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87% das empresas brasileiras atuam em ações de sustentabilidade, aponta pesquisa
Foto: Marisa Cesar.

87% das empresas brasileiras atuam em ações de sustentabilidade, aponta pesquisa

AGÊNCIA DE COMUNICAÇÃO Conteúdo de responsabilidade da empresa 27 de abril de 2026

Estudo com 587 executivos demonstra ainda que 59% das companhias integram sustentabilidade à governança e tomada de decisão empresarial

A sustentabilidade não é mais apenas um valor a ser alcançado, mas a realidade na estratégia corporativa de mais da metade das empresas brasileiras. É o que revela pesquisa da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e da startup Humanizadas.

Segundo o estudo, 87% das empresas atuam no tema, com 59% incorporando a sustentabilidade à estratégia corporativa, enquanto 57% integram as novas regulamentações de sustentabilidade diretamente em suas decisões de investimentos e processos comerciais.

O levantamento de 2026 aponta que a maior parcela das empresas (48%) já possui ações de sustentabilidade em desenvolvimento. Outras 22% das organizações já se posicionam como referências e pioneiras no tema, enquanto 17% estão dando os primeiros passos na implementação de suas agendas

A pesquisa foi realizada com 587 executivos dos setores de serviços, indústria, tecnologia, agronegócio e varejo. Entre eles, 71% são representantes de empresas de médio e grande porte e 84% ocupam cargos de liderança. O estudo revela ainda que 37% aproveitaram a COP 30, realizada em Belém (PA) no fim do ano passado, para fortalecer o posicionamento institucional em sustentabilidade, estabelecer parcerias e acessar novos mercados.

Foto: Marisa Cesar.

Segundo Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, a pesquisa traz um retrato qualificado da agenda de sustentabilidade no país. “Estamos falando de lideranças responsáveis por organizações que movimentam R$ 671 bilhões e empregam mais de 666 mil pessoas, ou seja, quem de fato toma decisão e molda o futuro dessa agenda”, destaca

Apesar de 57% já incorporarem regulações de sustentabilidade à estratégia empresarial, apenas 26% das empresas se consideram totalmente preparadas para atender às novas exigências regulatórias e de reporte em sustentabilidade.

De acordo com Neto, essa lacuna reflete um desafio maior. “Se antes a pergunta era ‘por que fazer?’, agora é ‘como capturar valor?’. O principal gap está justamente em traduzir sustentabilidade em retorno financeiro mensurável — seja em crescimento, eficiência ou gestão de riscos”, afirma.

Segundo 44% dos executivos que participaram da pesquisa, provar retorno financeiro oriundo da sustentabilidade é um dos principais desafios. Apesar de 74% reconhecerem valor efetivo da agenda, apenas 34% das empresas afirmam conseguir medir retorno financeiro de maneira estruturada.

Desafios estruturais

Apesar dos avanços na agenda, 71% das empresas ainda não reduzem nem compensam suas emissões de carbono, enquanto temas como biodiversidade e mudanças climáticas permanecem como prioridades secundárias. Em contraste, a inovação e tecnologia lideram o foco material, com 59% de atenção do mercado.

Segundo a pesquisa, esse destaque ocorre porque a inovação estabelece uma conexão mais direta com a redução de custos, o aumento da eficiência, a abertura de novos mercados e a ampliação da escala operacional.

Em relação à gestão de dados, 73% das empresas não atualizam sua Matriz de Materialidade, 68% não publicam Relatórios de Sustentabilidade, e 61% não realizam benchmarking. Essa ausência compromete a capacidade de transformar informações em dados financeiros concretos, dificultando a materialização do valor da sustentabilidade. Benchmarking e avaliações internas, seguido por certificações externas são listados como principais ferramentas de gestão.

Além disso, apenas 31% das empresas monitoram riscos e 28% verificam oportunidades relacionadas à sustentabilidade. Entre as iniciativas, 40% dos que responderam apontam a Inovação em produtos sustentáveis como a mais frágil, enquanto privacidade e segurança de dados (67%) e projetos sociais e voluntariado (61%) são consideradas as práticas mais consolidadas pelas organizações.

Esses dados revelam o predomínio de ações de governança e de caráter social em comparação com ações ambientais. O estudo aponta que a regulação que mais mobiliza em 2026 não é a climática, e sim a de pessoas. NR-01 lidera com

42%, à frente de economia circular (34%) e

mercado de carbono (25%).

Impactos e fatores para ampliar a sustentabilidade

Provar retorno financeiro, acesso a capital (38%) e  engajamento de lideranças (35%) são apontados como fatores críticos para o sucesso da agenda, enquanto medidas de caráter infraestrutural, segundo a pesquisa, incluem produção de dados, mapeamento de riscos e oportunidades, e quantificação do impacto financeiro.

O fortalecimento da reputação (74%), a maior eficiência de recursos (65%), a redução de custos (60%) e o crescimento da receita (49) são apontados como principais impactos.

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