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Vale e ABB ampliam parceria para levar automação e IA a operações de minério de ferro
Foto: Divulgação / Vale.

Vale e ABB ampliam parceria para levar automação e IA a operações de minério de ferro

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 11 de agosto de 2026

Acordo prevê replicação de tecnologias testadas em Itabira (MG) para outras plantas da empresa; unidade de Brucutu já está em implantação

A Vale e a ABB ampliaram nesta terça-feira (11) uma parceria para expandir o uso de automação, inteligência artificial e tecnologias digitais nas operações de minério de ferro da companhia no Brasil. O acordo prevê a aplicação gradual, em outras plantas de beneficiamento, de soluções desenvolvidas na Usina Modelo Conceição II, em Itabira (MG), com foco em segurança, produtividade, eficiência operacional e aproveitamento dos recursos minerais.

A primeira unidade a receber as novas tecnologias é a planta de beneficiamento de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo (MG). Segundo a companhia, a implantação já está em andamento e a operação com os novos sistemas deverá começar no início de 2027. Outras unidades em Minas Gerais e no Pará também estão previstas no programa.

Tecnologia será replicada em outras operações

A expansão faz parte da estratégia de “Mineração do Futuro” da Vale, que busca incorporar automação avançada, digitalização e inteligência artificial aos processos produtivos. De acordo com a empresa, a Usina Modelo Conceição II será utilizada como referência para a modernização tecnológica de outras unidades.

A iniciativa pretende reduzir a necessidade de intervenções manuais em atividades de risco e ampliar a capacidade de acompanhamento dos processos em tempo real.

A Usina Modelo mostrou que as novas tecnologias, como inteligência artificial, melhoram a segurança dos empregados e aumentam a produtividade, a eficiência operacional e a qualidade na mineração”, afirmou Carlos Medeiros, vice-presidente de Operações da Vale.

Operação da Vale em Itabira. Foto: Divulgação.

Segundo o executivo, a experiência de Conceição II será usada para ampliar a previsibilidade dos processos, melhorar o aproveitamento dos recursos minerais e reduzir a exposição dos trabalhadores a atividades de risco.

Agora, vamos levar esse aprendizado para outras operações da Vale, ampliando a previsibilidade dos processos, melhorando o aproveitamento dos recursos minerais e reduzindo a exposição das pessoas a atividades de risco”, disse Medeiros.

Usina monitora mais de 400 variáveis

Inaugurada em junho deste ano, em Itabira, a Usina Modelo Conceição II reúne milhares de sensores, sistemas de automação e ferramentas de inteligência artificial. A estrutura permite acompanhar, em tempo real, mais de 400 variáveis das diferentes etapas do beneficiamento do minério e realizar ajustes automáticos no processo.

A operação começou a incorporar as tecnologias em 2024. De acordo com dados apresentados pela Vale, desde então a unidade registrou aumento de 25% na produtividade, crescimento de 40% na produção de minério premium destinado à redução direta e redução de 26% nas perdas de ferro no rejeito.

A empresa afirma ainda que a nova configuração operacional diminuiu a necessidade de intervenções manuais em campo, com impacto na segurança das atividades.

ABB integra sistemas de diferentes fornecedores

No projeto, a ABB atua como integradora dos sistemas de automação, eletrificação e digitalização. A função é conectar diferentes tecnologias e fornecedores em uma estrutura operacional integrada.

“Este novo acordo com a Vale representa um marco importante em nossa parceria. Com base no sucesso alcançado em Conceição II, estamos criando uma estrutura para implantar uma abordagem consistente de automação, eletrificação e digitalização em múltiplas operações”, afirmou Joachim Braun, presidente da Divisão Process Industries da ABB.

O modelo adotado na Usina Modelo permite que equipes acompanhem continuamente os dados do processo e utilizem as informações para ajustar a operação.

Capacitação acompanha transformação digital

A mudança tecnológica também envolve treinamento das equipes. Segundo a Vale, todos os operadores, instrumentistas e líderes da Usina Conceição II foram capacitados para trabalhar no novo modelo operacional.

A companhia mantém ainda programas de qualificação que incluem treinamentos imersivos, simuladores e ferramentas de realidade virtual. A proposta é preparar os empregados para operar os novos sistemas e lidar com situações que podem ocorrer durante o funcionamento das unidades.

Com a expansão do acordo, a experiência desenvolvida em Conceição II deverá ser gradualmente incorporada a outras operações de minério de ferro da Vale no Brasil.

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