deixou de ser apenas um meio de transporte e passou a ser uma verdadeira estação de trabalho para os agentes de segurança. “O policial permanece embarcado por longos períodos, utiliza diversos equipamentos simultaneamente e precisa responder rapidamente a situações de emergência. Pensar a ergonomia da viatura significa aumentar a eficiência operacional, reduzir o desgaste físico e contribuir para uma atuação mais segura”, avalia.
A preocupação com a ergonomia das viaturas também acompanha uma tendência observada internacionalmente. Publicado em 2024 na revista científica Machines, o estudo “Designing an Experimental Platform to Assess Ergonomic Factors and Distraction Index in Law Enforcement Vehicles during Mission-Based Routes”, desenvolvido por pesquisadores do National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH), dos Estados Unidos, concluiu que o posicionamento inadequado de equipamentos embarcados pode aumentar a distração dos policiais durante a condução, comprometendo a segurança operacional.
Como resposta, os pesquisadores propõem que a engenharia das viaturas passe a priorizar a interface entre motorista e veículo (Driver-Vehicle Interface – DVI), considerando aspectos como ergonomia, disposição dos comandos e facilidade de acesso aos equipamentos para reduzir erros operacionais e tornar as missões mais seguras. “Essa tendência observada em outros países melhorou a percepção das fabricantes em relação ao posicionamento intuitivo dos comandos e melhor organização do espaço interno, melhorias que passaram a integrar os projetos desde a fase de engenharia”, compartilha Matos.
No Grupo Raytec, as soluções para viaturas unem engenharia aplicada, resistência e funcionalidade para atender diferentes aplicações em segurança pública e serviços especializados. A empresa, que atua na customização de viaturas policiais, ambulâncias, veículos blindados, unidades refrigeradas, minibuses VIP e projetos especiais, incorpora tecnologias que buscam aumentar a eficiência operacional sem perder de vista as necessidades de quem utiliza esses veículos diariamente.
“A evolução da transformação automotiva passa por compreender que homem, missão e máquina precisam funcionar de forma integrada. Durante muito tempo, esse trabalho foi visto apenas como uma adaptação técnica do veículo. Hoje, ele precisa considerar também quem está por trás do volante. Uma viatura eficiente é aquela que permite ao policial atuar com mais segurança, conforto e agilidade. Quando conseguimos unir engenharia, tecnologia e ergonomia, entregamos um veículo que não apenas atende às especificações da corporação, mas também contribui para o desempenho e o bem-estar de quem está em operação todos os dias”, conclui o presidente da Raytec.