Vale avalia entrada em lítio e terras raras, mas mantém foco em grandes commodities
AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 19 de agosto de 2026
CEO Gustavo Pimenta afirma que companhia estuda oportunidades em minerais críticos, mas ainda não decidiu avançar sobre novas commodities; escala e refino são desafios para o desenvolvimento do setor.
A Vale mantém estudos sobre uma possível atuação em commodities como lítio e terras raras, mas, por enquanto, não tomou decisão de avançar nesses mercados. Nesta terça-feira (18), o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, afirmou que a estratégia continua concentrada em minerais nos quais a empresa já possui projetos, conhecimento e vantagens competitivas, como minério de ferro, cobre e níquel.
“Hoje a gente ainda não tomou nenhuma decisão de avançar sobre outras commodities, mas a gente segue estudando”, afirmou Pimenta.
Lítio está entre as possibilidades
O executivo citou o lítio como um dos minerais que estão sendo avaliados pela companhia. Segundo ele, a Vale analisa tanto a possibilidade de entrar nesse mercado quanto a forma de uma eventual participação.
“Outras commodities, por exemplo, o lítio é uma que a gente está sempre estudando, se faz sentido a gente entrar e como entrar”, disse.
Pimenta também destacou que a Vale mantém uma parceria com o BNDES para apoiar projetos menores relacionados a minerais críticos que vão além do portfólio próprio da companhia. De acordo com o CEO, essa iniciativa está avançando.
Mercado ainda é considerado de nicho
Apesar do potencial de crescimento associado à digitalização da economia e à demanda futura por minerais críticos, Pimenta avaliou que mercados como o de terras raras ainda são pequenos quando comparados aos de minério de ferro e cobre.
“O mercado ainda é muito pequeno comparado a minério de ferro e cobre, o mercado ainda é de nicho, geopoliticamente importante, mas de nicho”, afirmou.
Para o executivo, a expansão desses minerais pode ganhar relevância nas próximas décadas diante da tendência de uma economia cada vez mais digital.
“Quando você olha o mundo em uma mega tendência, de um mundo 100% digital ou mais digital, é possível que essas commodities tenham um papel e uma participação mais relevante na indústria nos próximos anos”, disse.
Refino e escala são desafios
Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento de uma cadeia global de minerais críticos, Pimenta apontou a necessidade de ampliar a escala de produção e desenvolver tecnologias de refino fora da China.
“O grande desafio sempre foi escala e a questão do refino, tecnologia em relação ao refino, que está todo hoje controlado na China”, afirmou.
Segundo o CEO, há discussões no setor para estabelecer cadeias integradas de produção em outros mercados, apoiadas por acordos comerciais. Estados Unidos, Europa e alguns países asiáticos, de acordo com Pimenta, têm procurado o Brasil para estabelecer parcerias nesse processo.
Vale mantém foco nas grandes commodities
Apesar das oportunidades em minerais críticos, a estratégia da Vale permanece concentrada nos negócios em que a companhia considera ter maior maturidade e vantagem competitiva.
“Eu diria que a gente está mais focado nas grandes commodities e avaliando se existe um caminho para seguir nas commodities que ainda não vão alcançar a escala”, afirmou Pimenta.
Atualmente, segundo o executivo, a maior parte do capital da empresa está direcionada ao minério de ferro de alto teor de Carajás, ao cobre e ao níquel. Neste último segmento, Pimenta destacou a posição da Vale como grande fornecedora para o mercado ocidental.
A companhia, porém, continua avaliando novas oportunidades. “Esse é o nosso negócio, a mineração é o nosso negócio”, disse o CEO.
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