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Associações comerciais  pedem  adiamento da implementação de Reforma Tributária
Por Associação Comercial de SP

Associações comerciais pedem adiamento da implementação de Reforma Tributária

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 6 de novembro de 2026

Manifesto, liderado pela CACB e com a assinatura de 1.491 entidades, foi protocolado na Presidência da República e no Ministério da Fazenda

Foto: Edu Guimarães / ACSP

Em manifesto assinado por 1.491 entidades do sistema do associativismo, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) reivindica o adiamento do início da implementação da Reforma Tributária, previsto para janeiro de 2027. O documento foi protocolado nesta sexta-feira (6/11) na Presidência da República e na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda.

As associações comerciais pedem que as etapas previstas para o ano que vem comecem a vigorar em janeiro de 2028. As entidades alegam que o prazo dado pelo governo foi curto para fazer as adequações necessárias. “Defendemos que o ano de 2027 seja de testes, sem recolhimento efetivo dos novos tributos e com os impostos atuais mantidos, em especial para que as micro e pequenas empresas possam se adequar”, afirma o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto.

De acordo com o manifesto, as empresas brasileira s, em especial os pequenos negócios, precisam de mais tempo para entender, planejar e se adaptar às novas regras de cobrança de impostos e contribuições. “ Não é razoável exigir que o setor produtivo se prepare para uma mudança dessa dimensão sem que a regulamentação esteja definitivamente concluída e as alíquotas tenham sido aprovadas pelo Senado Federal ”, ressalta Cotait.

No documento, a CACB declara que não se opõe à modernização do sistema tributário, mas considera prudente que sua implementação ocorra com responsabilidade, previsibilidade e segurança jurídica. A entidade lembra que o regulamento da Contribuição sobre Bens e Serviços ( CBS ) só saiu em abril, com 620 artigos, e a Receita Federal deverá apresentar, ainda na próxima semana, a nova versão da regulamentação da reforma.

Além disso, a CACB esclarece que a medida provisória do Imposto Seletivo saiu em 4 de novembro e o Senado te m até 15 de dezembro para fixar a alíquota de referência da CBS. “ Se usar todo o prazo, sobram pouco mais de duas semanas para rever preços e renegociar contratos, em pleno Natal do comércio e com a primeira etapa da nova jornada de trabalho entrando em vigor ”, alerta.

A CACB também chama a atenção para o fato de que os pequenos negócios não terem a estrutura fiscal das grandes empresas e, nesse cenário, tomam decisões sem conhecer o verdadeiro impacto no Simples Nacional.

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