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Crescimento do clitóris após uso de hormônios para performance tem correção pouco conhecida
Por Divulgação

Crescimento do clitóris após uso de hormônios para performance tem correção pouco conhecida

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 3 de setembro de 2026

Hipertrofia clitoriana pode provocar desconforto físico, constrangimento e impacto na vida sexual. Dr. Igor Padovesi , referência brasileira em cirurgia íntima feminina, explica como é o procedimento que permite corrigir esse aumento preservando a sensibilidade

O uso de hormônios para reposição hormonal ou como parte de estratégias voltadas ao ganho de massa magra e melhora da composição corporal pode provocar um efeito íntimo ainda pouco discutido: o crescimento do clitóris ou hipertrofia clitoriana, que pode se transformar em um constrangimento silencioso. “Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que precisam simplesmente aceitar essa alteração como uma consequência do uso de hormônios. Elas relatam impacto na autoestima, vergonha ao usar determinadas roupas e constrangimento na vida sexual. E, por falta de informação, escondem a queixa e evitam falar sobre o assunto até mesmo para o médico, aceitando o incômodo como definitivo. O que poucas sabem é que existe uma cirurgia específica para reduzir o tamanho do clitóris, chamada de clitoroplastia ”, afirma o ginecologista Dr. Igor Padovesi (@ dr.igorpadovesi ), referência brasileira em cirurgias íntimas femininas, com profunda experiência em clitoroplastias.

O crescimento ocorre principalmente após o uso dos hormônios androgênicos, como testosterona, gestrinona e oxandrolona. “O clitóris é o correspondente embriológico do pênis no sexo feminino, então pode se desenvolver quando estimulado por esse tipo de hormônio”, explica o médico. Esse aumento pode ficar ainda mais evidente durante a excitação sexual. Isso porque o clitóris possui corpos cavernosos, estruturas que recebem maior fluxo de sangue nesse momento, adquirindo assim um aspecto mais ereto que pode provocar desconforto e constrangimento. “Muitas vezes, as mulheres não sabem nem que esse é um efeito do uso de hormônios androgênicos e muito menos que existe possibilidade de correção”, diz o Dr. Igor Padovesi.

A correção pode ser realizada por meio da clitoroplastia, uma cirurgia ainda pouco difundida por envolver uma anatomia complexa e exigir experiência específica para preservar estruturas fundamentais para a função sexual. “A cirurgia do clitóris exige um conhecimento anatômico muito específico. Não se trata simplesmente de remover tecido. É preciso saber exatamente onde estão os corpos cavernosos, os vasos e, principalmente, os nervos responsáveis pela sensibilidade”, explica o Dr. Igor Padovesi, um dos raros médicos brasileiros com experiência nesse tipo de procedimento. “Na clitoroplastia, parte dos corpos cavernosos responsáveis pelo excesso de volume é removida, enquanto a região dorsal do clitóris, onde se localizam as estruturas vasculares e nervosas, é preservada. O objetivo é reduzir significativamente o volume sem prejudicar a sensibilidade”, afirma.

O Dr. Igor Padovesi é o autor de um trabalho científico sobre a clitoroplastia apresentado durante o 51º congresso da International Urogynecological Association (IUGA), maior sociedade mundial de uroginecologia, realizado em junho deste ano no Rio de Janeiro. A apresentação se soma à trajetória do médico em cirurgia íntima feminina, que reúne prática clínica, pesquisas, publicações científicas, apresentações em congressos mundiais e premiações internacionais, além da fundação do Instituto de Cirurgia Íntima com foco em assistência, pesquisa e ensino nessa área. “Em uma cirurgia que impacta diretamente a sexualidade, a autoestima e a qualidade de vida, experiência e domínio anatômico fazem muita diferença para corrigir o aumento de volume sem comprometer as estruturas responsáveis pela função sexual”, afirma.

A clitoroplastia não deve ser confundida com outros procedimentos realizados na região, como a clitoropexia. Essa é uma outra possibilidade cirúrgica para casos selecionados de discreta hipertrofia do clitóris, porém, com desvantagens importantes em relação à clitoroplastia. “Na clitoropexia, o clitóris é apenas reposicionado e escondido. Como ele continua hipertrofiado, ainda aumenta de tamanho durante a excitação sexual, o que pode causar desconforto e dor. E existe o risco de os pontos soltarem e o clitóris voltar à posição anterior. Então não é um procedimento recomendado”, alerta o especialista. A clitoroplastia também é diferente da capuzplastia, que atua sobre a pele que recobre o clitóris, chamada de capuz clitoriano, e não sobre o órgão propriamente dito, sendo realizada em associação à ninfoplastia quando existe excesso de pele na região. “São procedimentos diferentes com indicações distintas”, acrescenta.

Para o Dr. Igor Padovesi, tornar essas informações mais conhecidas é fundamental para que mulheres que convivem com a alteração saibam que podem procurar avaliação especializada. “Há pacientes sofrendo em silêncio com vergonha, desconforto e impacto na vida sexual porque simplesmente desconhecem que existe uma possibilidade de correção. O objetivo é mostrar que há tratamento e que ele pode ser realizado preservando sensibilidade, função sexual e naturalidade, desde que exista indicação adequada e principalmente experiência e domínio técnico da cirurgia”, conclui.

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