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Combate à obesidade em cães e gatos ainda não tem atalhos
Excesso de peso em pets exige atenção e mudança de hábitos. Foto: Adobe Stock

Combate à obesidade em cães e gatos ainda não tem atalhos

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de março de 2026

Cientistas trabalham no desenvolvimento de medicamentos, mas adotar bons hábitos, como alimentação balanceada, segue como a base do tratamento

Após a popularização entre os humanos, as famosas “canetas emagrecedoras” geram expectativas e, claro, dúvidas no mercado pet. Afinal, muito mais do que estética, o excesso de peso compromete de forma significativa a saúde de cerca de 60% de animais de companhia no mu ndo, segundo dados científicos. Entre os cães, a obesidade afeta entre 25% e 40%.

Atualmente, algumas iniciativas estudam o desenvolvimento de medicamentos similares às canetas emagrecedoras específicas para os animais. Nos Estados Unidos, uma empresa farmacêutica divulgou o início dos testes para a produção do medicamento. Já no Brasil, pesquisadores promoveram testes com molécul as específicas em gatos obesos.

Com o avanço das pesquisas, é questão de tempo para que os cientistas encontrem uma alternativa viável e segura para auxiliar no combate à obesidade dos animais. Mas, até lá, especialistas alertam que medicamentos desenvolvidos para pessoas não devem ser utilizados em animais sem estudos específicos e orientação veterinária, já que cada espécie tem funcionamento metabólico diferente.

Como ainda não existem atalhos seguros, o caminho para combater essa doença crônica em cães e gatos continua sendo a boa e velha “equação” bem conhecida pelos humanos, composta por dieta equilibrada e a prática regular de atividade física. Afinal, apesar de render curtidas e comentários carinhosos nas redes sociais, a imagem de um pet “gordinho” é um sinal de alerta.

Perigo da obesidade em pets

Semelhante ao que ocorre com os humanos, a obesidade em cães e gatos provoca diversas alterações no organismo, como aumento de gordura no sangue, dificuldade no controle do açúcar e maior risco de inflamações. Como resultado, o maior risco a diferentes doenças compromete a qualidade de vida e sobrevida do animal.

Diferentes fatores podem estar relacionados ao problema. Entretanto, estudo sobre o tratamento da obesidade canina aponta entre as principais causas a “combinação de dieta inapropriada, atividade física insuficiente e falta de reconhecimento dessa condição” pelos tutores.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP) constatou que muitos responsáveis subestimam o peso real de seus animais. Dessa forma, eles não percebem quando o excesso de peso pode comprometer a saúde e a qualidade de vida do pet. Com a participação de 285 cães de 221 tutores, outro estudo da FMVZ-USP identificou que 40,5% dos animais avaliados na capital paulista apresentaram sobrepeso ou obesidade. Entre os fatores relacionados ao ganho de peso estão castração e consumo excessivo de petiscos, assim como a prevalência de hábitos alimentares inadequados por parte dos tutores.

“Muitos ainda associam o pet gordinho à ideia de carinho, mas o excesso de peso é uma doença crônica. Intervenções estruturadas, com alimentação adequada e exercício orientado, promovem melhora real na saúde, não apenas na balança”, afirma Flavio Lopes da Silva, médico-veterinário e Gerente de Relacionamento Científico da PremieRpet.

O primeiro passo, portanto, é reconhecer que, apesar de “fofo”, o pet “gordinho” precisa de ajuda, o que envolve comprometimento dos tutores e, claro, mudança de hábitos.

Com a orientação de um médico veterinário, a estratégia de emagrecimento leva em consideração diversos fatores, como raça, idade, peso, possíveis doenças pré-existentes, intolerância a determinado ingrediente, entre outros. Dessa forma, é individualizada. Mas, em linhas gerais, a solução envolve a prática de atividade física regular e, claro, a reeducação alimentar do animal.

“O acompanhamento do médico veterinário é fundamental no tratamento, sem dúvidas. E a alimentação adequada é parte muito importante dessa equação. No mercado há hoje alimentos tantos secos como úmidos que ajudam nessa dieta, mantendo os nutrientes necessários para os cães e gatos, mas permitindo que esses pets percam peso de forma controlada e saudável”, afirmou Flávio.

Seguindo corretamente a estratégia traçada pelo médico veterinário, em pouco tempo os benefícios para o pet começam a aparecer. Com apoio da PremieRpet, um outro estudo do Núcleo de Multicuidados da FMVZ-USP, um dos principais centros de estudos sobre obesidade em pets da América Latina, com cães obesos combinou restrição alimentar e atividade física. No início do acompanhamento, 69% tinham triglicérides (tipo de gordura no sangue) elevados. Após 12 semanas, os animais apresentaram redução média de 15% do peso corporal e melhora nos indicadores de saúde.

Rotina saudável com alimentação balanceada e atividade física para combater obesidade em cães e gatos

Rotina saudável com alimentação balanceada e atividade física para combater obesidade em cães e gatos. Foto: Adobe Stock

Dicas práticas

Apesar de ainda não existir uma “fórmula mágica” para a rápida redução de peso de cães e gatos, é possível reverter a situação. “A base do tratamento continua sendo dieta equilibrada e aumento da atividade física”, lembra Flávio Lopes da Silva.

Nessa jornada, o tutor possui um papel fundamental na promoção da qualidade de vida do animal. E tudo começa com a identificação e a aceitação do problema. Para facilitar o trabalho, o especialista da PremieRpet traz algumas dicas práticas que ajudam a avaliar se o pet está acima do peso:

• Olhe de cima: o corpo deve ter uma leve cintura atrás das costelas.
• Toque nas costelas: elas devem ser sentidas com leve pressão, sem precisar apertar.
Observe de lado: o abdômen deve ser levemente recolhido, não arredondado ou caído.
Note o comportamento: cansaço ao brincar ou caminhar pode ser sinal de excesso de peso.
Procure o médico veterinário: somente o profissional pode confirmar o diagnóstico e orientar o plano adequado.

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