Tentativas de fraudes sofisticadas crescem mais de 1.000% em 12 meses no Brasil
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 26 de fevereiro de 2026
Avalanche recente de deepfakes nas redes sociais reabre o debate sobre a importância de proteger a identidade no ambiente digital; confira as dicas da especialista da Unico para combater os ataques dos golpistas.
A grande quantidade de vídeos de deepfakes que estão viralizando nas redes sociais reflete a dificuldade cada vez maior para diferenciar visualmente uma imagem real de uma feita por inteligência artificial (IA). Em diversas publicações, as pessoas registram como é fácil e rápido clonar rostos, trejeitos, expressões faciais e vozes.
Ao assumir o papel de uma celebridade, de um médico, de um policial ou de um especialista, por exemplo, o farsante busca dar credibilidade para a informação transmitida, e assim, enganar as pessoas para aplicar o golpe desejado.
O elevado potencial negativo das deepfakes já é comprovado em números. Levantamento realizado pela Unico, líder em verificação de identidade, constatou o aumento de mais de 1.000% nas tentativas de fraudes sofisticadas em 2025 comparado com o ano anterior.
Conforme previsto pela empresa, o 4º trimestre de 2025 registrou uma aceleração na quantidade de ataques, rompendo a relativa estabilidade do trimestre anterior e estabelecendo um novo recorde. Isso ocorreu, principalmente, por conta do pico na quantidade de ameaças em novembro. Com o pagamento da primeira parcela do 13º salário, tem início o período tradicional de compras de fim de ano com a Black Friday e a Cyber Monday.
De acordo com a Unico, os novos ataques vieram com vídeos ainda mais sofisticados em relação ao uso da IA generativa, com imagens cada vez mais realistas e difíceis de serem desmascaradas a olho nu.
Deepfakes e as fraudes sofisticadas
Cunhado pela empresa, a partir de sua expertise no combate a fraudes e no uso da verificação da identidade para aumentar a segurança e melhorar a experiência dos usuários, a expressão “fraudes sofisticadas” é utilizada para categorizar esses ataques, que são muito distintos das tentativas de fraudes consideradas comuns devido ao uso de ações e tecnologias mais elaboradas, nas quais o fraudador precisa de conhecimento técnico, entendimento de visão computacional, informações sobre o funcionamento dos motores de prova de vida do mercado e defesa de perímetro, além de ferramentas avançadas para tentar burlar os sistemas de biometria.
O ataque de “injeção” é um exemplo de fraude sofisticada. Nele, o criminoso consegue hackear a segurança dos aplicativos de bancos, fintechs, ou outros sistemas de crédito, por exemplo, para subir um vídeo manipulado por deepfake simulando uma câmera que está capturando uma pessoa real e, com isso, enganar o dispositivo de segurança. No Brasil, esta tática representou 45,5% das tentativas de fraudes barradas em 2025 pela tecnologia de prova de vida desenvolvida pela Unico.
Os recentes casos de deepfake expõem possíveis vulnerabilidades para proteger a identidade em meio ao avanço tecnológico. Além da importância do desenvolvimento e, claro, da utilização de tecnologias avançadas, é necessário destacar o papel da sociedade para “fechar as portas” para os criminosos no ambiente digital.
Diretora sênior de Produto e Segurança da Unico, Gabriela Dias apresenta cinco dicas para se blindar contra a ação dos fraudadores:
1. Questione: se alguém solicitar seus dados, pergunte a finalidade e a necessidade. Em caso de dúvida, não informe.
2. Proteja a sua imagem: não permita que supostos prestadores de serviço registrem sua foto.
3. Use a validação biométrica apenas no seu celular: como a biometria facial é eficiente para a proteção dos dados pessoais, golpistas contam histórias bem elaboradas para tentar captar a imagem da vítima em outros dispositivos.
4. Cuidado com as redes sociais: evite publicar referências que indiquem a sua localização em tempo real ou que facilitem o mapeamento da sua rotina (nome da empresa em que trabalha, da escola dos filhos, academia, etc).
5. Não clique em links duvidosos: golpistas utilizam essa estratégia para capturar dados pessoais e bancários. Então, cuidado.
Com a evolução das ferramentas antifraude, os golpistas deixaram de lado os ataques em massa e, agora, exploram a tecnologia na criação de golpes cada vez mais sofisticados, e por vezes, personalizados. O recente caso das deepfakes expõe novas vulnerabilidades, assim como demonstra a importância de contar com soluções eficazes para a proteção da identidade no ambiente digital.
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