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Empresas deixam de medir apenas vendas e passam a monitorar o comportamento das operações
Por Magnific

Empresas deixam de medir apenas vendas e passam a monitorar o comportamento das operações

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 4 de setembro de 2026

Levantamento da Yungas mostra como empresas estão ampliando o uso de indicadores de performance, programa já acompanha 1.538 unidades e monitora 279 indicadores

Antes de uma operação perder vendas, os sinais de alerta podem aparecer na rotina. Queda na participação em treinamentos, falhas em processos, piora nos resultados de auditorias ou baixa adesão às iniciativas da marca podem indicar problemas que ainda não chegaram ao caixa. É a partir dessa lógica que o Programa de Excelência da Yungas transforma dados da rotina operacional em métricas de performance, permitindo que negócios com operações distribuídas comparem o desempenho das unidades, identifiquem desvios com antecedência e direcionem ações de suporte e desenvolvimento.

Atualmente, a metodologia é utilizada por 1.538 unidades de 17 redes franqueadoras. Desde sua implantação, já foram apurados 140 períodos de avaliação e monitorados 279 indicadores diferentes, definidos de acordo com as particularidades de cada operação. Os números mostram a dimensão do acompanhamento e como diferentes aspectos da rotina podem ser analisados de forma contínua para orientar a gestão das unidades.

“Durante muito tempo, as empresas olharam principalmente para o resultado financeiro. Hoje elas conseguem acompanhar toda a jornada da unidade. Antes de uma loja vender menos, normalmente ela já reduziu a participação nos treinamentos, deixou de acompanhar comunicados ou passou a apresentar falhas na execução dos processos. Quando esses sinais são identificados com antecedência, é possível agir antes que o problema passe a afetar o desempenho da operação”, afirma Guilherme Reitz, CEO da Yungas.

Um dos exemplos é a ZEISS, líder global em tecnologia óptica e optoeletrônica, que adotou o Programa para estruturar o acompanhamento da performance de suas unidades. “O Programa de Excelência nos permitiu enxergar com muito mais clareza a diferença entre as unidades que se destacam e as demais. As lojas mais engajadas com os processos e treinamentos entregam consistentemente um desempenho comercial superior, especialmente nas linhas mais premium do nosso portfólio, e isso reforça o quanto a excelência operacional está diretamente ligada ao resultado do negócio”, afirma Deborah Rolim, Coordenadora de Projetos Estratégicos e CX na ZEISS Vision Care.

A experiência da Yungas mostra que a busca por excelência nas operações está deixando de olhar apenas para o resultado financeiro das unidades. Com mais de 32 mil estabelecimentos conectados, a empresa observa uma ampliação dos indicadores utilizados pelos lojistas para acompanhar a performance, incluindo participação em treinamentos, execução de processos, auditorias, comunicação e engajamento das equipes. A combinação desses dados permite identificar não apenas quanto uma unidade entrega, mas também como ela opera e onde estão os pontos que podem comprometer seu rendimento.

Da fiscalização ao desenvolvimento das unidades

Mais do que criar rankings, o projeto transforma o acompanhamento da performance em uma ferramenta de desenvolvimento. O modelo permite monitorar a evolução das unidades ao longo do tempo, combinando indicadores quantitativos, como faturamento, sell-out, inadimplência e metas comerciais, com critérios relacionados à execução dos padrões, treinamentos, auditorias, checklists, comunicação e iniciativas da empresa. A partir desses dados, as operações podem ser segmentadas por desempenho ou estágio de maturidade, permitindo direcionar planos de ação e esforços das equipes de campo de acordo com as necessidades de cada unidade.

Com o lançamento do MCP (Model Context Protocol), a Yungas também passou a possibilitar a conexão da base de dados do Programa de Excelência a ferramentas de inteligência artificial. A integração permite que as empresas utilizem as informações já coletadas pela plataforma para gerar relatórios recorrentes e apoiar a criação de ações a partir dos dados de suas operações, ampliando as possibilidades de análise e acompanhamento da performance das unidades.

O movimento ganha relevância em um ambiente empresarial cada vez mais pulverizado. Segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal, o Brasil encerrou 2025 com quase 24 milhões de pequenos negócios em operação, alta de 9,7% em relação ao ano anterior. “O avanço da inteligência artificial tende a ampliar ainda mais a capacidade das empresas de acompanhar operações distribuídas. O desafio já não é apenas ter acesso aos dados, mas conseguir transformar esse volume de informações em decisões e ações rápidas. Quando uma base estruturada de indicadores pode ser conectada à inteligência artificial, as empresas ganham novas possibilidades para identificar padrões, gerar análises recorrentes e antecipar problemas, tornando a gestão menos reativa e mais estratégica”,conclui Reitz.

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