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Certificações internacionais se consolidam como exigência no mercado de verificação de identidade
Certificações internacionais reforçam segurança biométrica. Foto: Agência Unico/Divulgação

Certificações internacionais se consolidam como exigência no mercado de verificação de identidade

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 22 de setembro de 2026

Para responder aos novos padrões de compliance e segurança, Unico adota serviços de auditorias e certificações independentes.

Quando o assunto é verificação de identidade, a eficiência tecnológica sempre foi um critério indispensável. Hoje, no entanto, com o aumento do rigor normativo e a necessidade de aprimoramento constante em compliance, validar e comprovar a segurança das operações tornou-se tão crucial quanto a própria inovação.

Nesse cenário, soluções de tecnologia passam a ser submetidas a certificações internacionais independentes, que funcionam como provas auditáveis de conformidade. Exemplo dessa movimentação é a Unico, rede líder de verificação de identidade na América Latina, que vem ampliando seu portfólio de validações globais para assegurar o tratamento adequado de dados biométricos em larga escala.

A iniciativa reforça a importância de alinhar a proteção de dados às melhores práticas internacionais, oferecendo transparência e garantias formais ao mercado. O head de Riscos, Controles e Auditoria Interna da Unico, Leonardo Crivari, afirma que ter uma tecnologia rápida e precisa é condição necessária, mas já não basta no mercado de biometria. “Dados biométricos são irrevogáveis porque, diferentemente de uma senha, um rosto não pode ser trocado se vazar. Por isso, a segurança precisa  ser auditável ”.

Na prática, isso significa submeter as soluções a certificações internacionais independentes, como o padrão NIST em reconhecimento facial e o iBeta ISO/IEC 30107-3 para a solução de prova de vida ( liveness ). O arcabouço exige ainda normas rígidas de gestão de segurança (ISO/IEC 27001), privacidade (ISO/IEC 27701) e, agora, também de governança de inteligência artificial (ISO/IEC 42001).

Com o avanço das regulações globais e locais, a conformidade deixou de ser um diferencial e tornou-se pré-requisito operacional.

Escala amplia responsabilidade

Com 1,5 bilhão de verificações realizadas em 2025 e uma base que cobre 96% da população economicamente ativa do Brasil, a Unico trata a proteção de dados como central ao negócio.

Sua principal ferramenta, a tecnologia de liveness, é testada continuamente sob ataque. “ Mantemos equipes internas e parceiros terceirizados contratados especificamente para tentar identificar falhas na ferramenta, em um processo permanente de stress test que sustenta a precisão de 99,99%, validada por certificações internacionais como iBeta (NIST) e ISO/IEC 30107-3 ”.

Segundo Crivari, esses investimentos permitem à empresa mirar no conceito de FAR Zero ( False Acceptance Rate Zero ), o padrão máximo de segurança em verificação de identidade.

Quanto maior a escala, maior o impacto de uma falha e maior o benefício de cada camada de proteção adicional. Com clientes entre os 5 maiores bancos privados do Brasil, 9 dos 10 maiores varejistas e presença em 23 segmentos de negócio, não podemos tratar certificações como  selos pontuais, mas como um processo contínuo e auditado por terceiros independentes, que dê a esses clientes altamente regulados a garantia de que a infraestrutura por trás da verificação de identidade atende aos padrões mais exigentes do mundo ”.

O volume de operações cria ainda um efeito de rede, já que  cada verificação realimenta a inteligência do sistema, viabilizando investimentos constantes em segurança e compliance.

Arcabouço cobre segurança, privacidade e IA

O diferencial de confiança digital da empresa está na combinação entre exigências legais, diretrizes internacionais e governança de IA.

Segundo Crivari, a conformidade com a LGPD garante aderência à legislação brasileira relacionada com a proteção de dados pessoais. Por sua vez, a adequação aos princípios do GDPR estende esse padrão para uma referência internacional, relevante para a empresa, que opera globalmente.

Já o SOC 2 é um atestado independente sobre controles de segurança, disponibilidade e confidencialidade dos sistemas. A ISO/IEC 27001 certifica formalmente a maturidade da gestão de segurança da informação da empresa, incluindo criptografia e salvaguardas técnicas contra acesso não autorizado.

A ISO/IEC 27701 confirma especificamente que os dados pessoais são tratados segundo padrões internacionais de privacidade, com a ISO/IEC 42001 certificando que os próprios sistemas de IA e o motor biométrico da Unico são desenvolvidos e operados de forma ética, transparente e auditável. “ Juntas, essas certificações formam um arcabouço que cobre segurança, privacidade e governança de IA, três frentes estratégicas ao negócio ”, diz ( Crivari ).

Melhoria contínua

A aplicação dessas diretrizes se reflete  em auditorias recorrentes, protocolos de resposta a incidentes e mecanismos de auditabilidade sobre a IA. Qualquer atualização no motor biométrico é checada quanto à conformidade antes de entrar em operação, permitindo responder agilmente a órgãos como a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Para a Unico, as certificações auxiliam no processo contínuo de melhorias. “ Cada auditoria externa expõe pontos a evoluir e obriga a empresa a atualizar processos perante o estado da arte em segurança e ética de IA, o que é particularmente relevante em um cenário no qual as fraudes evoluem tão rápido quanto a própria tecnologia de defesa ”, explica Crivari.

Além disso, esse padrão certificado vira um habilitador comercial, garantindo a bancos, varejistas e demais parceiros altamente regulados um atestado reconhecido internacionalmente. “ Isso sustenta a posição da Unico como infraestrutura de confiança para o ecossistema digital, no Brasil e globalmente ”.

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