Seu pet pode comer comida “de gente”? Especialista explica mitos e riscos na alimentação
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de maio de 2026
Dar aquele pedacinho de carne ou lanche pode parecer inofensivo, mas alguns alimentos comuns para humanos são altamente tóxicos para cães e gatos. Saiba o que é permitido, o que é proibido e como agir em emergências
É uma cena clássica em muitos lares: você se senta para comer e, de repente, sente aquele olhar “pidão” do seu lado. A tentação de ceder e oferecer um pedaço da própria refeição é grande, mas essa atitude, muitas vezes motivada apenas pelo carinho, pode colocar a saúde do seu melhor amigo em sério risco.
A ideia de que “só um pedacinho não vai fazer mal” é um dos maiores mitos da nutrição animal. “O organismo de cães e gatos funciona de maneira muito diferente do nosso, e eles não possuem as mesmas enzimas digestivas para processar certos ingredientes. Alimentos corriqueiros na nossa cozinha, como alho, cebola, uva e doces, contêm toxinas que o fígado e os rins dos pets simplesmente não conseguem metabolizar. O amor pelo nosso animal deve se traduzir, acima de tudo, em cuidado e segurança com o que oferecemos a ele“, alerta Ricardo Menezes, médico-veterinário, Gerente de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet.
Mas não é preciso banir toda “comida de gente”. Para ajudar os tutores a fazerem escolhas seguras, preparamos um guia rápido do que pode servir como um petisco ocasional e do que deve passar longe da boca do seu pet:
O QUE PODE (Com moderação , preparo correto e indicação do médico-veterinário):
• Frutas selecionadas: Maçã, banana, melão e melancia são boas opções. A regra de ouro é sempre remover a casca, o miolo e todas as sementes antes de oferecer em pequenos pedaços.
• Legumes e hortaliças: Cenoura, abóbora, chuchu e brócolis fazem sucesso. Eles devem ser bem higienizados, cozidos no vapor, assados ou refogados em água. Atenção: jamais utilize alho, cebola ou qualquer outro tempero.
• Proteínas magras: Peito de frango cozido apenas em água (sem temperos) e sem ossos.
O QUE NÃO PODE (Altamente tóxicos e proibidos)
• Uva e uva-passa: Extremamente perigosas. Podem causar falência renal aguda e severa, mesmo em quantidades mínimas.
• Cebola e alho (inclusive em pó): Destroem os glóbulos vermelhos de cães e gatos, levando a quadros graves de anemia. Cuidado redobrado com carnes temperadas da nossa panela.
• Chocolate: Contém teobromina, substância estimulante que os pets não metabolizam. Causa arritmias, tremores e mesmo em quantidades pequenas pode ser fatal.
• Doces e alimentos dietéticos: Produtos que contêm o adoçante xilitol causam uma queda brusca de açúcar no sangue do pet e podem levar à falência do fígado.
• Abacate: Possui uma toxina chamada persina, que provoca vômitos e diarreia intensos.
A palavra-chave para incluir qualquer novidade na rotina do pet é: informação. É importante lembrar que os alimentos permitidos devem ser usados apenas como um agrado esporádico e nunca como substitutos da refeição principal. Com a orientação de um veterinário, é possível inserir essas opções de maneira equilibrada e segura.
O que fazer caso o pet consuma um alimento proibido?
Caso o seu pet acabe consumindo acidentalmente uma comida tóxica, a primeira regra é manter a calma e procurar ajuda profissional imediatamente. O especialista da PremieRpet ressalta que atitudes caseiras podem piorar o quadro.
“Se o responsável notar sintomas gastrointestinais ou neurológicos, como vômitos, diarreia, apatia, excesso de salivação ou tremores, a ida ao hospital deve ser imediata. Um erro comum e muito perigoso é tentar induzir o vômito por conta própria ou oferecer leite com a intenção de ‘cortar’ o efeito. Dependendo da substância ingerida, forçar o vômito pode causar lesões graves no esôfago ou fazer com que o animal aspire o conteúdo para os pulmões, agravando severamente a situação“, adverte o médico-veterinário.
No momento do socorro, a informação também salva vidas. “Se possível, recolha a embalagem ou os restos do que o animal comeu. Informar à equipe médica o alimento exato, a quantidade aproximada e a hora da ingestão é um dado clínico crucial. É isso que nos permite definir o protocolo toxicológico correto e iniciar o tratamento da forma mais rápida e eficaz possível“, completa.
A saúde e o bem-estar dos nossos pets dependem diretamente das escolhas que fazemos. Ceder ao “olhar pidão” com o alimento errado pode parecer uma demonstração de afeto momentânea, mas o verdadeiro cuidado está em oferecer uma dieta adequada e segura. Manter ingredientes perigosos longe do alcance e buscar a orientação do seu veterinário são as melhores formas de demonstrar amor e garantir uma vida longa e feliz ao lado do seu melhor amigo.
Quer garantir uma alimentação mais segura e equilibrada para seu pet? Acesse o site da PremieRpet e confira orientações de especialistas sobre nutrição e bem-estar animal.
A OESP não é(são) responsável(is) por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base nos Conteúdos ora disponibilizados, bem como tais Conteúdos não representam a opinião da OESP e são de inteira responsabilidade da Agência PremieRpet